terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Por aí... Onde brilhem os olhos: Expedição Pet Friendly na Europa


Arquivo: Onde Brilhem os Olhos

Conhecemos a Isa e a Pipoca em uma das aventuras da Turismo 4 Patas, em 2015. Elas passaram um final de semana animal com a gente, na cidade de Monte Alegre do Sul (SP). Só ficamos sabendo que a Isa era vegetariana e que a Pipoca havia sido adotada. Pronto, não mais que isso. Éramos um grupo considerável e as duas se mostraram bem reservadas e aparentemente tímidas. Mas muito simpáticas.

Eis que algum tempo depois, me deparo com um perfil no Instagram onde uma menina se lança numa aventura pelo mundo, a bordo de uma bicicleta e na companhia da sua fiel escudeira canina. Amei a proposta e já quis logo fazer uma matéria para o nosso Blog, lógico! Afinal, nosso propósito é mostrar a vocês as diversas formas de explorar o mundo na companhia dos nossos mascotes.

Olha elas ai, no Rota Cãotural

E quando a Isa responde ao meu e-mail, já com um super relato, que serviu de base para esse texto, e fotos dela com a Pipoca nos lugares por onde já passaram... Eita, olha elas!!! Ahahhaha meninas, onde vocês foram parar?!! De Monte Alegre do Sul, fui encontrar vocês na Europa. Que delicia! Fiquei mais motivada ainda... e acabei escrevendo quase um livro... inspirada pelo quase livro que a Isa me enviou eheheheh.

Bom, a Isa é uma paulistana, apaixonada por cachorros, que, quando criança, passava o tempo estudando inglês sozinha e brincando de ser motorista de ônibus de viagem com a irmã. Ela, que sonhava em ser veterinária, acabou se formando em Turismo.  (já vi essa história em algum lugar... ehehe).

A Pipoca foi resgatada por uma protetora na região do Parque do Ibirapuera, capital paulista. (coincidentemente, através do lindo da trabalho da Villa do Amigo, comandada pela querida Silvana Mitne, de quem sou fã e amiga há anos). Segundo Isa, ela tinha cerca de 1 ano e meio, era arredia, tinha problemas de pele e estava quase 10kg abaixo do peso. A protetora fez um ótimo trabalho de recuperação, e quando a Pipoca veio pra casa, já estava com a pelagem linda e o peso quase normal. Mas ainda tinha bastante problemas de comportamento – o que rendeu muitos estresses, prejuízos e até boas risadas para sua nova tutora.

Pipoca cresceu, o casamento de Isa terminou, as duas mudaram de vida e, com isso, passaram a ter mais tempo juntas... curtir parques e áreas verdes da cidade, andar de bicicleta e (porque não?!) viajar juntas... as poucas viagens que Isa fez sem a Pipoca, a deixaram com uma sensação muito forte de que teriam sido muito mais divertidas se ela estivesse junto. Então, em 2014, Isa decidiu investir pesado numa caixa de transporte de boa qualidade, cuidou da adaptação da Pipoca com a caixa e começou a pesquisar destinos “pet friendly” e dicas de segurança para viagens com bichos de estimação. Foi assim que ela “esbarrou” em nosso site – www.turismo4patas.com.br – e se inspirou no nosso Blog (que, na época, se chamava Blog da Cléo).

Pipoca totalmente adaptada à caixa de transporte

Em 2015, com “sangue nos olhos” (como ela mesma escreveu), prontas pra cair na estrada em qualquer oportunidade de feriado, as duas fizeram um programa de voluntariado numa fazenda orgânica e foi lindo ver a Pipoca tendo que aprender a conviver em matilha – a fazenda tinha cerca de 16 cães! Depois foram à praia, às montanhas, e foram parar no Rota Cãotural com a T4P (onde nos encontramos pela primeira vez).

Isa queria mais. Para ela e para a Pipoca. Começou a pesquisar sobre viagens internacionais e fez os trâmites para emissão do passaporte canino. Ela sempre quis fazer uma viagem longa, mas achava que era um sonho impossível. Até que, um dia, voltando no metrô lotado de um dia frustrante e estressante no trabalho, decidiu que era hora de pensar sério no tal ano sabático. Chegou em casa, abriu o mapa-mundi e passou quase a madrugada toda debruçada sobre ele, e pesquisando sobre viagens “volta ao mundo”. Sua vontade era viajar pela América do Sul, aprender sobre nossas raízes culturais e socializar com nossos vizinhos hispânicos, mas depois de alguma pesquisa se deu conta de que, com uma cachorra do porte da Pipoca, viajar pela Europa seria consideravelmente mais barato do que viajar pelo nosso continente!

Alemanha, aí vão elas!!!

Como tem a nacionalidade europeia – herdada do avô português –, não teria que se preocupar com a burocracia dos vistos e tempo de permanência nos países. Além disso, a facilidade de locomoção entre os países europeus por meio de trens, aliada à cultura bem mais pet-friendly nos meios de transporte e estabelecimentos comerciais quando comparada ao que temos na nossa América, ajudaram Isa a tomar a decisão. Optar por começar pela Alemanha foi um misto de pesquisa por qualidade de atendimento das companhias aéreas e oportunidade de voluntariado em fazendas orgânicas, que era um dos objetivos da viagem de Isa.


Mas agora, vou deixar ela contar um pouquinho destes preparativos para vocês:

Bagagem das meninas


TURISMO 4 PATAS: “Como foi a preparação da Pipoca para a viagem?”
ISA: “Como a Pipoca já tinha o passaporte brasileiro (e consequentemente o microchip), só o que faltava pra ela atender as regras da União Europeia era a Sorologia Antirrábica, que apesar de não ser muito caro nem complicado de fazer (basta enviar uma amostra de sangue pro CCZ de São Paulo analisar e te fornecer um certificado de que ela está livre e protegida do vírus), demanda certo tempo (pelo menos 3 meses!) e tem risco de precisar refazer, então percebi que era melhor fazer o quanto antes, mesmo ainda não tendo data definida pra viajar.    

Também comecei a pesquisar regras específicas de países vizinhos que pudessem servir de alternativa caso eu decidisse não pousar na Alemanha (de novo, por questões de qualidade de atendimento da companhia aérea), como por exemplo, a Suíça, que além da documentação padrão da Comunidade Europeia, também requer uma pré-autorização – uma espécie de visto - para entrada no país. Não custava ter essas informações na manga para ajudar na decisão de compra das passagens aéreas lá na frente.

A adaptação à vida de mochileira já estava sendo feita, e nessa altura a Pipoca já tinha paixão pela caixa de transporte dela, o que me deixava mais segura em relação ao vôo. Tranquilizante era algo que eu já tinha decidido não adotar (talvez para mim, nunca pra ela, haha), então saber que ela se sentiria segura na “Caixa Forte” dela acalmava bastante meu coração. A troca de Alimentação Natural pela ração seca também aconteceu alguns meses antes do embarque, para que ela pudesse se adaptar aos poucos e eu tivesse tempo para pesquisar as melhores opções disponíveis no mercado. “

Pipoca ajudando a vender as coisas que não acompanharam a dupla


TURISMO 4 PATAS: “Fale um pouquinho sobre o Projeto Onde Brilhem os Olhos”
ISA: “Faltando cerca de 6 meses para o embarque eu comecei a me desfazer das minhas coisas. A casa que morávamos era alugada e eu sabia que teria que entregá-la vazia ao término do contrato. Foi nessa hora que percebi como a gente acumula coisas inúteis nessa vida! Tem uma canção do Biquini Cavadão que diz “Tudo que morre fica vivo na lembrança. E como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça!”. Esse trecho define bem o momento que passei. Não só nas lembranças mas principalmente nas coisas que a gente encosta dentro de casa pensando que um dia vai ser útil, e quando volta a ver, nem lembra mais pra quê aquilo servia! Aparelho de jantar 42 peças (pra uma moça vivendo sozinha!), moedor de carne (eu era vegetariana!), bichos de pelúcia da adolescência, livros lidos na época do vestibular… Afff!

Com a ajuda de uma amiga, começamos a fotografar tudo pra anunciar em brechós online. Na primeira leva de roupas anunciadas consegui me desfazer de pelo menos 15 peças numa única semana, o que já rendeu o valor da sorologia da Pipoca e ainda um troquinho para o café com a amiga ajudante! Tivemos a ideia de montar um perfil no Instagram com fotos engraçadas da Pipoca anunciando nossos trecos à venda e essa ideia rendeu boas risadas e mais uma graninha pro cofrinho da viagem.  Esse é o mesmo Instagram onde publicamos fotos da viagem hoje (@ondebrilhemosolhos).”

Agora ninguém segura as meninas!



TURISMO 4 PATAS: “E como foi a chegada em solo Europeu e a adaptação à nova vida itinerante da dupla?”
ISA: “Em Março de 2016, desembarcamos no Aeroporto de Munique, na Alemanha. Um amigo de viagens anteriores veio nos receber no aeroporto e nos hospedou nos primeiros dias na Terra da Cerveja. Era fim de inverno e foi a primeira vez que a Pipoca viu neve.  


Do sul da Bavaria, seguimos de trem para nosso primeiro voluntariado numa Fazenda de produção de Leite Orgânico na região do Allgäu. Foi lá que a gente adquiriu um trailer para acoplar a uma bike que a gente ainda não tinha, mas já estava planejando comprar.


A primeira bike a gente comprou usada pelo equivalente a cerca de 50 reais. A bicicleta era tão ruim, mas tão ruim, que nossa host ficou com dó e propôs uma troca pela bike antiga dela, que também não era lá essas coisas mas era melhor que a que a gente tinha comprado.


Seria na nossa próxima fazenda, na região de Stuttgart, que a gente encontraria nossa bicicleta dos sonhos, específica para viagens de longas distância, mais robusta e com aceleração assistida por bacteria elétrica, o que me permitiu pedalar quase 3mil kilômetros ao redor do país (quase) sem sentir que estava carregando 40kg de amor <3 .="" font="">

Pipoca na Igreja: Alemanha pet friendly



TURISMO 4 PATAS: “Isa, nós sabemos que a Alemanha é uma das principais referências mundiais quando se trata de hospitalidade animal. Fale um pouquinho do que vocês já experimentaram dessa cultura pet friendly exemplar.”
ISA: “Aqui na Alemanha a Pipoca (assim como todos os cachorros) é aceita em quase todos os lugares. Cafés, restaurantes, oficinas, transportes, museus, igrejas, teatro, cinema…! Nunca foi problema encontrar fazendas pra gente voluntariar e, ao contrário do que isso possa parecer – e pra minha grande surpresa aqui – não é todo mundo que ama cachorro não! Tem bastante gente que tem nojo, medo, ou que simplesmente não curte animais.


Nunca vou esquecer nossa estadia numa fazenda de produção de mel, onde o apicultor, apesar de corajoso a ponto de lidar com as abelhas, totalmente desprovido de roupas de proteção, tinha um grande trauma e pavor de cães. Quando perguntei por que ele aceitou nos receber mesmo sabendo da Pipoca, ele respondeu que estamos todos no mesmo planeta e que fugir às lições que a vida nos recomenda é uma péssima forma de crescer, pulando etapas que certamente vão nos fazer falta lá na frente.


A [grande] diferença é que aqui rola um respeito ENORME nas relações pessoas-animais. A premissa básica é: todo estabelecimento comercial tem o direito de não aceitar animais, mas daí precisa especificar com um adesivo na porta. Se não tem adesivo, significa que seu peludo é bem vindo. Só que os tutores em geral são muito conscientes e preocupados em não incomodar as outras pessoas. Se um restaurante está cheio, tem gente que prefere não entrar com o cachorro, mesmo sendo permitido. Porque sabe que vai ser mais difícil não esbarrar em alguém que por ventura pode não gostar de animais…


Aqui não tem cachorro de rua, então quando se decide adotar um, as opções são comprar em um canil – como no Brasil – ou ir a um abrigo escolher um vira-lata normalmente vindo de países mais pobres do leste europeu, ou mesmo da Espanha ou Portugal. Mesmo no abrigo, a adoção só acontece depois do pagamento de uma taxa em torno de R$200 (podendo passar dos R$1000 dependendo do porte do animal!). Boa parte dos abrigos aplica uma entrevista para avaliação do futuro tutor e depois da adoção ainda tem uma taxa anual a ser paga ao governo, uma espécie de “imposto do pet”.


Outra coisa muito interessante aqui é a cultura do adestramento. Logo no momento da adoção, você já sai do abrigo / canil / loja de animais com um encaminhamento para uma escolinha onde você e seu mascote vão aprender sobre a vida em sociedade. O “curso” não é obrigatório, mas já está tão incutido na cultura que as pessoas simplesmente vão lá e fazem, pelo menos uma vez na vida. Em alguns estados da Alemanha, o tutor precisa fazer uma provinha teórica para receber a “autorização” para a tutela do animal (!) e esse cursinho ajuda a não falhar na prova… =P


Apesar de questionar um pouco essa supervalorização da ordem e regras, tenho que admitir que é notória a conscientização dos alemães no que diz respeito ao cuidado animal. E mesmo com o planeta, com a natureza, em geral existe uma responsabilidade sócio-ambiental que eu sonho um dia ver na mesma intensidade no nosso Brasil. A Alemanha não é perfeita. Na verdade eu gosto de dizer que a Alemanha é tão perfeita quanto o Brasil, cada qual em seu quesito e especialidade. E eu me sinto bem privilegiada de poder vivenciar esse período sabático aqui, trocar figurinhas humanas e caninas para um dia voltar trazendo na bagagem experiências que me ajudem a ser uma pessoa melhor em um ambiente também em constante melhoria. <3 font="">

Quem não se inspira com esse amor?!



TURISMO 4 PATAS: “Você quer deixar uma mensagem para inspirar pessoas que, assim como você, tem o desejo de se desbravar o mundo, mas ainda não teve a coragem de colocar uma mochila nas costas, a coleira no cachorro e sair por ai ?” (E nessa eu me incluo ehehe)
ISA: “Muitas pessoas me perguntam “Mas você trabalha quando fica nas fazendas? Você trabalha para manter sua viagem?” Bem, eu viajo. E quem viaja nesse estilo sabe que viajar dá um trabalhão danado! Quanto mais experiência se adquire, mais se aprende que dinheiro é das coisas menos valiosas que se pode carregar em uma viagem de auto conhecimento como a minha. Sério, ele não vale nada! E quanto mais tempo com a Pipoca eu passo, mais percebo que minha vida (e minhas viagens!) daqui pra frente tem muito mais sentido quando se tem um amigo ponta firme do lado.”


Isa e Pipoca deram uma volta ao redor da Alemanha e estão agora a caminho de Portugal. Já percorreram cerca de 3 mil quilômetros, dos quais pelo menos 2700 de bicicleta. Em algumas ocasiões elas se valeram de caronas e trens, quando o vento e chuva não eram favoráveis para pedalar. A estadia foi majoritariamente em fazendas e casas de pessoas, sendo poucas vezes necessário acampar e somente uma única vez foi preciso pagar um hotel.




Estaremos aqui torcendo, vibrando e acompanhando a linda expedição destas meninas... Onde quer que brilhem os seus olhos!




Acompanhe você também:
ou @ondebrilhemosolhos

Vão em frente, meninas!

Larissa Rios

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ESPECIAL FÉRIAS: Com e sem cachorro


Nossa mascote, Alegria, aproveitando as férias


Dezembro é sinônimo de férias, e férias inspiram viagens, não é mesmo?
E, como não podíamos ficar de fora dessa, o preparamos este especial recheado de informações preciosas com tudo o que você precisa saber para curtir umas “férias animal”. De preferência, na companhia do seu pet, mas se não for possível, a gente também te ajuda a escolher o lugar ideal para deixá-lo.

Para os que estão com viagem marcada para curtir as férias e não contarão com a companhia do animal de estimação, quer seja por opção ou impossibilidade, uma das soluções pode ser recorrer a um amigo próximo, familiar ou um vizinho. Esta é uma boa saída, já que mantém o animal em seu espaço e ambiente familiar.

Mas, atenção: se esta for a opção escolhida, é preciso ter certeza de que essa pessoa irá cuidar muito bem de seu animal enquanto estiver ausente. O ideal é pedir ajuda para alguém de muita confiança e que tenha afinidade com o cão. E, claro, seja alguém que goste de animais.

Não deixe de passar recomendações importantes, como a quantidade de ração, os remédios a serem administrados (caso esteja tomando algum) e horários de passeios a serem cumpridos. Para evitar estresse no animal, é necessário manter a sua rotina.



Mas sabemos que encontrar alguém disposto a assumir essa importante missão de cuidar do seu amado bichinho não é fácil. No entanto, não é preciso desanimar, lembre-se de que ainda restam os hotéis para pets, petsitters e as hospedagens domiciliares, onde o seu animal de estimação poderá ficar hospedado durante todo o tempo que você estiver viajando e sob os cuidados e a companhia de profissionais especializados. Saiba tudo sobre a escolha de um hotelzinho para o seu pet lendo o artigo “Você vai, ele fica”, especialmente preparado pela Turismo 4 Patas. 

Agora, você é do tipo que nem pensa na possibilidade de deixar o seu bichinho?! Sim, ele já faz parte da sua bagagem!! Mas surgem algumas dúvidas: Para onde ir? Onde se hospedar? Quais são os cuidados necessários para evitar “surpresas” durante a viagem?

Calma! O primeiro passo é verificar o estado de saúde do pet e colocar em ordem a carteira de vacinação dele. Se estiver tudo OK e, de preferência, com o aval do veterinário de sua confiança, siga para a escolha do destino.


Cléo, curtindo uma praia com aumigas

Se você pensa em ir para o litoral, lembre-se de que nas praias de todo o Brasil, a circulação de animais é oficialmente proibida, o que poderá te trazer alguns problemas em relação aos demais frequentadores. Mas, se esta é a única opção, fique atento ao seu peludo para que a presença de vocês não seja inconveniente e tome alguns cuidados caso a temperatura esteja elevada, como por exemplo, o uso do protetor solar e hidratação.

Agora, se opção for no campo ou montanha, prepare-se para conviver intensamente com a natureza, desfrutar de muito espaço e do verde. E o melhor, saiba que os hotéis-fazenda (típicos desse tipo de destino) são maioria dentre as opções de hospedagem pet friendly.

Os pets demandam alguns cuidados especiais durante as férias de verão. Não somente pela proibição dos peludinhos nas areias, mas também por causa dos raios solares, que podem provocar queimaduras na pele do bichinho. Especialmente nos mais claros. Mantenha o seu melhor amigo sempre hidratado, fornecendo muita água, limpa e fresca para ele beber. 

O próximo passo: a reserva do hotel. Prefira os estabelecimentos que dispõem de área verde para que o seu bichinho possa esticar as patinhas e verifique se os quartos são grandes o suficiente para que você e o seu peludo estejam bem acomodados.  Ao efetuar a sua reserva, certifique-se de que o seu animal será bem-vindo. Consulte também as normas estabelecidas para a aceitação do bichinho e respeite as políticas de cada estabelecimento. Mantenha a limpeza dos locais e seja responsável por quaisquer incidentes ou acidentes causados por ele.

Prepare a bagagem do seu pet com todos os pertences preferidos e objetos que ajudem na adaptação do animal ao novo local, como cama, mantinha, comedouros, bebedouros e brinquedos. Sem esquecer da ração (ou comida), que deve ser em quantidade suficiente para a duração da viagem. 

Se o trajeto for de carro fique atento às normas de segurança para o transporte do animal. Caixas de transporte, grades ou cintos de segurança para animais são acessórios que devem ser adotados pois, além do risco de acidentes, deixar o bicho solto é considerado infração pelo Código de Trânsito Brasileiro e pode acarretar multas, pontos somados à sua licença de motorista e a possível apreensão do seu veículo. Programe paradas para que o bichinho possa fazer as suas necessidades e mantenha-o sempre hidratado.

Agora, se a viagem for de avião, é necessário planejar com ainda mais antecedência. Verifique as normas e tarifas específicas de cada Companhia Aérea e informe-se sobre as exigências para transporte de pets. No caso de viagens para o exterior, é necessário obter o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) e verificar se há exigência de quarentena para o país a ser visitado.

No local, mantenha a rotina de alimentação e necessidades do seu animal e siga as normas de boa convivência para com os demais frequentadores. Desta forma, você e o seu pet serão sempre bem-vindos.

Com o objetivo de esclarecer todas as dúvidas, e assim, ajudá-lo a curtir ainda mais as férias junto com o seu “companheirão”, elaboramos uma série de artigos especiais e você pode conferi-los nos links a seguir:



Sobre escolher a melhor opção quando não pode levar o seu pet junto:
 
Sobre a polêmica cães X praias:
.
.
Garota de Praia 
.
.
Sobre como transportar o seu animal no carro com segurança:
.
.
Busca de hotéis pet friendly: Use e abuse da nossa “Pesquisa de Hospedagem” na página principal do Portal www.turismo4patas.com.br
.
. 
Não sabe para onde ir? Inspire-se nos roteiros do nosso Blog
.
Ah, e não deixe de consultar o nosso “Manual do Pet Viajante”.
.
.
E não se esqueça do mais importante, com responsabilidade e segurança, aproveite ao máximo as suas férias e divirta-se muito ao lado do seu melhor amigo!!



Larissa Rios



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ATÉ BREVE, MINHA ETERNA CÃOPANHEIRA


Para sempre, juntas

Eu nunca quis me preparar para este dia. E acho que a gente nunca se prepara mesmo. Mas você me ensinou até isso... nestes seus últimos dias de vida, você me ensinou a me despedir da sua presença...passo a passo... Mais uma das suas grandes lições. A nossa separação física foi (e ainda está sendo) dolorosa, mas nos poucos momentos de lucidez, quando eu consigo colocar a cabeça um pouquinho pra fora da dor, consigo perceber que, até aí, minha garota, você me ensinou coisas preciosas.
Você me fez ver novos caminhos desde que surgiu em minha vida. Você, que me deu a prévia noção do que seria ter uma família própria. Que me tornou, de todo, responsável por um outro ser.. Que me mostrou inúmeras razões para seguir em frente, em diversos momentos em que pensei em desistir, em abrir mão de sonhos e idéias, de projetos, da vida...
Você que cuidou de mim como ninguém, nos momentos em que eu precisei. E eu cuidei de você até o seu último suspiro. Nossa missão, juntas, nesse mundo, está cumprida. Eu sinto isso. Eu espero ter você como parceira em muitas outras missões, em nossas próximas vidas, porque acho que fomos uma super dupla.
Seus ensinamentos foram muito além... São centenas de mensagens de pessoas que nos contam o quanto você foi importante para a relação delas com seus mascotes. Você os ensinou a curtir a vida juntos, ensinou que é possível passear, viajar, fazer aventuras, nadar... Você uniu pessoas com uma coisa em comum: o amor por seus animais. Você os ensinou a respeitar, a cuidar uns dos outros. Tá bom, você ensinou algumas coisinhas que não devia... a latir quando quer algo, a ficar viciados em bolinhas, a rolar na lama... ah, mas tenho certeza de que eles são mais felizes depois destes aprendizados...




E ai, por último, você preparou, com excelência, a sua sucessora. Você ensinou a sua irmãzinha, Alegria, a ser tão aventureira quanto você, para que ela pudesse me acompanhar e dar continuidade ao nosso legado. Foi você quem a ensinou a nadar e dar saltos espetaculares nos lagos e rios. Ensinou como liderar a matilha nas trilhas. Ensinou ela a fazer pose para as fotos, pois eu adoro fotografar  - para o site, o blog, as redes sociais ou para espalhar as imagens pela casa. Ensinou que eu não costumo acordar muito cedo, se não tenho compromisso e que odeio que me acordem – então, ela espera pacientemente que eu desperte para nosso passeio matinal. Você contou para ela que meu sonho era ter um cachorro para dormir de conchinha, mas você não suportava um abraço por mais de 5 segundos. Então, hoje ela faz questão de dormir pertinho de mim. Que bom que você não ensinou a ela latir sem parar e enfiar a fuça nas bolsas alheias como você fazia. Ela aprendeu direitinho, viu? Não poderia ter tido uma professora melhor.
Você me ensinou que sempre vale a pena persistir e insistir – ah, ainda não sei qual de nós duas foi mais tinhosa nessa vida! Mas que, as vezes, precisamos “deixar seguir”... Você me ensinou a maior lição de todas: a lição do amor. De um amor que eu nunca havia vivido ou pensei existir. Um amor puro, verdadeiro, companheiro, fiel, entregue. Você me ensinou, não somente a sentir, mas também a demonstrar esse amor. E esse amor está espalhado, multiplicado, presente na vida de tantas pessoas que acompanharam a nossa jornada juntas... É por isso que, hoje, eu não choro sozinha a sua partida. O meu choro e sentido e compartilhado por milhares de pessoas – amigos, familiares, parceiros, clientes, fãs – pessoas que estão perto, que estão longe, até pessoas que nem são tão ligadas a cachorros, mas que aprenderam a te amar. Eu tenho tanto, mas TANTO orgulho de você. E é isso que me conforta.
Agora, você deve estar abrindo a primeira filial da Turismo 4 Patas ai no céu. São Francisco vai ter trabalho para controlar esses auventureiros nas trilhas.
Vai, meu amor, corre, corre muito, sem se preocupar com as dores articulares. Se joga em algum lago ou rio, mergulha com vontade e agarra a sua bolinha. Depois late, late bem alto, para que alguém a jogue de volta. Faça isso quantas vezes quiser. Porque agora você é livre de qualquer limitação.


Vai ser difícil. Vai ser MUITO difícil. Eu nunca vou me acostumar com a sua ausência. Eu vou procurar por você, vou sentir o seu cheirinho (e o seu chulé que eu adorava), vou ouvir o seu latido irritante sem parar, vou ver o seu rabinho fazendo círculos porque era assim que vc abanava quando estava muito feliz, vou ouvir o seu resmungo me lembrando que está na hora da refeição, vou enxergar você deitada com as patas para cima e apoiadas na parede, vou chorar e rir com nossas lembranças....
Minha Quekas, minha Princesa, meu Leãozinho, minha Quequé... mesmo que você tenha ido, esse amor irá permanecer, aqui comigo, dentro de mim, em tudo o que eu fizer, onde quer que eu vá... te terei pra sempre por perto... ao meu lado. Até breve, minha eterna “cãopanheira”.

sábado, 8 de outubro de 2016

DOAÇÃO DE SANGUE CANINO: EU TAMBÉM SALVO VIDAS



Campanha de Doação de Sangue Canino

Hoje o meu passeio teve um gostinho diferente. Um gostinho de solidariedade, de amor ao próximo, de companheirismo... e também um gostinho de orgulho.

Orgulho de mim para mim mesma, porque eu me senti muito importante com essa estreia. Há muito tempo eu já vinha ouvindo falarem que a minha maninha, Cléo, era doadora, que ela ajudou a salvar vidas e até já passou na televisão por causa disso. Ah, eu também queria ser essa tal de doadora aí. Afinal, sigo direitinho os passos da minha mana (ou quase todos eheheh). E orgulho que a minha mamys sentiu da filhota dela porque, cá para nós, não sou assim tão destemida como a Cléo. Sou mais assustadinha, medrosa em alguns momentos. E a minha mamys achou que talvez isso não desse certo, que eu ficaria inquieta, desconfortável e ela jamais me submeteria a algo que colocasse o meu bem-estar, físico ou mental, em risco.

É isso ai, fui participar da Campanha de Doação de Sangue Animal, realizada pelo Banco de Sangue Canino do Hospital Veterinário Anhembi Morumbi, em parceria com a Ampara Animal e a Bayer pet, no Parque Villa Lobos (SP).
Foi a minha primeira vez como doadora. Cheguei um tanto desconfiada... mas o ambiente, parque, aumigos, brincadeiras, ajudaram a relaxar. Coletei um pouquinho de sangue para os exames prévios que certificam que eu estou em boas condições de saúde para doar. E algum tempo depois, com tudo devidamente aprovado, foi a minha vez de compartilhar um pouquinho de mim, com o propósito de salvar vidas. Sim, VIDAS, no plural. Porque apenas uma bolsa coletada, pode ajudar a salvar até 3 animais. E isso é muito lindo e mais importante do que tudo, inclusive que os meus medos ou as preocupações da minha mamys sobre como eu iria me comportar.

Muita gente não tem a menor noção da importância deste ato. Imaginem vocês que, se os bancos de sangue humano quase não conseguem suprir as necessidades dos hospitais de suas regiões, quanto mais os bancos de pets. Eles vivem escassos! E a necessidade de transfusões de sangue animal é muito maior do que se possa calcular. Não são poucos os casos de animais que vão a óbito, simplesmente por falta de sangue para a transfusão.

Atropelamentos, insuficiência renal, doença do carrapato, picadas de bichos peçonhentos, intoxicações, cirurgias prolongadas, são algumas das situações onde uma bolsa de sangue doada pode fazer uma grande diferença.

A veia jugular: Opção mais Rápida e Indolor

É comum os tutores sentirem receio de levar o seu mascote para doar. Principalmente quando tomam conhecimento da região onde é feita a coleta: a veia jugular (do pescoço). Pode até causar uma má impressão inicialmente, mas, acredite, a picadinha que o animal sente no pescoço é a mesma ou inferior à que seria deferida em outro local do corpo, como o braço, por exemplo. Além disso, pelo fato do vaso ser mais calibroso, permite que o fluxo de sangue seja maior e mais rápido, fazendo com que o tempo da coleta seja mais curto. Todo o processo é feito de forma cuidadosa e criteriosa. Rápido, indolor e sem efeitos colaterais.

Até cochilei e minha bolsa encheu rapidinho


Para ser doador, o animal precisa pesarPossuir mais de 25kg, Ter entre 1 e 7 anos, Estar clinicamente saudável, Manter temperamento dócil, Estar vacinado e vermifugado (comprovado via carteira de vacinação), Estar sem pulgas e carrapatos, Não ter passado por procedimento cirúrgico recente (nos últimos dois meses), Caso seja fêmea, não estar no período de gestação. mais de 25kg, ter entre 1 e 7 anos, estar clinicamente saudável, manter temperamento dócil, estar vacinado e vermifugado (comprovado via carteira de vacinação), estar sem pulgas e carrapatos, não ter passado por procedimento cirúrgico recente (nos últimos dois meses) e,  caso seja fêmea, não estar no período de gestação. O volume de sangue doado é proporcional ao peso do doador. Aproximadamente de 15 a 20 ml por kg.

Além de ser um gigantesco ato de amor e solidariedade, quando se torna doador, o seu mascote é beneficiado com exames físicos e laboratoriais, como hemograma completo com pesquisa de hemoparasitos e exames sorológicos para diagnosticar doenças como erliquiose (doença do carrapato), dirofilariose (verme do coração), doença de Lyme, anaplasmose, brucelose e leishmaniose. Um check up gratuito!
Fuça de orgulho exibindo a bolsa e os presentes

Quer saber?! Foi suuuuuper tranquilo. Pois é, superei tudo pela causa nobre e, devo confessar que, rodeada de tanto carinho e atenção do Tio Marcio e sua equipe, eu até cochilei um pouco durante a coleta. Fiquei quietinha, relaxada, cumpri a minha missão, deixei lá uma bolsona de sangue diretamente do meu corpitcho. E, no final, ganhei vários presentes e posei toda prosa para vários cliques do pessoal que estava no local.

Bem que a minha maninha, Cléo, me disse... Ela já não doa mais. Se aposentou ao atingir a idade limite. Mas se quiser saber um pouquinho sobre como foi a experiência dela como doadora e ver a matéria da TV, clique AQUI.

Minha mana inspiradora, Cléo

Alegria


Saiba quais são os Bancos de Sangue Animal em todo o Brasil:

São Paulo


Hospital Veterinário da Universitário Anhembi Morumbi
Rua Conselheiro Lafaiete, 64 – Brás
Tel.: (11) 2790-4693 / (11) 2790-4642 / (11) 2790-4642

https://www.facebook.com/bancodesangueanhembimorumbi

HOVET – Hospital Veterinário da USP
Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87 – Cidade Universitária
Tel.: (11) 3091-1248 / (11) 3091-1364 / (11) 3091-1244
Site: www.fmvz.usp.br/hospital-veterinario


Hemovet – Laboratório e Centro de Hemoterapia Veterinária.
R. José Macedo, 98 – Parque São Lucas
Tel.: (11) 2918-8050 / (11) 2918-0082 / (11) 3567-9801 / (11) 3567-9802/ (11) 99655-1583
Site: www.hemovet.com.br


Pets & Life – Banco de sangue de cães e gatos e Laboratório de análises clínicas veterinário
Rua Araicas, 35 – Jaguaré
Tel.: (11) 3624-3958
Site: www.petsandlife.com.br


Banco de Sangue Veterinário
R. Desembargador do Vale, 196 – Perdizes
Tel.:  (11) 3476.9461 / (11) 99824-3995
Site: www.bsvet.com.br
E-mail: contato@bsvet.com.br



Bauru

Centro Veterinário de Bauru
Endereço: Av. Getúlio Vargas, 15-28, Jardim América, Baurú / SP
Tel.: (14) 3224-3183 / (14) 3202-9657



Rio de Janeiro


Hemopet – Hemocentro do Rio de Janeiro
Rua Ipiranga, 53 – Laranjeiras
Tel.: Luciula (21) 7855-8898 id: 83*31055; Roberta  (21) 7854-5433 / (21) 7854-5433 id: 83*30226
Site: www.hemopet.net


Hemoterapet
R. Barão de São Francisco, 56, Vila Isabel
Tel.: (21) 3286-8888 / (21) 3286-8888
E-mail: contato@hemoterapet.com.br



Pernambuco


Recife

Hospital Veterinário da UFRP (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
Rua Dom Manoel de Medeiros, s/nº – Dois Irmãos, Recife/PE.
Telefones: (81) 3320-6401 / (81) 3320-6000
Site: www.ufrpe.br/fale


Bahia


Itapetinga

Polivet
Rua Min. Esaú Corrêa de Almeida Moraes, 134 – Vila Rosa
Tel.: (15) 3272-6992 / (15) 3272-6992 / 3272-1991
site: www.polivet-itapetininga.vet.br


Salvador

Banco de Sangue Veterinário Hemodog
Rua dos Radialistas, 209 – salas 1 e 2 – (2º andar da Clínica Veterinária Diagnose Animal) Pituba
Tel.: (71) 3011-6846 / (71) 3011-6846
Plantão: (71) 9978 -2188

Rio Grande do Sul


Porto Alegre

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Faculdade de Veterinária da UFGS
Av. Bento Gonçalves, 9090 – Bairro Agronomia
Tel.: (51) 3308-6095 / (51) 3308-6095
Bluts Centro de Diagnóstico Veterinário
Rua Dr. Florêncio Ygartua, 427 – Rio Branco, Porto Alegre (RS).
Tel: (51) 3072-0427

Minas Gerais


Belo Horizonte
Pronto Socorro Veterinário
Rua Jacuí 891, Bairro Floresta, Belo Horizonte, MG
Tel.: (31) 3422-5020


Life Hospital Veterinário
Rua Platina, 165 – Prado – Belo Horizonte (MG).
Tel:. (31) 2552-5694 / (31) 3588-5694

Uberlândia

Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia
Av. Mato Grosso, 3289 – Bloco 2S Campus Umuarama
Tel.: (34) 3218-2135/2196
Fax.: (34) 3218-2242
E-mail: hvet@umuarama.ufu.br
Site: http://www.hospitalveterinario.ufu.br/


Paraná


Curitiba

Hospital Veterinário da UFP – Universidade Federal do Paraná
Rua dos Funcionários, 1540
Tel.: (41) 3350-5663 / (41) 3350-5664
Site: www.ufpr.br/portalufpr/hospital-veterinario
E-mail: hv@ufpr.br

Londrina

UEL – Universidade Estadual de Londrina
Tel.: (43) 3371-4269 / (43) 3371-4269
Rodovia Celso Garcia Cid – Pr 445 Km 380, s/n – Campus Universitário, Londrina
e-mail: dir.hv@uel.br
Site: www.uel.br/hv


Referências: