quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Carnaval Animal

Confira as dicas da diabinha. Ops, digo, da Alegria rsss

O Carnaval é a maior manifestação de cultura popular do planeta. Envolve música, fantasia, alegria, arte, folclore e atrai multidões às ruas das principais cidades do Brasil. É, sem dúvida, uma festa linda de se ver. Mas há quem prefira ver de longe, aproveitando os dias de folga para viajar. E há os que não resistam à folia e corram para a festa.

Pois bem, se você é assumidamente um amante do Carnaval, deve estar em contagem regressiva para cair na festa, né? Mas, e o seu animalzinho de estimação?!

É verdade que a Turismo 4 Patas incentiva você a estar sempre ao lado do seu amigão. Mas é preciso ter bom-senso e assegurar o bem-estar do animal. Afinal, a diversão tem que ser para os dois!
Claramente, esses acessórios não agradaram a Alegria

O Ideal mesmo seria evitar estresse desnecessário e manter seu cãozinho em local seguro, fresco e longe de tanta agitação.  O calor, o barulho excessivo e a aglomeração de pessoas não costumam configurar ambientes saudáveis para nossos animais. Mas, se ainda assim, você é daqueles que não abrem mão de sair pelas ruas seguindo os blocos carnavalescos com o seu “companheiro peludo” à tiracolo, fique MUITO atento às dicas que se seguem: 

  - Evite levá-lo aos festejos entre as 10h e 16hs. Esse é o período em que o sol está mais quente e há maior volume de pessoas nas ruas.

- Por falar em volume de pessoas, provavelmente o seu pet estranhe ver tanta gente concentrada. Fique atento à possibilidade do vai-e-vem e a agitação das pessoas alterarem o comportamento do seu animal. Até mesmo os mais dóceis e sociáveis podem se tornar agressivos diante de pessoas estranhas ou animais desconhecidos, numa situação como esta. Especialmente porque ele, provavelmente, irá chamar a atenção e os foliões vão querer interagir, passar a mão, agarrar... e a paciência do seu mascote pode ter limites.

- E, como esta pode ser, tanto uma experiência excitante quanto ameaçadora para o seu bichinho, é imprescindível o uso de guia e coleira. Isso te dará um maior controle no caso dele estranhar alguém, brigar com outro cão ou mesmo evitar fugas. 

- Não esqueça a plaquinha de identificação, para o caso do seu pet se perder. Ela deve conter, pelo menos, o nome dele e um numero de telefone de contato. Se possível, coloque dois contatos: o seu e o de alguém que você saiba que não estará na folia. Assim, se por algum motivo, quem achar o seu mascote não conseguir falar com você em meio à multidão, haverá uma outra opção.

- Como o Carnaval acontece num período de altas temperaturas, ainda que você siga a dica dos horários mais adequados, é preciso não descuidar da hidratação do seu amigão. Leve uma garrafinha de água fresca (e faça reposição sempre que necessário) e ofereça com frequência ao animal. Molhar a barriga e as patinhas também ajuda a refrescar. Desta forma, você estará evitando a temida hipertermia, que pode causar falta de ar, convulsão e levar o animal à morte. E cuidado com o asfalto quente para não queimar as patinhas, hein?!

- Procure não expor o animal ao sol, prefira locais com sombra e, mesmo assim, não se esqueça de passar um protetor solar (próprio para pets) na ponta das orelhas, focinho e barriga, especialmente nos animais de pelagem branca e com pouco pêlo. 

- Leve em consideração o preparo físico do seu animal. Se, normalmente, ele só caminha algumas quadras durante os passeios, porque fazê-lo andar quilômetros atrás de um trio elétrico ou de um bloquinho??! 

- Os animais possuem a audição quatro vezes mais potente do que a audição humana. Por isto, sons altos causam neles um incômodo muito maior. Eles podem passar mal e apresentar sintomas que vão desde palpitações, taquicardia, salivação, tremores, sensação de insuficiência respiratória, falta de ar, náuseas, atordoamento, sensação de irrealidade, perda de controle, medo de morrer, etc. O pânico também pode causar paradas cardiorrespiratórias, perdas auditivas e surdez. Além disso, para alguns animais, o barulho passa a idéia de que algo grande e poderoso se aproxima, fazendo com que que ele saia correndo para não se ferir. Portanto, nada de seguir colado no carro de som, ok? Pode até usar algodão para proteger ainda mais os ouvidinhos, mas não esqueça de retirar quando voltar para casa.

- E, por último, não menos importante: a fantasia. Os cães não suam como os humanos, portanto, para escolher a fantasia do seu cãozinho, conforto deve ser a palavra fundamental. Nada de tecidos grossos, pesados ou longos, que podem incomodar e causar irritação e calor excessivo. A fantasia também não deve limitar ou impedir a movimentação normal do seu pet. Tenha certeza que a fantasia não está muito apertada no animal. Faça um teste onde você consiga colocar  três dedos entre a roupinha e o corpo do pet, especialmente no pescoço, para garantir seu conforto.  Certifique-se de que o tecido não seja inflamável e que seja à prova de fogo.  Fique atento a detalhes como botões, laços ou peças que se soltem facilmente. Eles podem ser engolidos e causar sufocamento nos animais ou fazer com que tropecem. Ao colocar a fantasia, observe a reação do seu mascote por um tempinho. Brinque, caminhe e veja se ele se sente a vontade. Qualquer sinal de desconforto, deixe a fantasia de lado e escolha um acessório como laços, bandanas, etc. E, durante o passeio certifique-se, com frequência, se o cachorro não está com calor ou incomodado com a fantasia ou acessório. Ah, os sinais são muito fáceis de identificar: Se o cão começar a se sacudir, tentar tirar, morder a roupa, latir, entre outros sinais, a fantasia ou acessório deve ser tirada imediatamente.

Fiquei muito linda de Alegria-Mouse, né?


– Se a opção for tingir o pêlo do animal, muito cuidado para não causar irritação, alergias ou até mesmo intoxicação na pele. E isso só deve ser feito por profissionais!!! 

- Tenha sempre o telefone do vet para o caso de uma emergência, além é claro, da recomendação de uma clínica que atenda 24 horas. Só para garantir! 

- Hoje já existem alguns bloquinhos e festas pet friendly, voltados para o carnaval com os mascotes. Essa pode ser uma melhor opção para curtir com o seu cãozinho. Mas não invalida nenhuma das dicas anteriores, tá?!

Bom, mas se você está no dilema porque é folião desde criancinha mas acha que carnaval não é coisa para animal, existem várias alternativas. Você pode sim, curtir a sua festa e, de preferência, sabendo que o seu bichinho está sendo bem cuidado e se divertindo também, mas de forma adequada à condição dele. Para isso, estão no mercado inúmeras opções creches e hotéis específicos para animais de estimação. Basta dar uma lida nos nossos artigos: Hotéis para Animais e Você vai e ele Fica?”.

Agora, se o Carnaval é um dos feriados mais aguardados para você pegar a estrada com o seu “companheiro de viagens”, pode usar e abusar do nosso Manual do Pet Viajantee da Busca de Hospedagem Pet Friendly.

Seja qual for a sua opção para curtir o Carnaval, o primordial deve ser a segurança e o bem-estar do seu mascote. Certifique-se disso e boa folia para vocês!!

Se não for com segurança e bem-estar, nem me leve!


Turismo 4 Patas

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O que todo tutor de cachorro deve saber sobre a FEBRE AMARELA



O surto de febre amarela que vem acometendo alguns estados do Brasil tem deixado os tutores de animais de estimação de orelhas em pé. Especialmente aqueles que vivem ou que frequentam locais, considerados áreas de risco, com florestas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores costumam estar.

Sim, isso também nos preocupa, claro. Afinal, estamos sempre desbravando trilhas no meio da mata e curtindo atividades em meio à natureza, através das aventuras da Turismo 4 Patas. E pensando, não somente em nossa equipe, como também em nossos clientes e nas muitas pessoas que nos escreveram pedindo dicas sobre como proteger o seu mascote de ser infectado pela Febre Amarela, resolvemos fazer uma pesquisa sobre o assunto e escrever esse artigo. Consultamos também médico veterinário, Dr. Gabriel Seabra, da Clinica Zoovet, especializada no atendimento de animais domésticos e silvestres.

A primeira coisa que temos pra te contar é: Relaxe, os cães (e os gatos) estão livres deste risco!!

No entanto, os mesmos mosquitos transmissores da Febre Amarela, também podem transmitir outras doenças aos nossos amiguinhos. Então, é preciso, sim, proteger o seu peludo. E, claro, se proteger também!

Existem dois tipos de febre amarela a Urbana e a Silvestre. A febre amarela Silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus ou Sabethes, porém esses mosquitos não transmitem nenhuma doença aos pets. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (sim, aquele famoso por conta da transmissão da dengue, Zika ou Chikungunya em humanos) e, neste caso, devemos ter uma atenção especial. Além de transmitir a dengue para os humanos, o Aedes aegypti pode infectar aos cães e gatos com a  Dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”.


A dirofilariose pode ser detectada por exame de sangue e tem tratamento, porém traz um risco potencial a saúde dos cães e gatos”, diz o Dr Gabriel Seabra, lembrando que a doença pode ser prevenida por meio do uso de medicamentos via oral e tópico, sempre com supervisão do medico veterinário de confiança.

A grande diferença entre a FAS (febre amarela silvestre) e a FAU (febre amarela urbana) são os atores do ciclo de transmissão: os VETORES, que no caso da FAS é o mosquito Haemagogus ou Sabethes e no caso da FAU é o Aedes aegypti; e os HOSPEDEIROS que são os macacos para a FAS e os humanos para a FAU. Ao picar um macaco ou um humano doente, o mosquito adquire o vírus e, depois de alguns dias, passa a ser capaz de transmitir a febre amarela a outros macacos ou humanos.

Portanto, a doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa e nem de animais às pessoas. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

É importante que isso fique claro, pois temos visto muitos casos de macacos sendo agredidos e mortos por pessoas em parques e florestas pelo país. Tudo isso devido à desinformação ou à comunicação errônea dos fatos. Os MACACOS NÃO são os vilões da história. Nesse caso, eles estão na mesma posição que nós, os humanos que os agredimos.

Como podemos ver, a febre amarela não atinge somente nas áreas rurais.  Ela também está presente nas grandes capitais urbanas como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, etc. As matas, florestas, rios, cachoeiras e parques podem se tornar um ambiente propício para a proliferação dos mosquitos, tanto quanto os recipientes de água parada que nós mantemos descuidadosamente em nossas casas. Portanto, o controle dos mosquitos é de responsabilidade de todos.

Qualquer pessoa não vacinada, independentemente da idade ou sexo, que se exponha em áreas de risco, pode contrair a doença e, num prazo entre 3 a 6 dias após ter sido infectada, apresentar sintomas como: febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais, aproximadamente 15% evoluem para uma fase mais grave da doença e, cerca de 20 a 50% dos casos graves podem ir a óbito.

Não há tratamento específico contra a doença. Os sintomas são tratados com analgésicos e antitérmicos, evitando os Salicilatos (AAS e Aspirina), pois o uso pode favorecer manifestações hemorrágicas.

Ficou claro?

Então, confere aqui mais algumas dicas e informações importantes:la. Os macacos são apenas hospedeiros da doença, ou seja, são apenas vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, mas não transmitem a febre amarela para humanos. Quando eles são infectados e chegam a morrer, servem como indicativo da circulação do vírus no local. O ser humano é contaminado acidentalmente, quando vai para áreas rurais ou silvestres que tem a circulação do vírus através dos mosquitos. Portanto, os vilões da doença ainda são os mosquitos, que transmitem diversas doenças, não os macacos.

1)   Confira AQUI a lista de cidades com recomendação da vacina contra a febre amarela

2)   A forma de se proteger da febre amarela é por meio da vacinação. A vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente, para os indivíduos que são vacinados pela primeira vez. O Ministério da Saúde realizará, a partir de fevereiro, uma campanha de vacinação terá dose fracionada de febre amarela em três estados considerados mais críticos (SP, RJ e BA), mas a vacina também está disponível durante todo o ano nas unidades de saúde e em clinicas particulares. Mas, ATENÇÃO, a vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e alérgicos à proteína do ovo. Também não se pode doar sangue por um período de quatro semanas após receber a dose da vacina.  Saiba onde se vacinar em SP, RJ e BA

3)   Ao apresentar algum dos sintomas mencionados, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem ou atividade de risco feita em até 15 antes do início dos sintomas. A observação da morte de macacos assim como a picadas de mosquitos nos lugares de exposição devem ser informados ao médico assim como sobre o histórico do uso (ou não) da vacina contra a febre amarela.

4)   É importante ficar ligado nos possíveis meios de atração de mosquitos para dentro de casa, e um deles pode ser o recipiente de água dos pets. Deixar a água do potinho parada por muito tempo não é indicado: troque-a várias vezes ao dia ou ofereça a água em horários específicos, evitando assim acumular larvas do mosquito. Isso vale para qualquer outro local ou recipiente que possa acumular água parada.


5)   Para proteger o seu pet dos mosquitos, é indicado o uso de repelentes próprios para animais, feitos à base de óleos naturais como os de neem (aqui, no Brasil, temos os da Preserva Mundi), eucalipto-cidró (também conhecido como eucalipto-limão), canela, cedro, etc. A dição de alho, para quem é adepto da alimentação natural para pets, dá um reforço. Também já são encontradas no mercado roupas repelentes, cujos modelos variam de regatas a bandanas.  E, ainda, existem as já conhecidas medicações em forma de ampolas, coleiras ou mastigáveis. Converse com seu vet de confiança para saber a melhor opção para seu mascote.


Saiba mais informações sobre a Febre Amarela no Portal do Ministério da Saúde


Larissa Rios

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

ROTEIRO PET FRIENDLY: CAMPOS DO JORDÃO (SP)


Campos do Jordão (SP)
Campos do Jordão está localizada a cerca de 167 km de distância da capital paulista. Conhecida como um dos principais destinos de inverno do país, costuma ficar lotada nos meses de junho a agosto, quando as temperaturas climáticas podem chegar a -5ºC, mas as ruas da cidade fervem com diversos eventos culturais e gastronômicos, especialmente nas ruelas que ficam na pequena Vila Capivari e que concentram os principais restaurantes e lojas da cidade.

Assim como Monte Verde (MG), Extrema (MG) e outros destinos semelhantes, o clima de montanha da cidade foi considerado tempos atrás como o melhor do mundo para o tratamento de doenças respiratórias (as outras cidades também defendem o titulo, mas não sei quem é mesmo legitima). Desde então, pela sua arquitetura e pelo clima mais frio, Campos do Jordão é chamada de “Suiça brasileira“ e passou a atrair cada vez mais turistas, espalhando sua fama.

Confesso (como se vocês, leitores, já não houvessem notado) que não é muito nosso perfil (nem meu, e muito menos da Alegria) essa coisa de ficar batendo perna em lojinhas ou passar horas sentadas nas mesas dos restaurantes. A gente vai, conhece, registra e passa tempo suficiente para ter informações úteis para agregar ao roteiro que transmitimos para vocês. E pronto!
Choperia Baden Baden

Safari Restaurante
Logo no primeiro dia, demos uma voltinha pela vila e conhecemos alguns restaurantes onde os pets são bem-vindos. A famosa casa alemã Baden Baden (sim, da cerveja), fica bem no miolo do centrinho e aceita pets de todos os portes nas suas mesas externas. A casa é uma mistura da culinária típica alemã com uma choperia tradicional e, aos finais de semana e na temporada, costuma ser bastante agitada a movimentação por lá. Palco de confraternizações, encontros e eventos, talvez nestas ocasiões, não seja muito indicada para quem está com pets, especialmente os de grande porte, pois o espaço entre as mesas é meio apertado. Mas, num dia qualquer, como o que nós escolhemos, nos atendeu super bem. Pedi um misto de salsichas com molho de mostrada e mel, acompanhado de um chopp (claro!), enquanto a Alegria recebia água fresca e curtia a movimentação dos cães nas ruas da vila. Sim, Campos do Jordão tem bastante cães de rua, mas não vi nenhum em estado critico (ao contrário, alguns até estavam bem fortinhos) e todos muito tranquilos, quando se aproximavam era apenas por curiosidade ou na tentativa de levar um pedaço de salsicha (o que frequentemente conseguem com os clientes, por isso estão tão gordinhos).  Cheguei a perguntar a algumas pessoas sobre a questão dos cães de rua e o que me contaram foi que, como Campos é o município mais desenvolvido da região e tem mais estrutura, os municípios vizinhas, por vezes, “desovam” seus cães de rua lá na cidade. Eles vão ficando e acabam sendo “adotados” pelos comerciantes que lhes oferecem água e alimento.

Bom, além do Baden Baden, o Safari Restaurante e Bar e o Villa di Phoenix, que estão ali do ladinho, também aceitam pets. Na verdade, opções de restaurantes pet friendly em Campos não faltam. Muitos possuem mesas externas onde não se opõem à permanência dos animais. Vocês podem acessar o site da Turismo 4 Patas e utilizar a ferramenta de busca para encontrar outros locais.
Vista da Cidade do Morro do Elefante
Da Vila Capivari, fomos até o Morro do Elefante, um dos mirantes mais visitados de Campos do Jordão. Ele fica a apenas 10 minutos partindo de carro da vila e também pode ser acedido pelo Miniférico – aquelas cadeirinhas que transportam as pessoas morro acima e morro abaixo. Mas não dá para fazer isso com pets. Então fomos de carro mesmo. Lá de cima, uma vista panorâmica da cidade que, sinceramente, não me impressionou.

Parque Amantikir



Labirintos


Jardim Japonês e Jardim Chinês


Saímos de lá a tempo de conhecermos um lugar que eu queria muito: o Parque Amantikir. Poucas pessoas sabem que o Amantikir é pet friendly, mas nós pesquisamos, fomos lá conferir e, de fato, não há nenhuma restrição aos animais. Todos os portes são bem vindos, fomos recebidas de forma muito simpática e as únicas regras eram: manter o cão na guia e recolher os dejetos. E pronto, seus belíssimos jardins estavam ao nosso dispor. O lugar está em meio a Serra da Mantiqueira e abriga cerca de 22 tipos de jardins inspirados em 12 países, onde cada um mostra uma cultura diferente.  São mais de 700 espécies de plantas e flores, em espaços para contemplação da natureza e da arte da jardinagem. Tem jardim Alemão, Francês, e até Austríaco. Os habitués Jardins Chinês e Japonês (que encontramos em muitos jardins de contemplação pelo mundo) e até um labirinto, de onde levamos algum tempinho para conseguirmos sair. Um passeio que, definitivamente, vale a pena. Estávamos eu, a Alegria e um pequeno grupo de turistas e a tranquilidade nos fez sentir em harmonia com toda aquela natureza e a paz do lugar. Não sei como é nas temporadas.

E, para nós, o que realmente interessava na parte da cidade foi visto. Depois disso, o que a gente queria mesmo era colocar os pés e as patinhas nas trilhas, nos embrenharmos pelas matas, sentir o gostinho da adrenalina nas veias e dar vários mergulhos. É isso o que a gente gosta. É isso o que nos move. E, pra não fugir do habitual, foi nisso que focamos em nossa expedição pet friendly a Campos do Jordão.
Surya Pan Hotel & Eventos
Primeiramente, não podemos deixar de dedicar alguns parágrafos ao Surya Pan Hotel & Eventos, onde ficamos hospedadas e aproveitamos o tempo para prestar uma consultoria pet friendly. Não que eles estivessem muito necessitados – afinal, o hotel já recebe hóspedes com pets há alguns anos e são extremamente hospitaleiros seja em sua estrutura ou no atendimento-, mas é sempre bom aprimorar, ainda mais num mercado em plena expansão e crescimento, como é o mercado pet friendly hoje, verdade? Então, o que já era muito bom pra cachorro, promete ficar melhor ainda, depois da nossa visita. Em breve, o Surya Pan terá algumas opções de serviços exclusivos para os pets, será cenário de alguns eventos animais e colocará em funcionamento um restaurante especializado em hambúrgueres.

Para vocês terem uma idéia, a hospitalidade animal ali já começa com a fofura da mascote Sininho – uma SRD de cerca de 14 anos, que nos recepciona e acompanha em alguns momentos da estadia (quando não está tirando sua soneca no escritório do hotel). Pets de todos os portes são aceitos, ficam muito bem acomodados em qualquer das duas opções de chalés disponíveis e podem circular livremente por praticamente todas as áreas do hotel, exceção da área da piscina e do restaurante, onde podem ficar sim, porém mantidos nas guias, por razões óbvias. E área para nossos mascotes explorarem é o que não falta! O hotel está privilegiadamente localizado dentro de uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) com, nada mais nada menos que, 48mil m² de Mata Atlântica. Ou seja, é natureza para todos os lados que se olhe e isso inclui também os animais que ali vivem. Alguns trechos desta reserva podem ser percorridos pelos hóspedes num circuito de 8km de trilhas internas e autoguiadas, onde nos deparamos com diversas surpresas como o Bosque Mágico (com piscina natural), platôs / mirantes, a gruta Útero de Gaya, etc. Uma trilha de nível intermediário (talvez custe um pouquinho mais para os iniciantes), mas muito deliciosa de percorrer.
Chalé aconchegante e espaçoso

Hospitalidade animal nos detalhes e na Sininho


Paz e natureza

A atmosfera do hotel convida a, de fato, integrar-se com a natureza. Ali somos inspirados a relaxar, diminuir a velocidade, curtir o presente e cuidar do nosso corpo e nossa mente.

O momento mais gostoso do dia era curtir o pôr-do-sol no deck da super piscina, com vista para a Pedra do Baú e debruçadas sobre a Serra da Mantiqueira. Eu já achava que o sol oferecia um dos maiores espetáculos da terra ao se despedir, mas ali o show fica ainda melhor.
Meditação e Conexão
Trilha

Cascata Útero de Gaya

E, por falar em Pedra do Baú... a fantástica formação rochosa que pode ser avistada lá do Surya Pan destaca-se entre a exuberante Mata Atlântica. Ela também pode ser avistada de diversas cidades da Serra da Mantiqueira (Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal), Vale do Paraíba (Taubaté) e Sul de Minas Gerais (Gonçalves e Sapucaí Mirim). Considerada um dos principais atrativos dos roteiros de ecoturismo e do turismo de aventura (a parte que a gente gosta!! Ehehe) de Campos do Jordão, na verdade pertence mesmo ao município de São Bento do Sapucaí região, que fica a 21km da vizinha mais famosa. A Pedra do Baú faz parte de um complexo particular de preservação permanente que leva seu nome (Complexo do Baú) e divide o espaço com mais dois picos: a Pedra do Bauzinho e a Ana Chata.
Entrada para o Complexo do Baú e informações sobre as trilhas

Trilhaaa!
Do topo da Pedra do Baú pode-se apreciar a impressionante vista de 360 graus, porém, por questões de segurança, infelizmente, não pudemos conferir esse visual. Viajar com cachorro é maravilhoso, mas exige responsabilidade e prudência. Às vezes, precisamos abrir mão de algo da programação para garantir a segurança e o bem-estar deles. Eu sempre digo que “o programa tem que ser seguro, agradável e divertido para todos”. Do contrário, não leve seu cão.  Para alcançar o topo da Pedra do Baú, é preciso escalar até 400 metros de paredes bem verticais e subir por escadas metálicas com cerca de 600 degraus feitos de grampos cravados na rocha. Isso exige, além de acompanhamento profissional com especialistas em escalada esportiva, bastante disposição e coragem... itens que, definitivamente não nos faltavam – nem a mim e nem à Alegria-, mas, ainda que a minha cãopanheirinha venha se tornando uma montanhista animal surpreendente, achei que essa parte da aventura ai seria um tanto quanto over para um cão. Mesmo para ela.
Mirante para a Pedra do Bauzinho

Com a mamys e o Tio Fabrício (Baú Ecoturismo)

Pedra do Bauzinho lá atrás


Mas quem disse que ficamos sem adrenalina?! Muito bem acompanhadas e assessoradas pelo guia Fabrício, da Baú Ecoturismo, seguimos a trilha do complexo que nos levaria até a pedra Ana Chata. Antes, demos uma passadinha no Bauzinho, que é acessível, sem grande esforço físico, com uma pequena caminhada de cerca de 10 minutos (ou menos) a partir do estacionamento. Lá, é possível ver a Pedra do Baú bem de frente. Uma belíssima vista de uma altura considerável. Nada de soltar seu peludinho da guia, hein?!



Seguimos a trilha para o topo da Ana Chata. Segundo as escalas do complexo, essa é uma trilha considerada nível Moderado, com cerca de 4km de extensão, que pode ser percorrida em 2 horas. Eles dizem ter sinalização para seguir, caso se percorra por conta. Eu vi essa informação em alguns blogs também. Mas... vos dou aqui, mais uma vez, minha opinião de praticante de trekking com alguma experiência, especialmente no que se trata de aventuras com cães. A assessoria e acompanhamento de um guia experiente e familiarizado com o lugar faz toda diferença. Se for alguém amante dos animais, melhor ainda! O Fabricio tem dois cães, faz aquele roteiro muitas vezes a cada mês e é dono de uma das principais agencias de ecoturismo e aventura da região. Isso me deixou super tranquila para curtir o meu momento com a Alegria e registrar nossa experiência, em vez de ficar me preocupando com o caminho a seguir e possíveis imprevistos. Especialmente quando chegamos na parte da via ferrata e da caverna (explico mais adiante).
Trilha nível intermedário

Trechos de Via Ferrata

Hora de escalar

Apoio e equipamentos essenciais para a escalada e até travessia de caverna em segurança


E quando ao nível de dificuldade da trilha, achei um tanto quanto puxadinha. Por mata fechada, o terreno apresenta alguns trechos de inclinações que, especialmente na volta, me obrigaram a fazer algumas paradas para retomar o fôlego. Fizemos o percurso em cerca de 3:30hs (ida e volta), contando com paradas, trechos mais complicados para passarmos a Alegria e tempo de descanso e contemplação lá em cima.



A trilha em si, não apresentou grandes desafios, além dos trechos mais íngremes. Mas a poucos metros do pico, precisamos lançar mão, dos dotes de escalada recém adquiridos em nossa expedição a Monte Verde (MG).



Eu tinha lido, nas placas que davam informações sobre as trilhas, na entrada do parque, dentre as legendas o item “Via Ferrata”. Mas confesso que nem me atentei a perguntar o que seria. Pois bem, muito prazer, dona Ferrata...



Em linguagem técnica. Via ferrata (expressão do italiano que significa algo como "caminho de ferro") é o itinerário que conduz o alpinista pela parede rochosa, ou em área de crista, a qual é preventivamente equipada com materiais metálicos. Em linguagem popular mesmo, são degraus de ferro encravados na rocha que permite ao montanhista realizar aquele trecho como se estivesse percorrendo, literalmente, uma escada, em vez de fazer em escalaminada (subida em pedras que necessitam o apoio das mãos).


Na prática, isso torna o montanhismo mais fácil para os praticantes amadores em alguns roteiros. Mas não significa que sejam dispensáveis as regras e equipamentos de segurança. Normalmente, o montanhista que quer atravessar uma via ferrata necessita apenas de um capacete de proteção contra pedras que podem cair do alto e um cinto de segurança para ser preso no cabo de aço através do mosquetão. Mas estávamos somente nós e os trechos de via ferrata que iríamos percorrer eram curtos. Nossa maior dificuldade mesmo foi auxiliar a Alegria neste desafio. Mais uma vez, o colete dog adventure da Alcott Gear foi essencial para içarmos ela nos degraus das vias ferratas. E a danadinha não só curtiu como colaborou em todas as travessias. Só ficou com um pouco de medo mesmo quando tivemos que cruzar a mini caverna, já quase no pico da montanha, e nos deparamos com alguns morcegos meio agitadinhos. Mas seguimos em frente e, no final, nos deparamos com um mirante espetacular a 1.700 metros de altitude que, em dias de sol, oferece uma das melhores vistas da Pedra do Baú. Nosso dia estava um pouquinho nebuloso, mas curtimos de qualquer forma nosso tempo lá em cima, admirando a vista da cidade e da serra. A gente já tinha se deliciado mesmo com a vista da Pedra do Baú lá do hotel...

Chegando no topo da Ana Chata

Visual incrível!

Descanso merecido com a mamys


Para recompensar, assim que finalizamos a trilha de volta da Ana Chata, seguimos para a Cachoeira dos Amores. Uma queda d´água tranquila, com um pequeno poço na parte de cima e uma prainha em baixo. Perfeita para dar um merulho ou relaxar um pouquinho com o barulho da água. Fica dentro de uma propriedade privada e paga-se uma pequena taxa para entrar. Lá tem algumas trilhas, mas nós só queríamos mesmo era ficar por ali...

Prainha da Cachoeira dos Amores
Valeu, mamys!!

Restaurante Café com Arte


Ultima parada, para almoço no restaurante Café com Arte, bem na saida da cachoeira dos Amores, retornando para a rodovia. Um lugar aconchegante para comer e descansar à sombra de uma árvore frondosa e ainda com vista para Pedra do Baú. A truta é a especialidade da casa, mas tem outros pratos e uma hospitalidade animal incrível.



Assim nos despedimos da nossa Expedição Pet Friendly em Campos do Jordão, com extenção em São Bento do Sapucaí (SP).

  

Pedra do Baú






SERVIÇOS:

















Telefone (12) 9737-5968/ 9623-1620






APOIOS À NOSSA EXPEDIÇÃO PET FRIENDLY:



Alcott Gear – Peitoral dog adventurer

Preserva Mundi – Repelente Repel Neem

Pet Society - Protetor Solar e Pet Glove para patinhas

Megamazon – Shampoo, Condicionador e body splash (banho seco)

Pet Delicia – Alimentação natural para viagens e aventuras da Alegria


VEJA NOSSO VÍDEO