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Pets “Pêlo” Mundo: São Francisco (EUA)

  São Francisco: pet friendly com certeza!   Então... Minha mamys acabou de voltar de uma viagem animal, onde pôde visitar alguns locais...

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

PISO DE BORRACHA: Proteja o seu pet de problemas ortopédicos



Muitos já sabem que a nossa mascote, Cléo, tem displasia e artrose. Caso queira, pode ler sobre isso AQUI neste post.

O piso aqui da nossa casa é laminado e bastante escorregadio. Dificultava até mesmo ela se levantar, caso estivesse deitada. Quando a mascote, Alegria, chegou cheia de energia e, na correria natural de um filhote, levava muitos tombos e escorregões.

Pois é, pisos lisos são extremamente prejudiciais à saúde dos nossos peludos. Pense bem: na natureza, os cães não encontram solos lisos. Então, para se adaptarem aos pisos das nossas casa e apartamentos, eles têm que fazer um esforço enorme para manter o equilíbrio, não somente ao caminhar, mas também em movimentos bem simples como sentar, levantar ou mesmo se manter de pé.

Este esforço extra ou os escorregões nas brincadeiras dentro de casa podem causar problemas ortopédicos como a Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial (RLCCr) e a tal Displasia Coxofemoral (DCF), que já pegou a nossa Cléo.

Os cães de porte grande, acima de 25 kg, tem mais chances de desenvolver estes tipos de problemas sim. Mas isso não significa que os pequeninos estejam livres. Afinal, estas enfermidades podem ter causas genéticas, hereditárias ou ainda por conta do estilo de vida (ex: sedentarismo) ou do ambiente onde o animal vive.

Evitar que o seu mascote caminhe por pisos lisos é uma das atitudes que podem protegê-lo destas doenças ou amenizar os sintomas dos que já possuem o problema.



Pesquisei muito sobre possíveis soluções, e já estava prestes a trocar todo o piso do apartamento, quando descobri a SÃO MIGUEL BORRACHAS, uma fábrica que, dentre outros produtos, oferece esse PISO DE BORRACHA PASTILHADO.

Pois bem, resolvi experimentar, liguei lá na fábrica e o Fábio (gerente) foi super atencioso e eficiente. Em dois dias, recebi em casa um rolo com 20mt, na cor que escolhi. Cortei nas medidas que precisava, de acordo com cada cômodo da casa e fui colocando aos poucos para ver se as minhas “meninas” não estranhavam. É importante fazer com que o cão não estranhe a mudança brusca.

Eles fabricam o piso em diversas cores. eu, por exemplo, consegui escolher uma cor que combinava com a decoração da minha casa. E também têm texturas de moeda, feijão e ripado. Basta escolher. Eu escolhi o moeda.



E o resultado é esse: não ficou nada "gritante" na decoração da casa, é muito fácil de limpar (passo o aspirador de pó e limpo o chão normalmente), posso retirar rapidamente se precisar, não é tóxico, saiu bem mais barato que trocar o piso do apartamento todo e, desde então, pude ficar mais tranquila porque minhas filhotas ganharam mais qualidade de vida.

A Cléo não escorrega mais e a Alegria pode correr pela casa tranquilamente.

E a SÃO MIGUEL BORRACHAS oferece 5% de desconto para quem citar a Turismo 4 Patas como indicação.



SÃO MIGUEL BORRACHAS:

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Larissa Rios


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Méz: um pet friendly paulista com inspiração Nova Iorquina


É aqui que a gente pode ficar?

Hoje foi dia de almoçar fora com a mamys. Quer dizer, ELA almoçar e eu acompanhar, né? Fomos conhecer mais uma opção de restaurante pet frriendly em São Paulo. O escolhido da vez foi o restaurante MéZ.

Localizado no bairro do Itaim Bibi, o estabelecimento recém-inaugurado é inspirado no lifestyle nova-iorquino desde a decoração até o cardápio. A idéia dos sócios Juliano Libman e Luiz Restiffe, após uma temporada em Nova York, foi trazer para a capital paulista o clima do Meatpacking District – o bairro mais cool da metrópole americana.

E acho que conseguiram. O ambiente é bem descolado e moderno. Há três ambientes: Uma área aberta, ao fundo, que funciona como bar de espera; o salão principal; e o terraço à frente, que possui toldo retrátil e é onde os pets são recebidos e acomodados juntamente com seus tutores.
A hospitalidade se apresenta desde o momento em que chegamos. Mal a minha mamys parou o carro na frente do restaurante e os manobristas já vieram me cumprimentar. O Tio Guto, gerente do MéZ, nos recepcionou e gentilmente nos indicou a mesa reservada à nós. Em pleno horário de almoço, o restaurante estava lotado e quando eu coloquei a minha fuça pra fora do carro, ficaram todos surpresos... ahahha ... Era notória a euforia com a minha chegada (Ok! Admito que eu “causo” um pouquinho quando chego nos lugares ehehe). Achei muito legal o fato de que, ainda que o restaurante estivesse cheio, não percebi nenhum olhar desaprovando a minha presença. Alguns se espantaram um pouco mais, outros um pouco menos, a dúvida de que eu fosse mesmo para o restaurante pairou no ar, os vizinhos da mesa ao lado da nossa ficaram um pouquinho preocupados inicialmente, mas, é perfeitamente normal... afinal, o mau tamanho provoca um certo impacto mesmo.
Me acomodei ao lado da mamys


Poucos minutos depois, eu já estava devidamente acomodada ao lado da mesa da minha mamys e fiquei comportadíssima. Vez ou outra, alguém parava para me fazer um carinho ou mesmo tirar uma foto. O pessoal passava pela frente do restaurante e se deparava com uma Golden Retriever bem na primeira mesa... ehehehe.
O salão principal: só entrei para a foto, tá?
E aqui já deixo a minha primeira sugestão: para os peludos grandões, como eu, o ideal é reservar uma das duas mesas nas extremidades da varanda. Assim, conseguimos nos acomodar melhor, pois o espaço entre as mesas não é muito grande. Quem tem peludo pequeno, consegue se acomodar em qualquer mesa, numa boa.
Entrada

Opção do Menu Executivo

Sobremesa, que a mamys não quis dividir comigo. Aumpfff!


Sobre a comida, eu já não consigo opinar... ainda! Pois o Tio Guto me contou que, em breve, além da tigelinha de água que eu recebi na chegada, os frequentadores de 4 patas também receberão um biscoitinho natural feito pelos chefs da casa, exclusivamente para nós. Já tenho uma desculpa para voltar lá!

Mas a mamys ficou bem satisfeita com as opções do seu Menu Executivo. A gastronomia do MéZ é variada e casual. E conta com ‘Entradas’ servidas em tábuas de bambu, como mix de bruschetas, Panelinha de Lula Provençal e salumeria artesanal; Opções de pratos clássicos ou o Menu Executivo no almoço; e dez opções de ‘Pratos Principais’ no jantar, como o Peixe com crosta de limão e ervas acompanhado de rosti de mandioquinha.

A coquetelaria é a estrela da casa. A carta tem cerca de 40 opções de coquetéis delicados, ousados e criativos, que levam ingredientes muito variados, como as ervas plantadas em hortas próprias do restaurante, e provocam verdadeiras experiências sensoriais, como o Botanic, com vodka, folhas de manjericão, suco de lima e limão, sumple syrup e espuma de jambu por cima, que anestesia a boca antes do primeiro gole. Mas esse a mamys não experimentou, porque estava dirigindo. Pronto, agora temos duas desculpas para voltarmos!!!

SELO PET FRIENDLY da Turismo 4 Patas concedido, com louvor!!

Aprovei!!


ALEGRIA



MéZ

Rua Dr. Mario Ferraz, 561 – Itaim Bibi

São Paulo – SP

Serviço Animal: Aceita pets de todos os portes, nas mesas do terraço frontal. Oferece água fresquinha. Atendimento extremamente gentil e atencioso, dos manobristas ao gerente.

Veja mais informações no site da Turismo 4 patas, Clique AQUI

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Hospedagem para animais: qual a melhor opção?






Viajar na companhia do nosso mascote é delicioso. Mas, infelizmente, nem sempre é possível leva-lo junto com a gente. Seja por conta da duração da viagem, da complexidade no transporte ou mesmo pela adequação do roteiro à participação do animal.

Quem tem um animal de estimação e o trata com respeito e carinho, só viaja com tranqüilidade se tiver a certeza de que o seu bichinho estará em mãos confiáveis.

Hoje, já existe uma grande oferta de serviços de Hospedagem ou Cuidado Animal para quem não pode levar o seu companheiro junto. São hotéis para pets, pet sitters e as, recém-chegadas, plataformas de hospedagem domiciliar... tudo ao seu dispor para que você possa viajar tranquilamente, sabendo que seu mascote ficará bem assessorado.  

Mas, qual será a melhor opção? Como escolher o serviço adequado ao seu pet? Como se certificar que o seu animal estará seguro?

A Turismo 4 Patas fez uma ampla pesquisa, conversou com proprietários de hotéiszinhos, anfitriões e cuidadores de animais e, claro, tutores, para trazer todas as informações que irão te auxiliar na sua escolha.

Para começar, a opção mais confortável para o animal, sem sombra de dúvidas, é permanecer em sua própria casa. Essa sim seria a solução perfeita, pois não há alterações no ambiente e nem na rotina do animal.

Mas não estamos falando em deixá-lo sozinho em casa, em tempo integral, por conta própria!! Você pode convidar parentes ou colaboradores dispostos a ficar na sua residência, fazendo companhia e cuidando do seu mascote. Entretanto, como sabemos que muitas vezes as pessoas não têm essa disponibilidade, uma das alternativas é contratar um serviço de Pet Sitter, onde uma pessoa qualificada ficará responsável de fazer visitas periódicas à sua casa, seguindo os horários e hábitos rotineiros do seu mascote, incluindo a alimentação, higiene e recreação, enquanto você estiver ausente.

Mas lembramos que, nestes casos, o profissional não estará exclusivamente ao seu serviço. Ou seja, o seu pet receberá uma, duas ou mais visitas por dia (de acordo com a sua contratação) e cada visita terá um tempo de duração determinado. No restante do tempo, ele ficará sozinho. Isso pode funcionar muito bem para os gatos, mas, no caso de alguns cães, pode não ser muito legal. Os cães precisam de companhia e interação e passar muito tempo sozinhos, na ausência do tutor, em alguns casos, pode causar tristeza e depressão. Cães muito filhotes, idosos ou com algum problema de saúde demandam cuidados especiais e também não seriam adequados ao serviço.

Segundo Renato Zanetti - Zootecnista, mestrando em Medicina Veterinária e Bem-Estar Animal, e fundador da empresa Dog Solution, “na ausência do tutor, alguns cães chegam a vivenciar o estado de luto”. Deve-se ter atenção às possíveis reações que um animal pode apresentar quando sua família “simplesmente desaparece”, ainda que seja para uma viagem de férias ou uma escapada de final de semana. O animal não tem essa consciência.
Para Zanetti, qualquer que seja a opção, é preciso um período inicial e progressivo de adaptação do animal às pessoas que cuidarão dele e ao possível novo cenário: “Na Dog Solution, damos grande ênfase no período que antecede a viagem dos tutores, que chamamos de período de adaptação: os cães aumentam a permanência dia após dia, até o momento que estejam aptos para dormir.”

Hotel para cães
Os hotéis especializados em hospedagem para animais, evoluíram bastante. Aquela história de hospedagem em gaiolinha já não tem mais espaço no mercado. Hoje chegam a oferecer áreas para recreação, piscinas, equipe de monitoria, etc. Os preços variam de acordo com a sofisticação e os serviços disponíveis. A maioria deles oferece o serviço apenas para cães, mas alguns endereços também aceitam gatos, tartarugas, pássaros e até peixes. Aqui, a desvantagem talvez seja o número de animais atendidos, o que dificulta uma atenção mais personalizada a cada animal ou mesmo o atendimento adequado a algum que tenha necessidades especiais. Mas, no caso de um animal com nível de energia elevado, a interação e programação de atividades com os novos amiguinhos pode ajudar a amenizar o estresse causado pela falta dos tutores.

Além dos espaços disponíveis para circulação e recreação dos animais, as condições de higiene das instalações do hotelzinnho devem ser verificadas e deve-se conhecer o funcionamento do hotel e os profissionais que ficarão responsáveis pelo seu mascote. “Um hotel para cães deve respeitar a individualidade do cão, contar com pessoas efetivamente treinadas, adotar uma forma de trabalho moderna e de acordo com a ciência e, sempre, aceitar exclusivamente cães adaptados”, reforça Renato Zanetti. Explicar detalhadamente os hábitos e as necessidades do seu animal, informar sobre o temperamento e o comportamento dele e quaisquer outras observações importantes pode ajudar a equipe a cuidar melhor do seu mascote durante a sua ausência.

Faça mais de uma visita ao local, de preferência na companhia do seu pet (aplicando a dica da adaptação) e peça referências de outros tutores que já tenham utilizado o serviço.
A recomendação é a chave principal para a próxima opção: a hospedagem domiciliar. Há cerca de 2 anos, o mercado pet brasileiro conheceu as plataformas de Hospedagem Domiciliar para Animais. A coisa funciona através de sites onde os chamados “anfitriões” se cadastram disponibilizando o serviço de hospedagem para animais em suas próprias casas. É possível escolher através das informações contidas na ficha de cada anfitrião e também pelos feedbacks compartilhados dos clientes anteriores.


Anfitriã da Pet Anjo

A médica veterinária e mestranda em comportamento animal, Carol Rocha, fundou a Pet Anjo em 2014, dentre outras razões, por conta de um problema que teve ao deixar a sua mascote em um hotelzinho durante uma viagem de final de ano. Segundo Carol, “Ainda que hoje tenhamos hotéis e creches de altíssima qualidade, não é a mesma coisa de hospedar o seu pet na casa de uma família. Muitas vezes os hotéis contam com grandes espaços de lazer, piscina, etc, mas acabam não dando atenção personalizada por conta da quantidade de animais hospedados. Na hospedagem domiciliar, o tratamento é diferente, o amor individual é muito maior e frequente, a experiência para o animalzinho é diferente.”.
Para tornar-se um anfitrião da Pet Anjo, é preciso passar por um processo de treinamento, com avaliações, palestras de educação continuada e  cursos com toda a parte de comportamento animal, emergências, primeiros socorros, etc. Carol diz que, na Pet Anjo, os anfitriões estão online quase que a tempo integral e enviam fotos e vídeos, dependendo da vontade do cliente.

Mas nem todos os serviços de hospedagem domiciliar funcionam desta forma. Há casos em que o anfitrião recebe animais, mas passa o dia todo fora trabalhando, enquanto seus hóspedes ficam lá, sozinhos. Portanto, certifique-se de que, na hospedagem domiciliar que você está contratando, haverá sempre alguém com o seu mascote.
O Adestrador, Alex Dupas, anfitrião da plataforma Dog Hero, divide a função com sua esposa, e já receberam mais de 230 hóspedes animais em sua casa em um pouco mais de 1 ano de atividade. Para ele, a principal motivação para o negocio foi “garantir às pessoas um lar temporário com carinho, atenção e cuidados para seu animal”.

Carina e Jully
Para Carina Rios, tutora da Shitzu Jully, de 5 anos, antiga usuária dos serviços de hotéis para cães e agora adepta das plataformas de Hospedagem Domiciliar, o ideal é olhar com atenção diversos perfis de anfitriões, entrar em contato e visitar! Jully ficava muito estressada quando ia para o hotelzinho e adquiria problemas de comportamento: “Uma vez se lambeu até criar uma ferida!”, conta Carina. “A minha experiência com a hospedagem domiciliar foi super positiva, e sim, voltaria a usar o serviço, e até indico para outras pessoas. Achei mais aconchegante pra ela ficar com pessoas, em uma casa, do que presa em um canil”, finaliza.


Seja qual for a sua opção, siga essas dicas:

- Pesquise sobre as opções existentes na sua região. Não se restrinja à internet ou publicidade comercial. Peça indicações ao veterinário do seu pet, aos amigos, aos vizinhos e aos proprietários de pets que você conhece.

- Faça uma pré-seleção de alguns e visite-os pessoalmente. Inspecione mesmo!! Entre, observe, pergunte, verifique as condições de higiene das instalações...

- Se possível, leve o seu pet com você para esta primeira visita ou combine de deixá-lo um dia ou período (como um day care) de experiência antes da hospedagem definitiva.

- Saiba qual rotina será aplicada (passeios, brincadeiras, exercícios, alimentação, higiene, etc) e de que forma (se os animais são separados em grupos, se têm supervisão integral, etc);

- Explique detalhadamente os hábitos e as necessidades do seu pet (se necessário escreva). Também é importante informar sobre o temperamento e o comportamento dele em relação aos outros animais, aos brinquedos dele, à possibilidade de ser alimentado em grupo, o que gosta, o que não gosta e quaisquer outras observações que julgue importantes e que ajude a cuidar melhor do seu mascote durante a sua ausência;

- Atualize as vacinas, vermífugo, proteção contra pulgas e carrapatos. É fundamental a realização do desta checagem para garantir que você o deixou em boas condições.

- Coloque na bagagem do seu pet os itens pessoais necessários e recomendados para uma melhor adaptação dele ao “lar temporário”: alimentação, caminha, manta, brinquedos preferidos, petiscos, escova para pêlos, recipientes para água e ração, alguma peça de roupa com o seu cheiro, etc;

- Deixe seus telefones de contato e, para o caso de não conseguirem entrar em contato com você, os telefones de algum parente ou amigo que não vá se ausentar e peça para ligarem se houver algum problema.

- E, por último, peça notícias frequentes através de e-mails, mensagens ou telefonemas. Alguns locais possuem circuito interno de câmeras que transmitem as imagens dos animais on line e você pode acompanhar as peripécias do seu “filhote” através da internet. Você pode estar longe, mas não se ausente da vida dele.



De certa forma, é natural que o animal estranhe o local, a distância de sua casa e a ausência do dono pelo menos durante os primeiros momentos. Se você tomou todos os cuidados e foi responsável na sua escolha, relaxe e tenha uma boa viagem. O seu pet vai se divertir muito, fazer novos amigos e, quando você voltar, ele te cobrirá de lambidas e encontrará alguma forma de te contar o que aprontou na sua “cãolônia de férias”.



Algumas sugestões:

SP









RJ

- Dogs Are My Life - Hospedagem de cães
- Thungats Resort 

RS


- Refúgio Pet Hotel
- Dog's Paradise
- Dog's Plaza



Plataformas de Hospedagem Domiciliar









Larissa Rios

terça-feira, 21 de junho de 2016

Férias de Inverno com o seu cão


Nossa mascote, Cléo, pronta para pegar a estrada

O Inverno está chegando… e com ele as baixas temperaturas. E não são só os humanos que sofrem com o frio, os animais também. Especialmente os de pelagem curta.



Se você está de viagem marcada e é daqueles que não abrem mão do seu “companheiro de 4 patas”, não se preocupe, pequenas alterações no abrigo, na rotina de cuidados, nos passeios e na alimentação ajudam manter a saúde e o bem-estar dos bichinhos nos dias mais gelados, mesmo na estrada.



Além das recomendações básicas para viagens com pets, em qualquer época do ano, como, verificar o estado de saúde do animal e colocar em ordem a carteira de vacinação, fazer a bagagem do bichinho com todos os seus pertences essenciais e alimentação adequada (que deve ser em quantidade suficiente para a duração da viagem), obedecer às normas de segurança para o transporte do animal e confirmar se o hotel escolhido e o destino são compatíveis com a presença do seu mascote, algumas dicas específicas poderão evitar que a sua viagem canina entre literalmente numa fria.



O friozinho típico da estação merece alguns cuidados especiais. Nesta época, algumas doenças aparecem com maior frequência. Dentre elas, está a traqueobronquite, mais conhecida como “tosse dos canis”. Vacinas periódicas podem prevenir o seu amigão dessa e de outras doenças. Evite deixá-lo molhado ou com a pelagem úmida por muito tempo.



Usar roupinhas no seu bichinho pode ser uma opção para mantê-lo aquecido, desde que não comprometa o bem-estar e o conforto dele... sem exageros e respeitando a sua tolerância.



Além das doenças respiratórias, deve-se dar uma atenção especial para os animais idosos com problemas osteoarticulares como artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco, que passam a sentir mais dor quando expostos a baixas temperaturas. O excesso de exercícios também deve ser evitado nesta época, pois, neste caso, eles já se encontram mais sensíveis e vulneráveis as crises articulares. 

Portanto, se o seu pet apresentar sintomas aparentes de dor, dificuldade de locomoção ou de se levantar pela manhã, agressividade e sensibilidade ao toque, o ideal é procurar um especialista para checar as possibilidades de medicação analgésica. Mas nunca medique o seu bicho sem consultar previamente um veterinário.



Se possível, banhos devem ser evitados nos dias mais frios. E, quando necessários, mantenha a água em temperatura morna e seque muito bem a pelagem.



Não cancele os passeios, mas prefira fazê-los nos horários mais quentes do dia.



Seguindo estas dicas e, superado o friozinho (que às vezes dá até um charme a mais), prepare-se para conviver intensamente com a natureza, desfrutar de muito espaço e do verde e caia na estrada na sua melhor companhia.



E não se esqueça do mais importante, com responsabilidade e segurança, aproveite ao máximo a sua viagem e divirta-se muito ao lado do seu melhor amigo!!


Larissa Rios

sábado, 11 de junho de 2016

Câncer Canino: Dieta Especial


Humm comida!!!
 
Eu sempre fui bem resistente à ideia da alimentação natural. “Ah, eu mal cozinho pra mim, vou cozinhar para os cachorros?!”; “Dá muito trabalho”; “Não tenho espaço na geladeira pra armazenar comida para duas Goldens Retrievers”; “Custa mais do que a ração”; “Eu viajo muito – com e sem elas--, como vou fazer para dar comida durante a viagem ou deixar no hotelzinho?!”.
 
Enfim, muitas eram as justificativas que eu apresentava para mim mesma e para todos que me questionavam qual a alimentação das minhas meninas e porque eu não dava AN para elas.

Aos poucos, fui ficando cada vez mais rodeada de tutores que decidiram mudar a alimentação dos seus mascotes e foram abandonando a ração. E eu ia ouvindo os seus relatos sobre as melhoras apresentadas em um curto espaço de tempo. De controle de peso a problemas de pele, passando por outros diagnósticos que foram aparecendo.

Ok. Senti uma pitadinha de curiosidade. Porque não experimentar?!

No mínimo, as meninas vão se lambuzar e agradecer pelo agradinho ao paladar.

Então, comecei a introduzir a AN na dieta delas, aos pouquinhos... uma das refeições diárias, pelo menos (elas comem 3 vezes ao dia). Pesquisei bastante a respeito, li muitos sites especializados e conversei com outros tutores que já haviam ingressado nessa tendência. Porque, se era para fazer, que fosse bem feito.

E, de fato, elas amaram! E eu, confesso, senti uma satisfação imensa de ver o prazer com que elas comiam.

Meninas à espera do jantar

 

 
Menu preparado em casa

Mas, ainda assim, não foi o suficiente para me manter na rotina de chef canina... Com o passar dos dias, a correria de ir atrás de ingredientes, dedicar horas no fogão, armazenar tudo no meu pequeno congelador... ufa. Desestimulei e voltei pra ração.  
 
Até que veio o chacoalhão do diagnóstico de câncer da Cléo. Era preciso fazer algo para ajudá-la. E eu estava disposta a tudo!  

Para quem não acompanhou desde o começo, nós já falamos aqui sobre o que é o Câncer, como ele atinge nossos mascotes, como prevenir, como diagnosticar, quais os sentimentos que tomam conta de nós quando recebemos a notícia, etc. Podem ler ou reler tudo isso nos posts Câncer Canino: Juntos podemos vencer esse bicho papão”, “Câncer Canino: Diagnóstico” e “Câncer Canino: Tratamento, uma batalha em equipe

 
Bom, diante da decisão de não a submetê-la a quimioterapia, eu assumi o compromisso de proporcioná-la a melhor qualidade de vida possível. E uma das formas de conseguir isso, seria através da alimentação. Sim, a alimentação não somente faria parte do protocolo de tratamento definido por mim e pelos profissionais que acompanham a Cléo, como seria o alicerce de tudo.

 


 
RAÇÃO X ALIMENTAÇÃO NATURAL

É verdade que alimentar o pet com ração seca é bem mais prático. Mas isso está bem distante da dieta ancestral canina e felina: naturalmente úmida variada, pobre em carboidratos e predominantemente carnívora. Na natureza, predadores consomem uma ampla variedade de espécies de presas, além de ovos, gramíneas, tubérculos e frutas.
Por maior que seja a qualidade anunciada da ração, ainda assim é um alimento industrializado, processado. Se formos pesquisar a fundo o impacto que a comida processada tem no nosso organismo, ficaríamos chocados. Imagine, então, no organismo dos nossos animais. É uma oportunidade para nos questionarmos: porque o meu cachorro come ração e não come carne, legumes e grãos, como eu?
Se dermos uma olhadinha com atenção no rótulo das rações, vamos encontrar uma grande quantidade de vitaminas, aminoácidos (derivados protéicos) e de sais minerais como ferro, zinco, fósforo entre outros que são adicionados ao alimento.
Por que de tanto complemento nesse alimento?!
Simplesmente porque a indústria de rações utiliza ingredientes de baixo custo e, consequentemente, de baixa qualidade. Isso faz com que se torne necessária a adição de uma quantidade quase infindável de compostos quimicos.

Outra questão, no mínimo curiosa, é a durabilidade. Como é possível fazer com que uma ração dure um ano ou mais? Isso só é possível devido à utilização de grandes quantidades de conservantes (BHT e BHA), que hoje são considerados vilões na alimentação humana e inclusive vêm sendo estudados como possíveis responsáveis por diversas alterações celulares (câncer).
Aditivos sintéticos, como corantes, responsáveis por dar as cores dos grãos de ração, representam as PRINCIPAIS causas de alergias em humanos e animais.
E, por último, os palatabilizantes sintéticos, conservantes e outros componenentes químicos e elementos transgênicos.
E por estas e outras razões, que a indústria de rações vem perdendo um espaço considerável para a alimentação natural nos países europeus e norte-americanos (na Califórnia, EUA, ela já é aplicada desde os anos 70). E a coisa já começou a mudar aqui no Brasil também.
Afinal, se “nós somos o que comemos”, com nossos pets não deveria ser diferente. Os nutricionistas humanos vivem nos alertando e educando a preferir comida fresca, variada e preparada em casa, certo? Com nossos cães deveríamos agir da mesma maneira.

A dieta natural agrada, de cara, aos bichos através da variedade e do cheiro. A felicidade deles é notória ao se depararem com um belo e suculento prato de comida. Aliás, a umidade deste tipo de alimentação é um dos fatores diferenciais, já que representa 70%. Isso garante aos nossos pets, o principal nutriente para o corpo: a água. 

A comida natural também fortalece o sistema imunológico dos cães e gatos e já foi em muitos casos, a cura de algumas doenças nos animais que não conseguiam reagir a elas antes quando comendo somente ração. Como, por exemplo, alergias. O pelo do animal também fica mais bonito e brilhoso e cai menos. As fezes diminuem de volume, melhoram a textura e reduzem consideravelmente os odores. 

Estudos já comprovaram que, ao serem alimentados com uma dieta natural equilibrada, os cães ficam mais fortes e mais bem nutridos e vivem muito mais.

 

Veja esse vídeo do Rodney Habib, um famoso blogueiro canadense, especialista em nutrição animal, e saiba como a alimentação natural pode aumentar a longevidade e a saúde do seu animal, dentre outros benefícios:
 

 

Na verdade, os benefícios de uma alimentação natural são tantos, que fica até difícil de listá-los em um único artigo. Então, vamos focar na razão principal que me levou a adotar essa mudança na vida da Cléo.
 

 


CÂNCER X DIETA
 

As estatísticas atuais são assustadoras: hoje, 1 em cada 2 cães possui câncer. Pois é, essa é a doença que mais atinge nossos mascotes atualmente. E apenas 10% dos casos de câncer têm origem genética. Os restantes 90% são resultado do estilo de vida que proporcionamos aos nossos animais e de fatores externos como: estresse, obesidade, infecções, vida sedentária, poluição e toxinas e – a maior fatia – ALIMENTAÇÃO. 

Segundo estudos, cerca de 30 a 40% de todos os tipos de câncer podem ser prevenidos se adotarmos uma simples alteração na dieta dos nossos animais. (Canine Nutrigenomics)
 
 

Pois é, assim como você, o seu cachorro também é o que ele come.

Um dos maiores problemas de animais com câncer é a caquexia ou perda involuntária e progressiva de peso. Esta acentuada perda de peso, devida a alterações metabólicas da doença ou do tratamento, diminui a qualidade de vida do animal, diminui a resposta ao tratamento da doença e diminui o tempo de sobrevida do animal. Por isso, a alteração da dieta para uma alimentação natural pode também ajudar a estimular o apetite do mascote.

Além disso, instituir um plano nutricional adequado a cada enfermo e enfermidade amplia as nossas possibilidades terapêuticas, melhora os prognósticos e a sobrevida dos pacientes. 

A utilização de alimentos que apresentam componentes com propriedades e efeitos medicamentosos sobre o organismo (chamados nutracêuticos, alicamentos ou alimentos funcionais), colaboram na prevenção e no tratamento de enfermidades. A aplicação deste tipo de alimento na dieta diária do pet com câncer é citada por diversos veterinários holísticos em todo o mundo como um fator imprescindível na redução de alguns tumores, no impedimento da disseminação de outros, na desintoxicação relacionada a fatores carcinogênicos e na prevenção de outros mais. Tais alimentos também compensam desequilíbrios e desajustes alimentares através de componentes biologicamente ativos como leucotrienes, polifenóis, licopenos, antioxidantes, carotenóides e etc, além de agirem diretamente sobre a dinâmica da célula cancerígena.

Um aporte constante de alimentos ricos em compostos anticancerígenos é uma arma indispensável para combater e/ou impedir o desenvolvimento do Câncer. Assim como evitar alimentos que possam vir a nutrir as células cancerígenas também é muito importante. 

Pesquisas científicas em câncer desde a década de 90 vem demonstrando que uma nutrição baseada em baixa porcentagem de carboidratos, alta proteína e gordura de boa qualidade são as mais indicadas, pois favorecem o metabolismo do doente e não o da célula tumoral. 
 
Carboidratos: o vilão da dieta anticancerígena
 
Numa dieta anticancerígena, um dos maiores vilões é o carboidrato, pois é do açúcar proveniente destes nutrientes que as células tumorais se alimentam. A glicose constitui o principal substrato energético do tecido neoplásico em crescimento. Portanto, a estratégia de uma dieta anticancerígena consiste em forçar o tumor a utilizar outros substratos para contribuir na redução da proliferação celular. Os carboidratos mais indicados no caso do câncer são os que contêm menos açúcares ou baixos valores glicêmicos como brócolis, couve flor, couve de Bruxelas, vagens, repolhos, abobrinhas e batata yacon. Devem-se evitar batatas, batatas doces, mandiocas, abóboras e cenouras.
 
Apenas 20% do volume total de cada refeição ou menos, no caso dos portadores de câncer, deve estar constituído de carboidratos. 

Boas fontes de proteína animal devem ser utilizadas, como carnes e vísceras de bovinos, ovinos, suínos, aves, peixes e ovos. Alguns destes alimentos (carnes e peixes) contêm duas substâncias importantes numa dieta anticancerígena: a arginina, que, em alguns trabalhos científicos tem aparecido com efeito de retardar a progressão de tumores; e a glutamina, que também poderia ter efeitos supressores na carcinogênese e apresenta um intenso efeito imunoestimulante, indutor de uma maior imunomodulação em todo o organismo, a qual reduziria as taxas de crescimento do tumor e das metástases (Souba, 1993; Kaufmann et al.,2003). 

 Já a utilização de laticínios e seus subprodutos é contra indicada por muitos autores, em indivíduos portadores de câncer.

Diferentes compostos bioquímicos nos alimentos exercem diferentes ações sobre as células cancerígenas e os processos cancerosos:

 
Verduras crucíferas: bloqueio da ação de substâncias cancerígenas

Bloqueio da ação de substâncias cancerígenas: brócolis, repolho, alho, Ômega 3 (atum branco, sardinha, salmão, cavala pequena ou óleo de peixe e óleo de linhaça ou borragem), morango, legumes crucíferos (couve, couve de bruxelas, couve flor, couve chinesa, brócolis)

No bloqueio da promoção do desenvolvimento da célula cancerosa: cúrcuma ou açafrão-da-terra, chá verde, soja, tomate, legumes crucíferos (uvas somente para humanos!)
Frutas Vermelhas: Bloqueio da progressão da célula cancerosa
 
No bloqueio da progressão da célula cancerosa: mirtilo, morango, Ômega 3, cítricos, morango, frutas vermelhas, alho, alho, alecrim, tomilho, orégano, manjericão, hortelã.

Redução da angiogênese (formação de vasos sanguíneos que nutrem os tumores e facilitam as metástases): cúrcuma, gengibre, chá verde, legumes crucíferos, salsa, aipo, frutas vermelhas (morango, mirtillo, amora, framboesa)

Induz apoptose (morte celular programada) de células cancerosas: chá verde, cúrcuma, legumes crucíferos, alho, alecrim, tomilho, orégano, manjericão, hortelã; salsa, aipo, algas, frutas vermelhas (morango, mirtillo, amora, framboesa)

Nutracêuticos: agem no controle da imunidade e das inflamações
 
Aumentam imunidade: os cogumelos, Shiitake, Maitake, Enokitake, Cremini, Portobello, Ganoderma, Cordiceps, Agaricus

Efeito anti-inflamatório: alecrim, cúrcuma, salsa, aipo, cítricos (laranja, limão, tangerina, grapefruit ou pomelo), romã


 
E já que eu acabei me convencendo, por todas as informações acima e mais algumas que, se eu for expor aqui esse post vai acabar virando um livro, de que a alimentação natural é mesmo a melhor opção para a saúde dos nossos animais, optei pela mudança não somente na vida da Cléo, como também da Alegria.

Mas, ATENÇÃO, para dois pontos importantes: 

1)   Toda e qualquer alteração alimentar deve ser feita gradualmente, principalmente em animais com doenças debilitantes.  
2)   Alimentação natural NÃO É RESTO DE COMIDA e nem o compartilhamento da sua dieta com o seu mascote!!

Cléo e Alegria na primeira consulta com a Dra Ana Carolina Rúbio

Antes de partir para a mudança, consulte um médico veterinário especializado que irá te orientar a oferecer uma dieta balanceada e equilibrada, baseada em ingredientes frescos e naturais, preferencialmente orgânicos, especialmente preparados para o consumo canino. E, mais que isso, especialmente elaborada para o seu animal, como indivíduo. Aqui em casa, por exemplo, a comida da Cléo é diferente da comida da Alegria, tanto em quantidade, quanto em nutrientes e suplementos. A dieta da Cléo é anticancerígena, para um animal idoso, com problemas articulares, que precisa de um controle de peso rígido. A da Alegria é para um animal jovem, esportista, cheio de energia e em crescimento.

Para quem não quer ou não pode preparar a comida em sua própria casa, hoje já existem diversas opções de empresas que oferecem no mercado um amplo leque de produtos que vão desde refeições desidratadas, passando por enlatadas e chegando às congeladas. Algumas disponibilizam receitas já prontas, para cães que não possuem nenhum problema de saúde ou restrição alimentar. Outras elaboram as dietas personalizadas, elaboradas por um veterinário nutrólogo. Num próximo post, falarei sobre as empresas de alimentação natural que já conhecemos, quais as vantagens de cada uma, quais os sites de referência sobre o assunto e, claro, contaremos como estamos nos organizando em relação às viagens, com a nova dieta.
Dieta personalizada: para as necessidades de cada cão
 
Conheci a empresa Pet´s Mash – Alimento natural para Cães, criada por médicos veterinários nutrólogos que oferecem um acompanhamento nutricional personalizado para atender às necessidades do seu pet. A Dra. Ana Carolina Rúbio (Veterinária nutróloga), em nossa primeira consulta, já me esclareceu tudinho sobre o que a minha filhota, Cléo, deveria ingerir para que pudéssemos manter as células cancerígenas sob controle e o que seria abolido do seu cardápio, dali por diante. E assim iniciamos a base do nosso protocolo de tratamento do câncer.

Se a alimentação natural é mais difícil de manter? Pode ser. Se o custo é mais alto do que a ração? Depende do tipo de alimentação que se for optar, dos fornecedores que escolher e do tipo de ração que fazia uso. Se dá trabalho para armazenar? Um pouco, se considerarmos que tenho duas cachorras de porte grande. Mas, considerando o que eu já gastei, em tempo, dedicação e dinheiro, para exames, cirurgia, medicações, terapias e todos os outros cuidados que a doença da Cléo tem me demandando, se eu fosse colocar tudo isso na ponta do lápis, a conta não fecharia. Se eu tivesse aberto a cabeça para esse assunto antes, com certeza já teria mudado de conduta e optado pela alimentação natural desde quando ela ainda era filhotinha. Talvez não tivesse evitado a doença, talvez sim. Mas eu estaria com uma sensação um pouco maior de “fiz a minha parte”.

Uma amiga querida, e adepta da alimentação natural para seus filhotes (com a qual eu tiro muitas dúvidas, inclusive), me disse uma coisa importante: “Cada pessoa tem o seu tempo de absorver informações novas. Você levou o seu tempo. O importante é que nunca é tarde e você fez o “seu melhor” diante do seu conhecimento e continua fazendo isso”.

Talvez, o mais importante na hora de decidirmos qual o tipo de alimentação vamos oferecer aos nossos cães, seja pensarmos com carinho se estamos de fato fazendo tudo aquilo que podemos por eles. E isso, certamente depende de muitos fatores. A resposta para essa questão não é, e nem pode ser a mesma para todos os proprietários. Mas foi a minha resposta para a Cléo. E pude mudar a história com a Alegria, que praticamente acabou de chegar.

 
Larissa Rios