quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

GAROTA DE PRAIA

Em memória do Dioni
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Aceitamos o convite do Tio Renato e da Tia Nancy (amigos queridos dos meus donos) para passar o final de semana na casa deles, na praia de Cambury, litoral de São Paulo. A ocasião tinha mais um motivo especial: o primeiro encontro entre o Dionísio, o cão deles, e eu.

Há muito tempo que eles tentam achar uma oportunidade de nos apresentar. O Dioni (para os íntimos) é um lindo Bóxer, elegante e muito fofo, amigão….como todos os exemplares desta raça, cara de mau mas na verdade é um bobão (no bom sentido, claro!).


Eu e o Dioní na nossa varanda: cara de mau, mas muito bonzinho
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O Dioní não está muito acostumado a conviver e a brincar com outros cães….principalmente fêmeas. Ele não sabe muito bem como agir, o que fazer….fica afoito, um pouco animado demais….e aí, quando deu de cara com esse “loirão” aqui….coitado, perdeu o controle e escolheu o caminho mais árduo: tentou insistentemente montar em mim!!! Imaginem vocês, logo eu que não admito, de forma alguma, que nenhum cão tome essa liberdade (o único que conseguiu até hoje foi o Bigode, mas aí quem ficou uma fera foi a minha dona…ahahaaha). É intimidade demais para um primeiro encontro, não acham?? Gente, onde está o cavalheirismo, o romantismo nos machos de hoje??!! Bom, eu levei em consideração a falta de experiência dele e “aliviei a barra” do garotão. No fundo, ele não fazia por mau ou por malícia…era mesmo por não saber bem como agir. Não permiti a ousadia, claro, e o coloquei em seu devido lugar. A cada tentativa, eu revidava com altos latidos bem ao pé do ouvido dele. Coitado!! Tanto que eu gritei no ouvidinho…acho que ele terminou o dia bem atordoado e com uma baita dor de cabeça. Rsss

Então, tivemos que aprender a lidar rapidamente com a situação e com a necessidade de dividirmos amigavelmente (e nada além do “amigável”!rss) o mesmo espaço já que, naquela vila, apesar de termos feito algum sucesso durante os nossos passeios e até sermos bem-vindos em alguns restaurantes, na praia éramos explicitamente indesejados. E bota explícito nisso!! Então, enquanto nossos donos curtiam um solzinho a beira-mar, nós dois, esperávamos com uma soneca na varanda da casa.


Para bom entendedor....
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Em cada entrada da praia de Cambury, há faixas e placas (algumas enormes para o caso de algum dono de pet não enxergar direito) alertando que é terminantemente proibido o acesso de cachorros à praia. Somente os cães de rua zanzam por ali despreocupadamente – não sei se eles não sabem ler ou se fazem mesmo de desentendidos – certos eles! Mas, não vou me aprofundar nesse tópico. Até porque os peludos de rua são um problema causado pelo próprio ser humano, que muitas vezes os abandonam por ai, e é por isso que pegam doenças e acabam transmitindo.

No final da tarde, a minha dona levou a mim e ao Dioni para vermos o mar – ainda que de longe, sem sequer tocarmos a areia, e fomos “fuzilados” por olhares que praticamente nos perguntavam se não havíamos visto os avisos…quase um “Hey, por acaso, vocês são cegos??!”. Tudo bem, respeitamos. Ou melhor, acatamos. Ainda que sejamos da opinião de que os cães também têm o direito de nadar no mar e correr na areia. Se todos forem civilizados e os donos de pets assumirem as suas responsabilidade vacinando seus animais e recolhendo os dejetos, poderíamos compartilhar numa boa do mesmo espaço.

Na minha reflexão canina, me pergunto: “Quem garante que as pessoas que frequentam as praias são totalmente saudáveis?” Os seres humanos podem transmitir doenças como micoses, resfriados, catapora, sarampo, etc. “E quanto às crianças?”. Crianças muitas vezes passam correndo e jogam areia nos demais frequentadores. Crianças vivem aos gritos e incomodam aqueles que querem relaxar ou ler tranquilamente enquanto tomam um solzinho. Crianças, sim, fazem xixi e até cocô no mar. Crianças deixam restos de alimentos ou embalagens que poluem o mar e ficam enterradas por séculos na areia. Então, “Porque ninguém proíbe as crianças de frequentarem as praias?!”. Por favor, não me interpretem mal, não tenho absolutamente nada contra crianças. Ao contrário, tenho bastante carinho e ADORO quando elas jogam bolinhas para eu pegar. Minha dona diz que sou super paciente (não ligo quando puxam meu rabinho ou arrancam meus pelinhos) e fico até mais doce quando estou interagindo com alguma criança. Mas é que realmente me revolta essa discriminação. Me revolta essa prepotência do ser humano em achar que é o dono do mundo, que só ele tem o direito de usufruir dos espaços.
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Praia de Cambury: Propriedade privada dos humanos
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Tá certo que levar o seu peludo à praia pode trazer complicações para a saúde do seu animal caso você não tome alguns cuidados especias. É preciso estar atento ao calor e ao sol excessivo, por causa de queimaduras ou desidratação. A areia e a água do mar também podem provocar algumas doenças de pele, ouvidos e olhos nos bichinhos. Mas, ir ou não para a praia na companhia do seu animal deve (ou deveria) ser uma opção e não uma imposição.

Gostaria que me dissessem quem é o dono das praias? As praias são abertas ao público ou será que são pedaços da natureza de propriedade privada dos humanos? Será que esses humanos – os que são a favor da proibição de animais nas praias – sabem quantas espécies habitam esse mesmo espaço? E sabem que muitas destas espécies habitam as praias antes mesmo do homem aparecer? Então, resta perguntar, quem será o invasor? Por acaso os humanos pediram aos siris, caranguejos, estrelas do mar, peixes, gaivotas e outros animais que habitam o litoral, permissão para invadir a “casa” deles?? Só falta falarem que o aquecimento global tambem é responsabilidade dos cachorros…

Portanto, só me resta concluir que, a praia é de todos…e os seres humanos têm que aprender a conviver em plena harmonia com todos os seres. Somos todos habitantes de um mundo em comum.

O direito de uma pessoa levar seu animal à praia está diretamente ligado à dignidade da pessoa humana, direito garantido por lei através da Constituição Federal (artigo 1º, inciso III) que, por sua vez, pode ser compatibilizado com a também previsão constitucional de um meio ambiente sadio para as presentes e futuras gerações. Para resolver todo esse impasse, bastava condicionar a estada do animal à apresentação da carteira de vacinação e ao uso da coleira e, se o caso, da fucinheira. Além de cobrar dos donos uma atitude e posse responsável.

Se um animal devidamente vacinado e bem tratado, livre de doenças e coisas dessa natureza, deve ser banido das praias, então órgãos sanitários deveriam vedar completamente a posse de animais em residências. É uma questão de bom senso. É óbvio que animais criados nessas condições, não têm aptidão para trazer doenças ao homem.

As pessoas se esquecem da ineficiência dos órgãos públicos no que se refere ao tratamento de esgotos. Esquecem que, por causa dessa ineficiência, litros e litros de imundície originada pelos “soberanos” humanos são jogados ao mar todos os dias sem nenhum ou quase nenhum tratamento o que, por certo, é muito mais prejudicial do que um animal vacinado.

E não é só, pois na grande maioria dos casos, infelizmente, os “porcos, degradadores do meio ambiente e causadores de doenças” são as próprias pessoas que parecem desconhecer o significado da expressão “lixeira”, deixando montanhas de lixo nas praias, desde fraldas a bitucas de cigarro (muito mais ofensivas que um animal). Em absoluto respeito àqueles que pensam diversamente, sinceramente, não vejo diferença entre a urina de um animal vacinado e bem tratado e a urina de uma pessoa sadia no mar (fato absolutamente aceito). Isso só constitui uma evidente hipocrisia.

Porque não optar pela educação e conscientização, em vez da proibição?

Em países civilizados como Canadá e Estados Unidos existem várias opções de praias (e outros espaços) pet friendly. Os locais são adaptados, regras são estabelecidas, multas impostas e a fiscalização é séria. E, com isso, humanos e peludos dividem amigavelmente e animadamente os espaços de lazer. É um exemplo a seguir. Aqui no Brasil, um amigo me contou que a Praia do Flamengo (Rio de Janeiro) é liberada para cães. Ele disse que até construíram uma rampa para facilitar o acesso dos animais ao mar. Nos finais de semana está sempre cheia de “surfistas de 4 patas”…rssss. Acho justo e mais democrático. Não existem as tal praias de nudismo?? Então porque não disponibilizar algumas opções de praias pet friendly no pais? O nosso litoral brasileiro é imenso e nós, os pets, merecemos. O meio ambiente é de todos, há que se colocar no lugar de simples habitantes e não de donos do pedaço. Não acha?

Eu já tinha ido à praia uma vez, em Maresias (também litoral de São Paulo) e fui igualmente hostilizada. Não de forma tão explícita – com placas e avisos – mas de forma bem perceptível. Na pousada onde ficamos, fui muito bem recebida. E no restaurante da praia, os atendentes claramente se esforçaram para diminuir o nosso desconforto. Mas os outros frequentadores não gostaram muito da minha presença ali…e olha que, na época, eu ainda era uma filhotinha. É por isso que prefiro as aventuras no campo ou na serra. Fico mais a vontade, tenho mais espaço, mais liberdade e, o mais importante, sou bem-vinda. E meus donos não se chateiam e podem curtir também o passeio.
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Ficamos com a varanda: ainda bem que tinha espaço para correr

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Valeu a ida à Cambury pois assim pude conhecer o Dioni. Não sei se ele compartilha dessa opinião, coitado. Afinal, deve ter lhe doído os ouvidos ao longo de toda a semana seguinte…ahahaha. Mas no final, estávamos bem amigos e brincado juntos. Segundo eu soube através da minha dona (que, por sua vez, soube através da Tia Nancy), na hora de voltar à cidade, o Dioni ficou a minha procura…eu já tinha partido e deixado o seu pobre coração despeçado (quem manda ser uma loira tão charmosa!!). Quem sabe na próxima vez, se ele usar uma abordagem mais sutil….

PS: O Dioni está dodói…fazendo um tratamento complicado, precisando ganhar peso e ficar mais fortinho para passar por uma cirurgia delicada. Espero que fique bom logo para nos encontrarmos novamente, viu Dionizinho?? Talvez numa praia onde sejamos bem-vindos....
PS2: Infelizmente o Dioni não resistiu. Como um bom Bóxer, valente, ele bem que tentou lutar e travou uma dura batalha durante algum tempo. Mas, a doença trouxe complicações muito severas que comprometeram bastante a sua qualidade de vida e, alguns meses depois desse nosso final de semana na praia, meu doce amiguinho faleceu....deixando saudades desse nosso primeiro e último encontro.
PS3: Agora eu também já virei estrelinha e estou junto ao amiguinho Dioni.

Pausa para explicações médica e social (meu Blog também é saúde e cultura)
Cachorros X Praia
Cuidados durante o “verão animal”

Cachorro na praia parece criança, principalmente se vive em apartamento, na cidade grande: rola, corre pela areia, cava buracos e refresca-se no mar. E quando tudo isso acontece na companhia do dono, melhor ainda!!

Levar o seu peludo à praia pode ser um programa muito divertido, para você e para ele. Mas requer uma série de cuidados. Conheça os prós e os contras de levar o seu bichinho para a beira-mar.

Em ambientes quentes e úmidos como o litoral, o pet estará exposto a uma série de doenças que podem colocar não só a saúde dele em risco, como a sua e dos demais frequentadores. O contágio de doenças acontece, sobretudo, pela areia.

A urina de ratos e de cães contaminados pode transmitir leptospirose. A bactéria que sobrevive na água e em solo úmido, atua nos rins provocando desidratação e até morte por insuficiência renal. O principal sintoma é urina de cor escura, com sangue. Isso vale tanto para animais como para humanos.

Ao cheirar ou ingerir fezes de animais doentes, o seu cão pode adquirir uma verminose: um parasita que se instala no intestino e rouba vitaminas essenciais ao bichinho.

Um verme muito comum é o Ancylostoma, mais conhecido como “bicho geográfico”. Seu apelido vem do desenho que ele forma ao se instalar sob a pele da pessoa. É muito fácil de contrair: basta uma caminhada pela areia contaminada para que a larva entre no seu pé. O parasita, em geral, permanece apenas na região superficial, causando vermelhidão, coceira e irritação da pele.

Já o Difilaria Immitis é um dos vermes mais temidos. Conhecido como o “verme do coração”, se aloja principalmente no ventrículo direito e na artéria pulmonar do animal, causando a Difilariose, doença debilitante e potencialmente fatal. O verme do coração é transmitido por um mosquito comum em cidades beira-mar. A larva se reproduz e migra até o coração podendo matar por insuficiência cardíaca. O animal contaminado apresenta tosse, cansaço e falta de ar. Previna o seu bicho do problema através do uso de repelentes e administrando medicamento específico para esta profilaxia desde filhote (sob orientação do vet).

Ectoparasitas, como pulgas e carrapatos, são abundantes em cidades de veraneio e além de desenvolver doenças de pele como dermatite alérgica, causam sérios danos à saúde do animal.

Engolir água do mar não faz mal. Entretanto, se a praia for poluída o cão pode desenvolver um quadro infeccioso e ter diarréia, vômitos e gastrite. Neste caso, o procedimento é levá-lo ao veterinário o mais rápido possível e nunca medicar o animal por conta própria. Se engolir água em excesso, o animal também pode desenvolver uma pneumonia por aspiração. Neste caso, os sintomas são: tosse, falta de apetite, língua roxa, falta de ar, respiração ofegante e dificuldade respiratória. E se ele engasgar no momento em que engoliu a água? É preciso colocá-lo de ponta cabeça e chacoalhá-lo, para desengasgar, depois seguir para a clínica mais próxima.

Por conta do calor excessivo, muitos animais tomam grande quantidade de água e voltam a brincar. Este inocente procedimento pode gerar torção gástrica. Isto porque animais de porte grande têm as caixas toráxicas largas e os órgãos cheios podem girar internamente. Normalmente esse mal obriga o animal a passar por uma cirurgia e, muitas vezes, pode ser fatal. Previna oferecendo água ao seu peludo de forma regular e em pouca quantidade.

Nós, pets, também sofremos com o sol. Não temos a mesma resistência que os humanos em relação ao calor. Nossa pele não transpira como a sua. Por isso, há o risco da desidratação, queimaduras e até câncer de pele. Especialmente os cães de pele branquinha, albinos ou não, com pouco pêlo ou manchas despigmentadas, precisam ser protegidos todos os dias e com atenção redobrada quando estiver na praia. Não devemos ser expostos ao sol forte (das 10h as 15h).

Então, é melhor munir-se de alguns acessórios. O guarda-sol é essencial para poder oferecer uma boa sombra ao seu cão. Além disso, o mercado pet oferece hoje uma série de produtos específicos, desde óculos de sol a protetor solar para pets. Protetor solar para humanos também pode ser utilizado mas é necessário consultar o veterinário para que ele (e só ele!) possa te indicar a melhor opção para o seu amiguinho. Do contrário ele pode se intoxicar ou sofrer alguma alergia. Proteção especial para as pontas das orelhas, o focinho e o saquinho (se for macho). Não esqueça da barriga e das partes do corpo com pouco pêlo.
Se mesmo assim você quiser levar o seu amigão para aproveitar o mar, tenha os seguintes cuidados:

- Verifique a legislação local certificando-se de animais são bem-vindos;

- A vacinação e vermifugação do seu animal deve estar em dia, assim não há possibilidade de transmitir ou adquirir doenças;

- Identifique o seu cão com nome e telefone na plaquinha;

- Não ultrapasse três horas de permanência;

- Leve sempre água potável (filtrada ou mineral), pois a ingestão de água salgada, além de causar diarréia, desidrata;

- Não deixe seu pet muito tempo exposto ao sol. Se possível, mantenha-o na sombra, principalmente se ele tiver pele, focinho ou pêlos claros. Evite o período das 10h as 15hs;

- Fique de olho para que o seu bichinho não coma nada fora do habitual, como restos de peixes – que podem agredir o estômago;

- Lave e seque bem o seu cão após o banho de mar pois a umidade facilita a ploriferação de bactérias, podendo causar alergias, fungos e micoses na pele ou infecção no ouvido dos bichinhos. O acumulo de sal também pode causar transtornos.

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Etiqueta do “surfista peludo”

Muitos cães apreciam passar um dia na praia. Eles amam a areia sob suas patinhas, a agitação das ondas para a frente e para trás e o todo aquele oceano chamando por eles. Parece uma bela maneira de aproveitar um dia de verão, não é mesmo?

Mas, antes de partir para a sua praia favorita levando o seu peludo a tiracolo, você tem certeza de que ele será bem-vindo? E se ele for bem-vindo, quais são as regras?

Praias, como qualquer outro espaço de uso comum e popular, podem ser um potencial campo de conflitos.

Segundo estudos feitos pelo DogFriendly.com, a razão principal para a proibição de cães nas praias é a indiferença dos donos à regra número 1: manter o cão na guia e coleira. Seguir essa regra pode evitar incidentes como uma pessoa ser atacada ou mesmo o seu cão ser importunado por outro cão e acabar gerando uma briga desnecessária. Imagine uma pessoa relaxando na areia e, de repente, vem um cão correndo desgovernado ao seu encontro ou pula sobre ela. Além de suja ou molhada, ela levará um baita susto pois não sabe se o cão é amigável ou não.

A segunda razão pela qual os cães não são bem-vindos nas praias são os resíduos deixados para trás. Nunca é demais repetir que os donos devem SEMPRE recolher os dejetos dos seus animais, na praia e em qualquer outro lugar. Traga sempre saquinhos plásticos para recolher as fezes do seu animal. Além de bem demonstrar respeito pelos outros e uma boa educação, evita-se uma possível multa.

Preste atenção as dicas que se seguem e assim, você e o seu melhor amigo, poderão continuar frequentando a praia favorita de vocês:

- Não permita que o seu cão chacoalhe próximo das pessoas para não molhá-las;

- Não o deixe se aproximar ou cheirar as pessoas (principalmente as crianças, elas podem se assustar). Respeite quem não gosta ou tem medo de animais. A menos que ele seja convidado;

- Latidos excessivos incomodam. Controle;

- Também não deixe que ele cave buracos e jogue areia nas pessoas;

- Só permita que o seu cão circule sem guia se a praia estiver vazia – praticamente deserta;

- Se a regra é manter o cão na guia, respeite-a;

- Se a raça do seu cão requer o uso da focinheira, a lei deve ser seguida;

- O seu cão deve ser bem comportado, ouvir e obedecer aos seus comandos;

- Não jogue lixo na praia. Desfrute e respeite a natureza;

- Recolha SEMPRE as fezes do seu animal!! Coloque na lixeira apropriada. Não deixe para trás, não enterre na areia e nem jogue na água do mar;

- Fuja dos horários de pico. Prefira o início da manhã ou o final da tarde. Além de ter pouca gente, o calor é menor e o sol mais fraquinho;

- Mantenha o seu animal sempre sob controle.
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Dog´s Beaches

Pode ser uma tarefa árdua encontrar uma praia onde o seu cãozinho possa permanecer. Especialmente se for próxima a área metropolitana.

Se não há nenhuma praia pet friendly na sua cidade ou estado, você pode conquistar uma. Começe por encontrar ou criar um grupo de proprietários de pets que tenham o mesmo objetivo. Organizem-se e promovam o grupo através da Internet, das clínicas veterinárias e dos pet shops da região. Uma vez organizados, elaborem um projeto oficial – bem feito, com argumentando as suas razões mas também comprometendo-se com a preservação do local e o bem-estar de terceiros (pessoas e demais cães).

Procurem as autoridades e entidades que administram o município/estado e exponham o projeto. Não custa tentar. Existem trechos de praias quase não são frequentadas. O mesmo serve para a tentativa com parques e praças. Uma vez atendido o pedido, mãos a obra. Busquem patrocínios e trabalhem para construir um belo espaço para os peludos se divertirem a vontade. Veja abaixo alguns exemplos de sucesso.

EUA

Nos Estados Unidos, as “praias para cães” são bastante populares. Uma das mais frequentadas pelos peludos é a Dog Beach, em San Diego (Califórnia).

Desde 1972, a praia tornou-se o paraíso para os cães. Localizada ao norte da Ocean Beach, a Dog Beach é uma faixa de areia onde o Rio San Diego encontra com o Oceano Pacífico, totalmente liberada para os peludos correrem livremente. Em um só dia, centenas de cães podem ser vistos correndo pela areia ou dando um mergulho no mar. É o lugar ideal para levar o “veranista de 4 patas” ou apenas observar os cães se divertirem com as ondas e a areia.
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Dog Beach, EUA: o paraíso dos veranistas peludos
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Friends of Dog Beach: população + governo = responsabilidade + conscientização = direitos iguais
.Em 1995, criou-se “Friends of Dog Beach”, um grupo de voluntários dedicados na preservação “Dog Beach” e na melhoria da qualidade da água do Rio San Diego e do Oceano Pacífico, não somente para os cães mas também para as pessoas, os pássaros e a fauna marinha. Uma vez a cada mês eles reúne-se para a o trabalho de manutenção da praia. Fazem a limpeza da areia retirando restos de lixo e conscientizando os frequentadores. Todos os anos, no terceiro sábado de Setembro, acontece o Annual California Coastal Cleanup – um mutirão de limpeza com a participação de todos.

Já na cidade de Jupiter (Florida), durante o verão de 1994 um grupo de residentes locais cria o “Friends of Jupiter Beach” com o objetivo de reivindicar o direito de frequentarem a praia na companhia dos seus cães. A prefeitura da cidade estabeleceu um período de 6 meses de experiência para ver se a idéia dava certo e se pessoas e cães seriam mesmo capazes de frequentar a Jupiter Beach em harmonia. A prefeitura patrocinou a instalação de 10 lixeiras especiais para os dejetos dos animais. E o “Friends of Jupiter Beach” comprometeu-se em realizar um mutirão de limpeza mensal para a praia. A coisa deu certo, cresceu e hoje já são 29 lixeiras distribuídas em cerca de 4 km de praia animadamente frequentada por cães sociáveis e obedientes…e donos responsáveis.

O grupo é bastante ativo e, além dos mutirões mensais, os membros fazem rondas periódicas para certificarem-se da preservação da praia e monitorarem o comportamento dos cães frequentadores. Também organizam palestras e eventos de conscientização para toda a população

BRASIL

No nosso país, como sempre, as coisas são um pouco mais complicadas. Ainda vivemos na mentalidade do “banir os cães das praias é a solução” – mais fácil, né? Como se isso fosse resolver todos os problemas de poluição dos oceanos e do meio ambiente…livrar os humanos de doenças e outras…enfim…

Praias como Maresias, Cambury e Juquehy, são consideradas os paraísos da costa sul de São Sebastião (litoral de São Paulo). Mas segundo a lei municipal, nº 1609, de 2002, o dono que for encontrado com um cão na praia pode receber uma multa de R$ 600 e, havendo reincidência ou caso decida desacatar a lei, o animal poderá ser apreendido. Em caso de resistência, a Polícia Militar pode ser acionada.

Não contente, a Prefeitura de São Sebastião, por meio do CCZ (Centro de Controle de Zoonozes), ainda lançou um 'mutirão' para impedir a presença de animais nas principais praias da cidade durante a temporada de verão. O pacote de medidas inclui instalação de faixas na orla orientando (?) os proprietários sobre a lei municipal que proíbe a presença de cães na areia e até a disponibilização de um telefone através do qual moradores e turistas incomodados poderão denunciar eventuais abusos cometidos por banhistas peludos!! O CCZ, inaugurado em outubro, no bairro do Jaraguá, região norte do município, também contará com uma equipe de fiscalização especializada na apreensão dos animais.

No Rio de Janeiro, a Praia do Diabo - uma pequena faixa de areia entre a Ponta do Arpoador e a Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio – era reconhecida oficialmente como uma praia pet friendly. Mas, infelizmente, em Maio de 2008, o órgão especial do Tribunal de Justiça declarou inconstitucional a lei municipal 4.276/2006, que autorizava a presença de cães nesta praia, desde que com coleiras, conduzidos por maiores de 18 anos e com a carteira de vacinação em dia. Agora, a opção dos peludos cariocas é a Praia do Flamengo. Mas não se sabe até quando….

A ONG SOS Praias Brasil é ainda mais agressiva na oposição aos freqüentadores caninos no litoral. Considera que obrigar as pessoas a compartilhar a faixa de areia com os cães é, além da questão da saúde, uma falta de respeito para com o semelhante e chega a comparar à questão do cigarro, que transforma os não-fumantes em fumantes passivos ao dividirem o mesmo espaço com os amantes do tabaco. A ONG alega: “Pagamos altos impostos ao município e nenhuma providência é tomada”, referindo-se a administração municipal de São Sebastião. Ora, mas aí esquecem que os proprietários de cães também são cidadãos contribuintes….
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Proibir animais resolve todos os problemas???
.A “campanha do contra” vai ainda mais longe e chega ao absurdo de apontar a presença de cães nas praias como um dos principais agravantes ao processo de degradação e desvalorização imobiliária do município!!!

Mas não pára por ai. Segundo os responsáveis pela ONG, esse é um problema que só se resolverá através da aplicação de multas e apreensão (!!) dos animais. E esses animais serão alojados onde?? E mantidos por quem?? Quem sabe, sacrificá-los não seria a melhor opção??? A sentença por terem colocado as patinhas na areia alheia...Façam-me o favor….

A única sugestão considerável apresentada pela organização seria a aplicação de uma pena para cada infração cometida pelo animal, além de multas previstas por lei. Cabe ressaltar que o infrator na verdade é o dono e não o animal e que, portanto, como responsável pelos atos do seu pet, deveria ser ele (o dono) a cumprir a punição. Cursos de reeducação e trabalhos sociais que envolvam limpeza e higienização de locais públicos também são válidos. Mas tudo isso seria válido se desconsiderasse a opção da apreensão do animal.

Para finalizar, donos de cães são comparados a feras que agem de forma irracional e agressiva quando repreendidos, “com absoluta prepotência como se estivessem na plenitude do seu direito” (sic)….E não??

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Você pode. E eu??
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Dicas da Cléo:
Restaurante Framboesa – Doceria e Saladeria
Estrada do Camburi, nº 744 – Camburi
Tel: (12) 3865-1113

Praias Pet friendly Canadá e EUA: Dog Friendly.com

7 comentários:

  1. Cléo, tô passada com o seu relato!!!
    Mês passado, levei a Maya pra praia da Enseada, no Guarujá. Lá não tinha nenhuma placa falando sobre essa proibição de cachorros na praia... encontramos inclusive uma outra família com o seu cãozinho! Mas, claro, como a praia é bem movimentada, a Maya ficou na guia o tempo td e eu levei ela fazer suas necessidades fora da areia. Lá ela entrou no mar, brincou na areia e até sentamos em um quiosque pra tomar um suco. Tudo sem nenhuma reclamação!
    Bom, eu sei q vc q é a nossa agente de viagens canina oficial... mas a Maya tem uma dica pra vc: vai pra praia da Enseada em Bertioga!!! Lá é mais vazio e mtos cães correm soltos! Vamos combinar um fds??
    Beijocas linda!

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  2. Oi, Cléo!
    Estava toda animada porque pela primeira vez, com o auxílio do Portal Turismo 4 Patas, estava planejando levar meus 2 cães pra passar o reveillon em Paraty... mas seu relato realmente me deixou preocupada...
    Você conhece a Pousada dos Deuses? Alguma informação sobre legislação específica de Paraty e Trindade?
    Obrigada!

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  3. Olá Cleo!

    O meu ainda nao pode ir à rua, ams vai viajar muuuito!! Inclusive no Natal vamos pro litoral paulista, mas ele vai ficar enfurnado no apartamento pq a 3a vacina só dia 29...
    Como moramos no rio, achei muito interessante saber q a praia do Flamengo eles sao bem-vindos. Quero muito que ele tenha contato com o mar e areia...

    E sobre a pergunta da adri.. quero saber tb! Pois como gostamos de acampar, Trindade está nos nossos planos.

    Obrigada,
    Carol

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  4. Que figura esse Dioníso.
    Parabéns, seu filhote também é lindo.

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  5. Olá queridas!!
    Na verdade a lei carioca foi considerada inconstitucional não em seu mérito (a permanência dos cães na praia), mas sim porque a Câmara Municipal não tinha competência para editá-la. Portanto, nossa causa não está perdida!
    Como mãe da Cher e moradora da cidade de Praia Grande, digo que toda semana passeamos juntas na praia no finalzinho de tarde, e sem dúvidas esta é uma atividades preferidas dela!
    Há muitas pessoas que torcem o nariz, mas felizmente nunca tivemos maiores problemas, até porque ela é adorável e bem educada!
    Beijocas
    Saudades dos passeios!
    Aliás e o rafting???

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  6. vou aproveitar pra dar uma dica...levamos a LARA nossa boder colie, para conhecer o mar,,, moramos perto do rio Tiete, onde ela ja adora porisso estavamos ansiosos pra ve-la na praia...porem tbm tinha receio sobre as leis...fomos para o litoral sul de são paulo em Itanhaem, foi uma grata surpresa...fomos muitissimo bem recebidas...olha que ainda pegamos carnaval....a Lara parecia uma criança e chamava a atenção de todos... me informei se tinha alguma restrição la, e disseram que não. Obviamente tem sim que ter certos cuidaddos... não passavamos das 10 da manha e muita agua fresca. Porem tenho que ressaltar que a Lara e uma cachorra extremamente educada...xixi e cocô so fazia na grama ,,, nem uma só vez na areia.. a praia não e tão bonita como o litoral norte, mas muito limpa. então aqui vai a dica..se quiser passear com seu pet na praia a dica é Itanhaem..ahhh sem contar que a caminhada dentro da agua fez um bem enorme para a displasia da Lara, foi como uma hidroterapia de graça. um abraço a todos Julia lourenço de Araçatuba sp

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