sexta-feira, 10 de março de 2017

BICHANOS NA ESTRADA


Viagem com gatos

Sempre que falamos em passeios e viagens com animais de estimação, o foco é para os cães. E, de fato, os cães ainda são em maior número do que os gatos, acompanhando seus tutores nas caminhadas pelas ruas, nos hotéis, restaurantes e demais estabelecimentos e locais pet friendly.


Isso se dá, primeiramente, ao temperamento natural dos bichanos. Temos que admitir que os gatos sempre foram um enigma para nós, humanos. Eles conseguem ser, ao mesmo tempo domésticos e selvagens, dóceis e ariscos, reservados e sociáveis. Convivem bem em família, mas não deixam de manter a sua individualidade.


Os gatos são mais independentes que os cães em relação aos humanos, é verdade. Mas não é certo estabelecer uma regra geral quanto a isso. Pois existem diversos fatores que podem influenciar essa relação, tornando-a mais próxima ou mais distante. Como, por exemplo, o período de sociabilização.  Entre a terceira e a sétima semanas de vida, o gato passa pelo período de sociabilização primária, que influencia profundamente no comportamento dele por toda a sua vida. As condições nas quais ele nasce e onde permanece com sua mãe (e os fatores que incidem também sobre ela, como alimentação, sono, etc) podem contribuir bastante neste processo de sociabilização do animal. Mas nós também podemos atuar apresentando-o e deixando-o ser acariciado e massageado por diversas pessoas e toques diferentes e apresentando-o a outros animais e brincadeiras. Sempre respeitando seus limites. É dentro dos limites que ele estabelece que se desenvolve a nossa interação.

Nós, da Turismo4 Patas, temos recebido muitas mensagens de tutores de gatinhos querendo saber sobre dicas e opções de viagens e lazer para seus bichanos os acompanharem. E, gradativamente, temos nos deparado com vários felinos curtindo a vida por ai, de mala e cuia.


Por isso, resolvemos pesquisar sobre o assunto e consultar a Dra Carol Rocha (CEO da Pet Anjo e especialista em comportamento animal) para trazer algumas informações importantes sobre o tema para vocês.

Segurança e bem-estar do bichano nas viagens




TURISMO 4 PATAS:  Considerando que os gatos são animais bastante sensíveis a mudanças bruscas de rotina e ambientes, que dicas você daria para quem deseja ter a companhia do seu gatinho nas viagens? 


DRA CAROL ROCHA: “Sim, os gatos são muito mais sensíveis à mudanças de espaço e rotina: são criaturas de hábito. A história evolutiva, de domesticação dos gatos, é mais recente do que dos cães, logo eles mantém ainda mais forte comportamentos/instintos dos antepassados de proteção, de guardar e marcar o território com seus odores e escondendo as fezes, de se esconder, de ter uma rotina previsível, etc.


É preciso garantir a segurança no transporte utilizando-se de caixas duras e que permitam que o gato gire e se levante dentro. A caixa deve ser presa com cinto de segurança no carro e coberta, preferencialmente, com um paninho com cheiro do tutor. Não esquecer de fazer a adaptação do gatinho à caixa de transporte pelo menos 2 meses antes da viagem, com bastantes petiscos, carinhos e elogios quando ele se aproxima e/ou entra na caixa.


Se a duração da viagem for menor inferior a 5 horas, não precisa tirar o gato da caixa de transporte. Mas se for mais longa, é recomendado fazer algumas paradas para ele beber água e usar a caixa de areia (sim, é preciso ter consigo uma caixa de areia). Mas, atenção: durante a parada, não tire o gato do carro, e não abra nenhuma porta ou janela - a não ser que o animal esteja realmente acostumado, e com guia e coleira!


Garanta uma plaquinha de identificação com nome e telefone, para o caso do seu bichinho fugir durante a viagem. Mas use uma que não faça barulho (diga não aos sininhos).


Para evitar enjoos ou vômitos, não alimente o gato pelo menos nas 3 horas antes da viagem. Alimente, claro, assim que chegar no local - ou se a viagem for muito longa e com paradas, nos intervalos em que parar.


Se a viagem for durante o verão, é obrigatório ar condicionado no veiculo de transporte.


Não esqueça toda a documentação e carteirinha de vacinação dele e certifique-se de que o hotel realmente aceita gatos.


Chegando ao local, antes de soltar o gatinho, inspecione cuidadosamente o quarto para garantir que não haja nada que possa machucar, assustar ou até intoxica-lo (alimentos, medicamentos, produtos de limpeza, móveis, sons, brinquedos…). Se não sentir que o quarto é seguro, na primeira noite organize os objetos do gatinho no banheiro para ele dormir lá.


Leve uma roupa sua, com seu cheiro, para colocar em cima da cama do gato.


Respeite o gosto e adaptação/limites do seu gato para escolher as atividades.



Aventuras com gatos

TURISMO 4 PATAS:  Gatos podem praticar atividades de ecoturismo e aventura como trilhas, rafting, etc?


DRA CAROL ROCHA: “Teoricamente sim, mas depende muito da personalidade e adaptação do animal. E não só a atividade em si, mas ao estresse da viagem, de haver outros animais ao redor, dos sons… se o gato foi adaptado desde as primeiras semanas de vida, passou por uma sociabilização adequada, com estes estímulos específicos, até a sétima/oitava semana de vida, sim! Mas se não, pode ser uma violência tão grande com o animal, causando um trauma que pode leva-lo ao óbito pelo estresse.”



TURISMO 4 PATAS:  Como treinar um gato para a vida social?

DRA CAROL ROCHA: “Gatos são animais extremamente inteligentes e podem sim ser adestrados para responderem a comandos básicos de obediência e mesmo adaptarem-se a passeios com guia e coleira. Desde que o treino seja feito de forma adequada, respeitando o bem-estar do animal e utilizando-se de recompensas bastante atraentes (eles são mais exigentes nos prêmios do que os cães).

Escolha uma coleira adequada para gatos, que seja realmente segura e não saia facilmente do seu corpo e uma guia que não seja flexível e nem muito longa. E faça uma adaptação aos poucos em casa, antes de sair para a rua.”



TURISMO 4 PATAS:  E quanto aos estabelecimentos pet friendly que decidem também abrir as suas portas para os bichanos, que tipo de providências especiais – além das que já consideram pelos cães – precisam tomar? É seguro um mesmo estabelecimento aceitar cães e gatos?


DRA CAROL ROCHA: “Estabelecimentos pet friendly devem estar atentos ao risco de aceitarem cães e gatos no mesmo espaço. Não somente pela questão de serem de espécies diferentes mas, principalmente, por serem de portes diferentes. Na possibilidade de acontecer algum incidente entre um cão e um gato, por exemplo, esse incidente pode ser muito mais grave do que entre dois cães. Então, no caso do estabelecimento decidir aceitar cães e gatos, deve estar muito bem atento às regras e providências de segurança como, por exemplo, estabelecer limite no porte dos cães ou determinar áreas exclusivas para circulação de cada tipo de animal.  Não vamos esquecer das telas nas janelas e varandas.”


Gandalf, o gato viajante


Para se inspirar, veja o Instagram do Gandalf, um gato viajante e aventureiro.



Pronto! Agora, se você quiser colocar as patinhas do seu gatinho na estrada, já sabe o que deve fazer e como se preparar. A Dra carol Rocha deu várias dicas legais e no site da Turismo 4 Patas vocês encontra diversos hotéis pet friendly pelo Brasil que aceitam gatinhos. Basta utilizar a nossa ferramenta de busca e colocar o filtro “gatos” na caixa de Animal. Lembrando SEMPRE de respeitar o temperamento e os limites do seu animal, ok ?



Boa viagem e bons passeios!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ROTEIRO PET FRIENDLY: PASSEIO COMPLETO COM SEU CACHORRO NA REGIÃO DO IBIRAPUERA


Prontos para aproveitar o final de semana?!

Fim de semana chegando e nós decidimos compartilhar com a cachorrada de São Paulo um dos nossos roteiros prediletos para quem passa o sábado e o domingo na cidade. Um programa completo que começa com o café da manhã, seguindo para o passeio no parque (com direito a água de côco), almoço e até um sorvetinho para fechar com a chave de ouro. Tudinho, claro, na companhia do seu mascote. Segue a nossa seleção de alguns estabelecimentos pet friendly, devidamente visitados e aprovados pela nossa mascote Alegria, na região do Parque do Ibirapuera. H, e para saber mais informações sobre os estabelecimento (ex: endereço, regras pet, etc), basta clicar nos links dos seus nomes e será redirecionado para o nosso site www.turismo4patas.com.br , ok?
Bastante espaço entre as mesas do Blés D´Or
Agua fresquinha e Selo T4P
                                         

É curioso pensar que uma padaria possa ter atmosfera romântica. Pois o salão rústico, que termina em uma agradável varanda com teto retrátil e vasos de plantas, pode facilmente sediar um encontro a dois. A casa com decoração bem ao estilo dos bistrôs franceses, é um misto de empório, boulangerie, pâtisserie e café onde o cliente pode degustar uma extensa opção de pratos gostosos e de cozinha rápida. Em seu brunch, aos finais de semana, oferece uma grande variedade de bolos, cafés, bebidas, saborosos croaissants, uma variada linha de pães, além de saladas e tartines. Todos os produtos são feitos com frutas e legumes orgânicos.

Lá, os pets de qualquer porte são bem-vindos nas mesas da área externa – frontal e lateral. E tem espaço para ficarem tranquilamente. Além disso, oferecem um reservatório com água fresquinha. Nossa mascote resolveu conceder o nosso SELO PET FRIENDLY pela super receptividade do Blés D´Or.
  
Pain Et Chocolat


O concorridíssimo buffet de café da manhã dos finais de semana, oferece mais de 100 itens (isso mesmo que você leu, mais de 100!!!), entre eles uma grande variedade de pães, mini bolos, frutas, panquecas, waffles, sucos, café, leite e chá. As ofertas salgadas vão de ovos mexidos, salsichas ao molho e batata rosti. Para quem quer fugir da comilança engordativa,  há também opções fit, light e até sem gluten.

Pets de qualquer porte são aceitos nas mesas das varandas – frontal e lateral. Se você tem um pet de porte grande, chegue um pouquinho mais cedo para garantir uma mesa na varanda lateral, pois há mais espaço para acomodar o seu amigão.


Lago do Ibirapuera: só para observar, tá?

Cachorródromo
                            


Considerado como uma das mais importantes áreas verdes da capital paulista, o Parque do Ibirapuera foi inaugurado por ocasião das comemorações do IV Centenário da fundação da cidade de São Paulo em 1954. São 1,6 milhão de metros quadrados, que abrigam importantes prédios públicos e museus, como o planetário e o Pavilhão Japonês, com jardins e lagos característicos.

Nos museus os pets não podem entrar. Mas na área livre, dá para praticar uma corridinha se o seu mascote faz o tipo companheiro atlético (especialmente depois de experimentar um dos deliciosos buffets de café da manhã que sugerimos acima). E para correr e brincar a vontade, tem o cachorródromo – uma área gramada, entre a Praça dos Porquinhos e o Viveiro Manequinho (melhor entrada pelo portão 6, da Avenida IV Centenário), onde cães de todos os portes podem ficar soltos, sem guia. Aos finais de semana está sempre lotado de peludinhos de todos os tamanhos e raças. Vale sempre lembrar as regrinhas da boa convivência e sociabilização, hein? Lixeiras para dejetos animais e bebedouros caninos estão disponíveis, no cachorródromo e em diversos locais do parque.
 
Alegria e o Duda


E se, durante uma bela caminhada no Parque, der uma baita sede? Nada melhor do que uma água de côco fresquinha. A água de côco funciona como um isotônico, com alto poder hidratante e até ajuda a aliviar problemas digestivos como náuseas, vômitos e diarréias. Isso vale para humanos e caninos, viu ?
Lá no Parque do Ibirapuera, o carrinho do Duda é o point preferido da cachorrada!! O Duda e sua equipe adora cães e atende a todos os peludos com muito carinho, sabendo, inclusive os nomes dos principais clientes de 4 patas.

Seu peludo pode escolher entre beber a água num potinho especifico ou na casca do côco, que o pessoal do Duda parte com maior prazer.

Dentro do Parque
Mesas ou balcão

 ve o nome de muitos de seus clientes de 4 patas.
Seu pet pode escolher beber a água de côco no potinho descartável (que ele providenciou especialmente para servir os cães, pois cabe o focinho direitinho) ou na própria casca do côco. O Duda ainda raspa a carninha do côco para o peludo comer no final.
A nossa mascote, ALEGRIA, amou e agora vai querer "bater ponto" no quiosque do Duda todos os dias
É MUITO pet friendly, né?!
Sabor Ibira Delícias do Parque

Mais conhecido como Lanchonete do Planetário, o quiosque é um lugar agradável que serve tanto nas mesas externas quanto no balcão, uma diversidade de sucos e opções saudáveis como açaí e saladas. Os lanches que vão desde os hambúrgueres ao sanduíche natural também estão no menu. No almoço oferece algumas opções leves de refeições. Ideal para quem está dando um passeio com o dog e não quer se deslocar do parque para fazer uma refeição.
Estão localizados em dois pontos dentro do Parque Ibirapuera, em frente ao Planetário, com vista para o lago próximo ao portão 10 e na pista de cooper próximo ao portão 5.

Cães de qualquer porte são bem-vindos nas mesas do deck externo. A área é sombreada e o espaço entre as mesas é razoável e acomoda muito bem os pets, pedem apenas para que animais de porte grande se acomodem nas mesas do canto – assim facilita a circulação de demais clientes.


Com a proposta de oferecer comida saudável e balanceada, a Frutaria traz opções para agradar à todos os paladares. Uma grande variedade de sucos naturais, pratos, saladas e sanduíches leves montam o cardápio do local. Para quem prefere uma alimentação ainda mais “natureba”, açaí na tigela e suplementos nutricionais e terapêuticos estão a disposição.

Os pets de qualquer porte ou raça são aceitos no lounge externo, onde há poltronas confortáveis para os tutores. No balcão ao lado do longe também é possível ficar com seu mascote.


O charmoso espaço a céu aberto nasceu com a proposta de oferecer gastronomia, música e arte num mesmo lugar. São diversos food trucks que se revezam a cada semana para trazer ao público uma grande variedade de opções que vão desde chopp, hambúrgueres, comida italiana, churros, comida de buteco, tortas, etc. Alguns dias contam com musica ao vivo ou telão para acompanhar jogos. Para saber exatamente o que está rolando, basta acessar os perfis das redes sociais do Pocket.

Cães de todos os portes são mais que bem-vindos, sempre na guia, claro.



Com mais de 35 anos de história, os sorvetes Rochinha ficaram famosos nas areias das mais belas praias do litoral de São Paulo, graças a sua qualidade e sabor natural derivado das frutas frescas utilizadas na produção. São mais de 27 sabores, desde os clássicos como limão, maracujá, morango, abacate, etc; até as novidades como Bem Casado, Suco Verde, gengibre com limão siciliano, açaí com guaraná, etc.
A “Praça Rochinha” é muito mais que uma sorveteria. É um ponto de encontro das pessoas do bairro.


Cães de todos os portes são bem-vindos à área externa. Tem pote de água para o peludinho e ganchinho para prender a guia.


A Bacio di Latte nasceu em 2011, com o desejo de criar a cultura do gelato com as raízes e tradições italianas. A qualidade é o fator em comum que rege a gelateria. São oferecidos cerca de 35 sabores, produzidos todos os dias, sempre com produtos frescos, ingredientes escolhidos cuidadosamente das melhores regiões produtoras do mundo.

Nas mesas externas - frontais e laterais/fundos, onde há bancos de madeira com guarda-sóis, petes de todos os portes podem acompanhar suas famílias.



Bem gente, agora não tem mais desculpas para não sair de casa e aproveitar o final de semana em São Paulo com o seu melhor amigo. Confira essas dicas da nossa mascote, Alegria, e depois conta pra gente o que achou.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Por aí... Onde brilhem os olhos: Expedição Pet Friendly na Europa


Arquivo: Onde Brilhem os Olhos

Conhecemos a Isa e a Pipoca em uma das aventuras da Turismo 4 Patas, em 2015. Elas passaram um final de semana animal com a gente, na cidade de Monte Alegre do Sul (SP). Só ficamos sabendo que a Isa era vegetariana e que a Pipoca havia sido adotada. Pronto, não mais que isso. Éramos um grupo considerável e as duas se mostraram bem reservadas e aparentemente tímidas. Mas muito simpáticas.

Eis que algum tempo depois, me deparo com um perfil no Instagram onde uma menina se lança numa aventura pelo mundo, a bordo de uma bicicleta e na companhia da sua fiel escudeira canina. Amei a proposta e já quis logo fazer uma matéria para o nosso Blog, lógico! Afinal, nosso propósito é mostrar a vocês as diversas formas de explorar o mundo na companhia dos nossos mascotes.

Olha elas ai, no Rota Cãotural

E quando a Isa responde ao meu e-mail, já com um super relato, que serviu de base para esse texto, e fotos dela com a Pipoca nos lugares por onde já passaram... Eita, olha elas!!! Ahahhaha meninas, onde vocês foram parar?!! De Monte Alegre do Sul, fui encontrar vocês na Europa. Que delicia! Fiquei mais motivada ainda... e acabei escrevendo quase um livro... inspirada pelo quase livro que a Isa me enviou eheheheh.

Bom, a Isa é uma paulistana, apaixonada por cachorros, que, quando criança, passava o tempo estudando inglês sozinha e brincando de ser motorista de ônibus de viagem com a irmã. Ela, que sonhava em ser veterinária, acabou se formando em Turismo.  (já vi essa história em algum lugar... ehehe).

A Pipoca foi resgatada por uma protetora na região do Parque do Ibirapuera, capital paulista. (coincidentemente, através do lindo da trabalho da Villa do Amigo, comandada pela querida Silvana Mitne, de quem sou fã e amiga há anos). Segundo Isa, ela tinha cerca de 1 ano e meio, era arredia, tinha problemas de pele e estava quase 10kg abaixo do peso. A protetora fez um ótimo trabalho de recuperação, e quando a Pipoca veio pra casa, já estava com a pelagem linda e o peso quase normal. Mas ainda tinha bastante problemas de comportamento – o que rendeu muitos estresses, prejuízos e até boas risadas para sua nova tutora.

Pipoca cresceu, o casamento de Isa terminou, as duas mudaram de vida e, com isso, passaram a ter mais tempo juntas... curtir parques e áreas verdes da cidade, andar de bicicleta e (porque não?!) viajar juntas... as poucas viagens que Isa fez sem a Pipoca, a deixaram com uma sensação muito forte de que teriam sido muito mais divertidas se ela estivesse junto. Então, em 2014, Isa decidiu investir pesado numa caixa de transporte de boa qualidade, cuidou da adaptação da Pipoca com a caixa e começou a pesquisar destinos “pet friendly” e dicas de segurança para viagens com bichos de estimação. Foi assim que ela “esbarrou” em nosso site – www.turismo4patas.com.br – e se inspirou no nosso Blog (que, na época, se chamava Blog da Cléo).

Pipoca totalmente adaptada à caixa de transporte

Em 2015, com “sangue nos olhos” (como ela mesma escreveu), prontas pra cair na estrada em qualquer oportunidade de feriado, as duas fizeram um programa de voluntariado numa fazenda orgânica e foi lindo ver a Pipoca tendo que aprender a conviver em matilha – a fazenda tinha cerca de 16 cães! Depois foram à praia, às montanhas, e foram parar no Rota Cãotural com a T4P (onde nos encontramos pela primeira vez).

Isa queria mais. Para ela e para a Pipoca. Começou a pesquisar sobre viagens internacionais e fez os trâmites para emissão do passaporte canino. Ela sempre quis fazer uma viagem longa, mas achava que era um sonho impossível. Até que, um dia, voltando no metrô lotado de um dia frustrante e estressante no trabalho, decidiu que era hora de pensar sério no tal ano sabático. Chegou em casa, abriu o mapa-mundi e passou quase a madrugada toda debruçada sobre ele, e pesquisando sobre viagens “volta ao mundo”. Sua vontade era viajar pela América do Sul, aprender sobre nossas raízes culturais e socializar com nossos vizinhos hispânicos, mas depois de alguma pesquisa se deu conta de que, com uma cachorra do porte da Pipoca, viajar pela Europa seria consideravelmente mais barato do que viajar pelo nosso continente!

Alemanha, aí vão elas!!!

Como tem a nacionalidade europeia – herdada do avô português –, não teria que se preocupar com a burocracia dos vistos e tempo de permanência nos países. Além disso, a facilidade de locomoção entre os países europeus por meio de trens, aliada à cultura bem mais pet-friendly nos meios de transporte e estabelecimentos comerciais quando comparada ao que temos na nossa América, ajudaram Isa a tomar a decisão. Optar por começar pela Alemanha foi um misto de pesquisa por qualidade de atendimento das companhias aéreas e oportunidade de voluntariado em fazendas orgânicas, que era um dos objetivos da viagem de Isa.


Mas agora, vou deixar ela contar um pouquinho destes preparativos para vocês:

Bagagem das meninas


TURISMO 4 PATAS: “Como foi a preparação da Pipoca para a viagem?”
ISA: “Como a Pipoca já tinha o passaporte brasileiro (e consequentemente o microchip), só o que faltava pra ela atender as regras da União Europeia era a Sorologia Antirrábica, que apesar de não ser muito caro nem complicado de fazer (basta enviar uma amostra de sangue pro CCZ de São Paulo analisar e te fornecer um certificado de que ela está livre e protegida do vírus), demanda certo tempo (pelo menos 3 meses!) e tem risco de precisar refazer, então percebi que era melhor fazer o quanto antes, mesmo ainda não tendo data definida pra viajar.    

Também comecei a pesquisar regras específicas de países vizinhos que pudessem servir de alternativa caso eu decidisse não pousar na Alemanha (de novo, por questões de qualidade de atendimento da companhia aérea), como por exemplo, a Suíça, que além da documentação padrão da Comunidade Europeia, também requer uma pré-autorização – uma espécie de visto - para entrada no país. Não custava ter essas informações na manga para ajudar na decisão de compra das passagens aéreas lá na frente.

A adaptação à vida de mochileira já estava sendo feita, e nessa altura a Pipoca já tinha paixão pela caixa de transporte dela, o que me deixava mais segura em relação ao vôo. Tranquilizante era algo que eu já tinha decidido não adotar (talvez para mim, nunca pra ela, haha), então saber que ela se sentiria segura na “Caixa Forte” dela acalmava bastante meu coração. A troca de Alimentação Natural pela ração seca também aconteceu alguns meses antes do embarque, para que ela pudesse se adaptar aos poucos e eu tivesse tempo para pesquisar as melhores opções disponíveis no mercado. “

Pipoca ajudando a vender as coisas que não acompanharam a dupla


TURISMO 4 PATAS: “Fale um pouquinho sobre o Projeto Onde Brilhem os Olhos”
ISA: “Faltando cerca de 6 meses para o embarque eu comecei a me desfazer das minhas coisas. A casa que morávamos era alugada e eu sabia que teria que entregá-la vazia ao término do contrato. Foi nessa hora que percebi como a gente acumula coisas inúteis nessa vida! Tem uma canção do Biquini Cavadão que diz “Tudo que morre fica vivo na lembrança. E como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça!”. Esse trecho define bem o momento que passei. Não só nas lembranças mas principalmente nas coisas que a gente encosta dentro de casa pensando que um dia vai ser útil, e quando volta a ver, nem lembra mais pra quê aquilo servia! Aparelho de jantar 42 peças (pra uma moça vivendo sozinha!), moedor de carne (eu era vegetariana!), bichos de pelúcia da adolescência, livros lidos na época do vestibular… Afff!

Com a ajuda de uma amiga, começamos a fotografar tudo pra anunciar em brechós online. Na primeira leva de roupas anunciadas consegui me desfazer de pelo menos 15 peças numa única semana, o que já rendeu o valor da sorologia da Pipoca e ainda um troquinho para o café com a amiga ajudante! Tivemos a ideia de montar um perfil no Instagram com fotos engraçadas da Pipoca anunciando nossos trecos à venda e essa ideia rendeu boas risadas e mais uma graninha pro cofrinho da viagem.  Esse é o mesmo Instagram onde publicamos fotos da viagem hoje (@ondebrilhemosolhos).”

Agora ninguém segura as meninas!



TURISMO 4 PATAS: “E como foi a chegada em solo Europeu e a adaptação à nova vida itinerante da dupla?”
ISA: “Em Março de 2016, desembarcamos no Aeroporto de Munique, na Alemanha. Um amigo de viagens anteriores veio nos receber no aeroporto e nos hospedou nos primeiros dias na Terra da Cerveja. Era fim de inverno e foi a primeira vez que a Pipoca viu neve.  


Do sul da Bavaria, seguimos de trem para nosso primeiro voluntariado numa Fazenda de produção de Leite Orgânico na região do Allgäu. Foi lá que a gente adquiriu um trailer para acoplar a uma bike que a gente ainda não tinha, mas já estava planejando comprar.


A primeira bike a gente comprou usada pelo equivalente a cerca de 50 reais. A bicicleta era tão ruim, mas tão ruim, que nossa host ficou com dó e propôs uma troca pela bike antiga dela, que também não era lá essas coisas mas era melhor que a que a gente tinha comprado.


Seria na nossa próxima fazenda, na região de Stuttgart, que a gente encontraria nossa bicicleta dos sonhos, específica para viagens de longas distância, mais robusta e com aceleração assistida por bacteria elétrica, o que me permitiu pedalar quase 3mil kilômetros ao redor do país (quase) sem sentir que estava carregando 40kg de amor <3 .="" font="">

Pipoca na Igreja: Alemanha pet friendly



TURISMO 4 PATAS: “Isa, nós sabemos que a Alemanha é uma das principais referências mundiais quando se trata de hospitalidade animal. Fale um pouquinho do que vocês já experimentaram dessa cultura pet friendly exemplar.”
ISA: “Aqui na Alemanha a Pipoca (assim como todos os cachorros) é aceita em quase todos os lugares. Cafés, restaurantes, oficinas, transportes, museus, igrejas, teatro, cinema…! Nunca foi problema encontrar fazendas pra gente voluntariar e, ao contrário do que isso possa parecer – e pra minha grande surpresa aqui – não é todo mundo que ama cachorro não! Tem bastante gente que tem nojo, medo, ou que simplesmente não curte animais.


Nunca vou esquecer nossa estadia numa fazenda de produção de mel, onde o apicultor, apesar de corajoso a ponto de lidar com as abelhas, totalmente desprovido de roupas de proteção, tinha um grande trauma e pavor de cães. Quando perguntei por que ele aceitou nos receber mesmo sabendo da Pipoca, ele respondeu que estamos todos no mesmo planeta e que fugir às lições que a vida nos recomenda é uma péssima forma de crescer, pulando etapas que certamente vão nos fazer falta lá na frente.


A [grande] diferença é que aqui rola um respeito ENORME nas relações pessoas-animais. A premissa básica é: todo estabelecimento comercial tem o direito de não aceitar animais, mas daí precisa especificar com um adesivo na porta. Se não tem adesivo, significa que seu peludo é bem vindo. Só que os tutores em geral são muito conscientes e preocupados em não incomodar as outras pessoas. Se um restaurante está cheio, tem gente que prefere não entrar com o cachorro, mesmo sendo permitido. Porque sabe que vai ser mais difícil não esbarrar em alguém que por ventura pode não gostar de animais…


Aqui não tem cachorro de rua, então quando se decide adotar um, as opções são comprar em um canil – como no Brasil – ou ir a um abrigo escolher um vira-lata normalmente vindo de países mais pobres do leste europeu, ou mesmo da Espanha ou Portugal. Mesmo no abrigo, a adoção só acontece depois do pagamento de uma taxa em torno de R$200 (podendo passar dos R$1000 dependendo do porte do animal!). Boa parte dos abrigos aplica uma entrevista para avaliação do futuro tutor e depois da adoção ainda tem uma taxa anual a ser paga ao governo, uma espécie de “imposto do pet”.


Outra coisa muito interessante aqui é a cultura do adestramento. Logo no momento da adoção, você já sai do abrigo / canil / loja de animais com um encaminhamento para uma escolinha onde você e seu mascote vão aprender sobre a vida em sociedade. O “curso” não é obrigatório, mas já está tão incutido na cultura que as pessoas simplesmente vão lá e fazem, pelo menos uma vez na vida. Em alguns estados da Alemanha, o tutor precisa fazer uma provinha teórica para receber a “autorização” para a tutela do animal (!) e esse cursinho ajuda a não falhar na prova… =P


Apesar de questionar um pouco essa supervalorização da ordem e regras, tenho que admitir que é notória a conscientização dos alemães no que diz respeito ao cuidado animal. E mesmo com o planeta, com a natureza, em geral existe uma responsabilidade sócio-ambiental que eu sonho um dia ver na mesma intensidade no nosso Brasil. A Alemanha não é perfeita. Na verdade eu gosto de dizer que a Alemanha é tão perfeita quanto o Brasil, cada qual em seu quesito e especialidade. E eu me sinto bem privilegiada de poder vivenciar esse período sabático aqui, trocar figurinhas humanas e caninas para um dia voltar trazendo na bagagem experiências que me ajudem a ser uma pessoa melhor em um ambiente também em constante melhoria. <3 font="">

Quem não se inspira com esse amor?!



TURISMO 4 PATAS: “Você quer deixar uma mensagem para inspirar pessoas que, assim como você, tem o desejo de se desbravar o mundo, mas ainda não teve a coragem de colocar uma mochila nas costas, a coleira no cachorro e sair por ai ?” (E nessa eu me incluo ehehe)
ISA: “Muitas pessoas me perguntam “Mas você trabalha quando fica nas fazendas? Você trabalha para manter sua viagem?” Bem, eu viajo. E quem viaja nesse estilo sabe que viajar dá um trabalhão danado! Quanto mais experiência se adquire, mais se aprende que dinheiro é das coisas menos valiosas que se pode carregar em uma viagem de auto conhecimento como a minha. Sério, ele não vale nada! E quanto mais tempo com a Pipoca eu passo, mais percebo que minha vida (e minhas viagens!) daqui pra frente tem muito mais sentido quando se tem um amigo ponta firme do lado.”


Isa e Pipoca deram uma volta ao redor da Alemanha e estão agora a caminho de Portugal. Já percorreram cerca de 3 mil quilômetros, dos quais pelo menos 2700 de bicicleta. Em algumas ocasiões elas se valeram de caronas e trens, quando o vento e chuva não eram favoráveis para pedalar. A estadia foi majoritariamente em fazendas e casas de pessoas, sendo poucas vezes necessário acampar e somente uma única vez foi preciso pagar um hotel.




Estaremos aqui torcendo, vibrando e acompanhando a linda expedição destas meninas... Onde quer que brilhem os seus olhos!




Acompanhe você também:
ou @ondebrilhemosolhos

Vão em frente, meninas!

Larissa Rios

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ESPECIAL FÉRIAS: Com e sem cachorro


Nossa mascote, Alegria, aproveitando as férias


Dezembro é sinônimo de férias, e férias inspiram viagens, não é mesmo?
E, como não podíamos ficar de fora dessa, o preparamos este especial recheado de informações preciosas com tudo o que você precisa saber para curtir umas “férias animal”. De preferência, na companhia do seu pet, mas se não for possível, a gente também te ajuda a escolher o lugar ideal para deixá-lo.

Para os que estão com viagem marcada para curtir as férias e não contarão com a companhia do animal de estimação, quer seja por opção ou impossibilidade, uma das soluções pode ser recorrer a um amigo próximo, familiar ou um vizinho. Esta é uma boa saída, já que mantém o animal em seu espaço e ambiente familiar.

Mas, atenção: se esta for a opção escolhida, é preciso ter certeza de que essa pessoa irá cuidar muito bem de seu animal enquanto estiver ausente. O ideal é pedir ajuda para alguém de muita confiança e que tenha afinidade com o cão. E, claro, seja alguém que goste de animais.

Não deixe de passar recomendações importantes, como a quantidade de ração, os remédios a serem administrados (caso esteja tomando algum) e horários de passeios a serem cumpridos. Para evitar estresse no animal, é necessário manter a sua rotina.



Mas sabemos que encontrar alguém disposto a assumir essa importante missão de cuidar do seu amado bichinho não é fácil. No entanto, não é preciso desanimar, lembre-se de que ainda restam os hotéis para pets, petsitters e as hospedagens domiciliares, onde o seu animal de estimação poderá ficar hospedado durante todo o tempo que você estiver viajando e sob os cuidados e a companhia de profissionais especializados. Saiba tudo sobre a escolha de um hotelzinho para o seu pet lendo o artigo “Você vai, ele fica”, especialmente preparado pela Turismo 4 Patas. 

Agora, você é do tipo que nem pensa na possibilidade de deixar o seu bichinho?! Sim, ele já faz parte da sua bagagem!! Mas surgem algumas dúvidas: Para onde ir? Onde se hospedar? Quais são os cuidados necessários para evitar “surpresas” durante a viagem?

Calma! O primeiro passo é verificar o estado de saúde do pet e colocar em ordem a carteira de vacinação dele. Se estiver tudo OK e, de preferência, com o aval do veterinário de sua confiança, siga para a escolha do destino.


Cléo, curtindo uma praia com aumigas

Se você pensa em ir para o litoral, lembre-se de que nas praias de todo o Brasil, a circulação de animais é oficialmente proibida, o que poderá te trazer alguns problemas em relação aos demais frequentadores. Mas, se esta é a única opção, fique atento ao seu peludo para que a presença de vocês não seja inconveniente e tome alguns cuidados caso a temperatura esteja elevada, como por exemplo, o uso do protetor solar e hidratação.

Agora, se opção for no campo ou montanha, prepare-se para conviver intensamente com a natureza, desfrutar de muito espaço e do verde. E o melhor, saiba que os hotéis-fazenda (típicos desse tipo de destino) são maioria dentre as opções de hospedagem pet friendly.

Os pets demandam alguns cuidados especiais durante as férias de verão. Não somente pela proibição dos peludinhos nas areias, mas também por causa dos raios solares, que podem provocar queimaduras na pele do bichinho. Especialmente nos mais claros. Mantenha o seu melhor amigo sempre hidratado, fornecendo muita água, limpa e fresca para ele beber. 

O próximo passo: a reserva do hotel. Prefira os estabelecimentos que dispõem de área verde para que o seu bichinho possa esticar as patinhas e verifique se os quartos são grandes o suficiente para que você e o seu peludo estejam bem acomodados.  Ao efetuar a sua reserva, certifique-se de que o seu animal será bem-vindo. Consulte também as normas estabelecidas para a aceitação do bichinho e respeite as políticas de cada estabelecimento. Mantenha a limpeza dos locais e seja responsável por quaisquer incidentes ou acidentes causados por ele.

Prepare a bagagem do seu pet com todos os pertences preferidos e objetos que ajudem na adaptação do animal ao novo local, como cama, mantinha, comedouros, bebedouros e brinquedos. Sem esquecer da ração (ou comida), que deve ser em quantidade suficiente para a duração da viagem. 

Se o trajeto for de carro fique atento às normas de segurança para o transporte do animal. Caixas de transporte, grades ou cintos de segurança para animais são acessórios que devem ser adotados pois, além do risco de acidentes, deixar o bicho solto é considerado infração pelo Código de Trânsito Brasileiro e pode acarretar multas, pontos somados à sua licença de motorista e a possível apreensão do seu veículo. Programe paradas para que o bichinho possa fazer as suas necessidades e mantenha-o sempre hidratado.

Agora, se a viagem for de avião, é necessário planejar com ainda mais antecedência. Verifique as normas e tarifas específicas de cada Companhia Aérea e informe-se sobre as exigências para transporte de pets. No caso de viagens para o exterior, é necessário obter o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) e verificar se há exigência de quarentena para o país a ser visitado.

No local, mantenha a rotina de alimentação e necessidades do seu animal e siga as normas de boa convivência para com os demais frequentadores. Desta forma, você e o seu pet serão sempre bem-vindos.

Com o objetivo de esclarecer todas as dúvidas, e assim, ajudá-lo a curtir ainda mais as férias junto com o seu “companheirão”, elaboramos uma série de artigos especiais e você pode conferi-los nos links a seguir:



Sobre escolher a melhor opção quando não pode levar o seu pet junto:
 
Sobre a polêmica cães X praias:
.
.
Garota de Praia 
.
.
Sobre como transportar o seu animal no carro com segurança:
.
.
Busca de hotéis pet friendly: Use e abuse da nossa “Pesquisa de Hospedagem” na página principal do Portal www.turismo4patas.com.br
.
. 
Não sabe para onde ir? Inspire-se nos roteiros do nosso Blog
.
Ah, e não deixe de consultar o nosso “Manual do Pet Viajante”.
.
.
E não se esqueça do mais importante, com responsabilidade e segurança, aproveite ao máximo as suas férias e divirta-se muito ao lado do seu melhor amigo!!



Larissa Rios