quinta-feira, 10 de março de 2016

Câncer Canino: juntos, podemos vencer esse bicho papão!


   "Juntas, chegaremos o mais longe que pudermos"
 
Há alguns meses atrás, notei algumas gotinhas de sangue nas fezes da Cléo. Ela não apresentava diarréia ou nenhuma outra alteração fisiológica considerável. Apenas algumas manchinhas, de um vermelho bem vivo, que insistiam em colorir o seu “número 2”.
Em uma consulta com o nosso veterinário de confiança (sim, veterinário é que nem pediatra, acaba “pertencendo” a mãe e ao filho), Dr. Gabriel  Seabra (do Centro de Saúde Animal Zoovet), pedi para que investigássemos. Exames de fezes, sangue e Ultrassonografia foram feitos e a única coisa que detectamos foi um iniciozinho de Giárdia (uma doença intestinal causada por protozoários que se alojam no intestino do animal). Ok, nada de mais. A Giárdia, desde que diagnosticada e tratada a tempo, não causa grandes danos. Seguimos com o tratamento indicado e pronto. Assim pensamos...
Mas o sangramento não desapareceu. Não se alterou – nem aumentava, nem diminuía -, mas não parou. Aquilo me deixou com uma pulga atrás da orelha e um pontinho de angustia no peito. Havia algo com a minha menina, minha voz interior dizia. Mas, em seguida, ela entrou numa fase bem difícil com a Displasia, sentia muitas dores e já não respondia mais tão bem às terapias e recursos que eu vinha tentando (transplante de células-tronco, implante de ouro, acupuntura, ozonioterapia, etc). Foquei no que me pareceu mais grave e urgente, pois ver a Cléo sofrendo com dores e sem conseguir andar direito me desesperava. Lancei mão da minha última cartada para tentar resolver de vez o seu maior problema articular e fizemos a cirurgia de denervação coxofemoral (uma técnica de raspagem dos nervos com o objetivo de eliminar ou diminuir as dores). E a cirurgia foi um sucesso (em outro post contaremos para vocês), ela teve uma rápida recuperação, passou a caminhar muito melhor e até o semblante da sua fuça mudou. Parecia outra cachorra. Mas com o mesmo sangramento de antes. Sim, aquelas gotinhas de sangue ainda teimavam em aparecer em suas fezes.
Hora de ouvir a minha intuição com mais atenção e encarar mais seriamente as pistas apresentadas. Resolvemos repetir os exames. Fezes: Negativo para quaisquer verminoses. Beleza! Sangue: tudo normal. Maravilha! Ultrassonografia: “Ai, achei uma coisa!”, disse a veterinária-ultrassonografista, ao mesmo tempo em que meu coração parou de bater. Por um milésimo de segundo, minha visão escureceu, minha respiração travou e eu pensava: “Não pode ser, olha direito!” e, ao mesmo tempo, “Ufa! Eu sabia que havia algo e agora vamos saber do que realmente se trata!”. A sensação de alivio durou pouco. Tratava-se de um tumor.
O laudo da US dizia: “Em região mesogástrica direita observa-se formação aderida a segmento intestinal, medindo aproximadamente 5,1 x 4,3 cm, heterogênea, com áreas liquidas entremadas (sugestivo de alteração neoplásica)”. Na minha leitura: Havia um tumor, de tamanho considerável, agarrado ao intestino da minha filhota. E agora?! Qual seria a gravidade? Porque não vimos isso antes, no exame anterior? O que fazer? Ela vai morrer?
Um buraco se abriu aos meus pés e me senti em queda livre.  Logo eu que sempre ouvi falar sobre o câncer como se fosse algo tão distante. Nunca tive (que eu saiba) alguém da minha família ou muito próximo a mim que fosse a cometido por essa doença. Pelo menos ninguém com quem eu tivesse uma convivência muito frequente ou intima. Eu “olhava” para o câncer como se ele fosse um ser irreal, imaginário. Mas quando “ele” bateu de frente comigo, eu descobri que, na verdade, essa era a minha forma de esconder o medo que eu tinha de algum dia ter que encará-lo. Eu tinha pânico porque achava que essa era uma guerra onde os lutadores entravam na arena já sabendo que perderiam para o monstro. É horrível, mas preciso confessar... até para mim mesma. Eu achava que ninguém se curava de um câncer. Que, os tratamentos o enfraqueciam, faziam “ele” ir e voltar  e que, uma hora, “ele” voltava com tudo e ganhava a briga.
Então, eu o “olhava” como se fosse algo distante de mim... tipo, o fantasma do Câncer... por que essa era a minha intenção... mantê-lo bem longe. Não consegui. “Ele” se impôs diante de mim e eu teria que encará-lo.
E lá vinha ela, a Cléo, me trazer mais uma enxurrada de lições. Terei que aprender a ser mais confiante e fortalecer ainda mais a minha fé. Sabe aquela conversinha de que precisamos aprender a dar mais valor às pequenas coisas da vida e viver mais o momento presente? Pois é, né conversa fiada não, viu? Quando você se vê numa situação como esta, você percebe que o melhor momento é o “agora”! Tudo depende do que você faz com o seu momento. E a gente o desperdiça tanto...
 

ENTENDENDO O CÂNCER

O câncer (Neoplasma ou Neoplasia) caracteriza-se pelo surgimento de formações (nódulos, massas ou também feridas), conhecidas como “tumores”, que crescem em volume e extensão pela proliferação descontrolada de células.
Veja, nesse vídeo, um pouquinho dessa dinâmica celular:
 

As células cancerosas perdem progressivamente as características e funções diferenciadas do tecido original. Células que antes secretavam alguma substância, já não o fazem mais. Outras que eram responsáveis por absorver ou transportar ou mesmo dar estrutura de sustentação ao órgão ou tecido, já não são mais capazes de atuar organizadamente. É um verdadeiro caos celular!
Alguns tumores podem preservar alguma função e alguns aspectos morfológicos (forma/estrutura) do tecido original, mas são poucos. Da mesma forma, o crescimento rápido não é característica de todos os tumores, sendo que alguns tipos apresentam crescimento indolente, lento.
 
Os diagnósticos são feitos através de exames citológicos e histológicos (biópsia, hispatológico) e identificam a classificação dos tumores, que podem ser malignos ou benignos.

Os Fibromas, lipomas e adenomas são benignos; os sarcomas e carcinomas são malignos.
Os tumores malignos apresentam maior anaplasia (indiferenciação), são mais invasivos, tem a capacidade de fazer metástase (transferir-se para outros tecidos através do sangue e da linfa) e também uma grande atividade mitótica (processo de divisão celular).
As neoplasias malignas podem exercer pressão nos tecidos vizinhos normais, causando dor, interrupção da irrigação vascular, bloqueio dos vasos linfáticos e diminuição de função dos órgãos, levando o paciente à obito.
Os sintomas do câncer estão relacionados ao tipo e localização do tumor, mas, de forma geral os principais sinais da doença podem ser: nódulos palpáveis e aparentes, aumento de volume abdominal (massas abdominais), dificuldade para respirar (massas ou acúmulo de líquido em tórax); tosses persistentes; feridas que não cicatrizam; perda de peso e de apetite sem causa aparente; dores crônicas; anemias crônicas; diarréias prolongadas, desidratação, febre, dificuldade para comer, engolir ou defecar ou ainda, sangramento espontâneo por orifícios naturais.
São diversos os tipos de câncer que se dividem em neoplasias orais, oculares, genitais, gastrointestinais (no caso da Cléo) e, os principais que acometem cães e gatos: Cutâneos, sendo que os cães apresentam uma alta incidência de mastocitomas (tumor de mastócitos) e os gatos (normalmente animais despigmentados) de carcinomas espinocelulares; mamários (que acomete um numero assustador de cadelas não castradas, mas também pode atingir os machos); e os Hematopoiéticos (linfomas e leucemias).

Infelizmente, o câncer é uma doença que tem sido cada vez mais comum entre os cães. Usualmente a doença ocorre em animais mais velhos (acima dos 10 anos de idade), porque a maioria dos tumores são consequências de alterações genéticas (mutações) que são adquiridas ao longo da vida.

Portanto, a maior longevidade dos nossos animais pode ser uma das explicações. Até o final da década de 90 os cães viviam, em média, de oito a 10 anos e, hoje, já chegam ou ultrapassam os 12 anos. O que faz com que surjam, mais frequentemente, doenças que são comuns ao homem, acometidas pela velhice.
Não há uma causa única para o surgimento do câncer no organismo. Normalmente, é uma junção de fatores que encontram terreno fértil para o desenvolvimento da doença. Quando as causas são genéticas, doenças pré-existentes ou um desequilíbrio hormonal, às vezes foge à nossa capacidade de protegê-los. Até mesmo um vírus, com potencial de induzir tumores, pode desencadear a doença. E ainda há muitos efeitos carcinógenos desconhecidos.
Mas a qualidade da alimentação, exposição a substâncias químicas (como o cigarro, por exemplo) e até mesmo traumas e estresse, são fatores sob os quais temos responsabilidade e podemos controlar.
 
Para tentarmos proteger nossos mascotes desse mal, devemos observar as condições e o estilo de vida que os proporcionamos. Tomar cuidado com o sol (por causa do câncer de pele), evitar a obesidade, não fumar próximo ao animal (está provado que ele acaba sendo um fumante passivo), praticar atividades físicas, castração (especialmente no caso das fêmeas) e alimentação de boa qualidade são alguns dos cuidados que podem salvar as vidas dos nossos animais. Ah, e faça consultas e exames periódicos de check-up; já que  uma doença desse tipo pode acabar sendo descoberta em um exame rotineiro, abrindo espaço para que um tratamento seja iniciado de forma imediata.
Hoje, a oncologia veterinária é uma das especialidades em destaque e uma das de maior número de atendimento em clínicas e hospitais veterinários.
 
 
O tratamento oncológico tradicional, normalmente, baseia-se na cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

A cirurgia é considerada a principal abordagem (aproximadamente 70% dos casos) no tratamento dos tumores sólidos (aqueles que formam nódulos e massas). É extremamente recomendável que o cirurgião seja um profissional habilitado para realização das técnicas de exérese (extirpação) e reparação (plástica) do paciente.

Em alguns casos, a cirurgia é realizada como tratamento único, porém, existem outras situações em que a possibilidade de disseminação do câncer para outros órgãos (disseminação metastática). Nestes casos, a quimioterapia fica indicada como tratamento complementar, visando melhor controle da doença e o aumento da sobrevida do paciente.-

Para os casos de tumores hematopoiéticos (linfomas, leucemias, mielomas) , tumores venéreos transmissíveis em cães (TVT) e/ou cânceres avançados (sem possibilidade de cura) – a quimioterapia é a principal terapia de eleição. E, embora exista inicialmente uma certa apreensão relacionada aos efeitos colaterais que o tratamento quimioterápico possa desencadear, na prática vem se observando que os efeitos em cães e gatos são muito mais sutis e melhor tolerados pelos animais do que por pessoas submetidas ao mesmo tratamento.

A radioterapia, embora não muito utilizada no Brasil, pode ser particularmente útil como tratamento adjuvante após a cirurgia, tumores de crâneo ou ainda como terapia paliativa para tumores inoperáveis.
Embora a oncologia veterinária seja uma especialidade que ofereça opções diversas para o tratamento do câncer em cães e gatos, vale salientar que a melhor e mais efetiva forma de tratar o câncer é diagnosticá-lo precocemente para que as chances de cura sejam maiores. Portanto, cuidem muito bem dos seus precisos amiguinhos e fiquem atentos a quaisquer sinais de que algo não vai bem. Procure, imediatamente o seu médico veterinário de “vocês”.


Fontes:
Site da ONCOCANE e Dra Renata Sobral (www.renatasobral.com.br)

 

Bom, eu poderia questionar as razões, dizer que preferia que fosse comigo a acontecer com ela, poderia me lamentar, poderia me revoltar... Mas de que adiantaria?! Questionamentos não vão resolver a situação. Se fosse comigo, quem cuidaria dela? Revolta e lamentações só vão tornar as coisas ainda mais pesadas e doloridas.

O desafio estava ali, a um palmo da minha cara. A Cléo não fugiria se tivesse que brigar por mim. Portanto, não seria eu quem iria fugir dessa briga por ela.

Afinal, qual é o tipo de câncer dela? Qual será o tratamento escolhido? Estas e mais algumas questões, nós vamos compartilhar com vocês nos próximos posts.

O que posso adiantar é que ela está bem, feliz e cheia de energia, como sempre foi, essa guerreira. E nós vamos, junto com vocês, aprender a lidar com esse “fantasma” e tirar de mais essa lição o melhor que pudermos. Algumas coisas nós já sabemos, outras informações virão com o tempo. A única coisa certa é que, enquanto ela estiver ao meu lado, não lhe faltará amor, carinho e atenção.

Um passo de cada vez... E, juntas, chegaremos o mais longe que pudermos.

 

Larissa Rios

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Bra.do: clientela caninamente fiel



Aha, uhu, o deck tá liberado!!
 
Recebemos o convite para visitarmos o Restaurante Bra.do (sim, se escreve com esse pontinho ai no meio da palavra mesmo). A minha mamys já conhecia, de uma vez anterior em que ela, traiçoeiramente, esteve lá sem levar nenhum mascote – nem eu, nem a minha maninha, Cléo. Aumpff mas, desta vez, o convite foi completo e bem claro... era para conhecermos a hospitalidade animal do estabelecimento e, se aprovássemos, concederíamos o SELO PET FRIENDLY da Turismo 4 Patas. 

SE aprovássemos ?!! Nem tivemos alternativas. Assim que chegamos, todos os sorrisos se abriram – dos funcionários aos clientes que ali estavam na hora do almoço. Tá bem que a minha luz e beleza caninas irradiam onde eu chego (ahahah a modéstia também), mas não era somente por causa do meu charme não. Cachorro percebe direitinho quando a “jogada é ensaiada”, viu gente ? E, nesse caso, a coisa foi mesmo natural. Eles estavam felizes em me ver ali, como provavelmente ficam quando recebem qualquer outro peludo (mas vamos fazer de conta que comigo foi especial, só para não afetar a minha altíssima-estima).
Deck frontal: área pet friendly

Mesa coletiva

Tô bem de recepcionista canina?

Anna Lu, recebendo nosso Selo Pet Friendly
"Tio Caetano, para de me apertar e concentra na foto?!"


Fomos rapidamente recepcionadas (eu, a minha mamys e a Tia Clarissa, que nos acompanhou) e encaminhadas ao deck, que é a área pet Friendly. O deck é de madeira, com cerca de 4 mesas (todas podem ser ocupadas por tutores com pets), e fica logo na parte frontal do restaurante, com vista para o movimento da rua Joaquim Antunes. É um espaço confortável para a permanência dos pets, especialmente os pequenos e médios. Se a maioria for de porte grande, podem  ocupar também a mesa coletiva, que fica na parte externa, logo à entrada do estabelecimento. O espaço da distância entre as mesas é pequeno, portanto se o seu peludo não é lá muito sociável com outros animais, esteja atento às aproximações. De qualquer maneira, mantenha o seu pet  sempre preso à guia. Nunca permita que ele fique solto, circulando pelo restaurante, mesmo que a área seja liberada à permanência dele. Versátil, o teto do deck pode ficar aberto para os dias mais frescos ou fechado em dias de muito sol ou chuva. Portanto, o Bra.do é opção para qualquer estação.

Mal tínhamos nos acomodado à mesa, surgia o Tio Caetano com um pode de água fresquinha e um saquinho de petiscos, só pra mim. Alias, o Tio Caetano não desgrudava de mim... volta e meia, estava ele me dando atenção, um carinho e até posamos para uma foto juntos. E olha que ele me confessou que, antes de trabalhar no Bra.do, morria de medo de cães, pois foi atacado por um. O dia a dia no atendimento da clientela peluda serviu de terapia, mandou o medo pra bem longe e trouxe o Tio Caetano para bem pertinho dos animais. O deck é o campo de atuação dele. Chegou peludo no restaurante, quase certeza que será atendido pelo Tio Caetano.

No saquinho de petiscos, uma espécie de cartilha personalizada e muito bem-humorada, elaborada pelos proprietários do restaurante, com dicas de comportamento e segurança para a permanência dos pets. Minha mamys não deixou eu abrir o saco e comer os petiscos porque disse que tinha que fotografar antes, pode gente?!


Olha lá, nosso selo bem na entrada: com louvor!

Logo depois, surgiu a Tia Anna Lu, proprietária do restaurante, que veio nos conhecer e num rápido e simpático bate-papo nos contou que ela e seu sócio são apaixonados por animais e sempre permitiram a presença dos mascotes ali. Aos pouquinhos foram se aperfeiçoando, buscando adaptações ao espaço e serviços e, sempre que podem, realizam eventos especiais, como happy hours, focados na reunião de cães e tutores. Ela disse que nunca teve grandes problemas por conta da aceitação dos animais no espaço. Vez ou outra, algum cliente que chegue ali e não consiga uma mesa no deck pode reclamar... mas vai ter que ter um pouquinho de paciência e aguardar uma mesa vagar ou sentar-se na parte interna, pois os direitos e preferências são iguais. A maioria das pessoas já sabe que o lugar é pet friendly. Aos finais de semana, não é raro passar por ali e ver o deck dominado pelos frequentadores de 4 patas.

Sua clientela é fiel, pois sabe que ali os mascotes são mais que bem-vindos e a divulgação “boca a boca” surte cada vez mais efeito.

"Humm ... achei a cara desse prato animal!"
 

"Mas prefiro meus petiscos!"

       
Quanto à comida? A cozinha segue a linha consciente e variada, que valoriza o orgânico, com raízes espanholas e de outras origens, sob o comando do chef Pedro Vita. Infelizmente essa parte eu não consegui avaliar, pois minha mamys não quis dividir o prato dela comigo... aumpfff. Mas, pela cara do prato (e da minha mamys enquanto o degustava), com certeza tava bom pra cachorro!!

SELO PET FRIENDLY concedido, com louvor!!
 
Alegria

 

BRA.DO RESTAURANTE

Rua Joaquim Antunes, 381 – Pinheiros
São Paulo – SP

Serviço Animal: Aceita pets de todos os portes, nas mesas do deck frontal ou na mesa coletiva externa. Oferece água fresquinha e bifinhos. Atendimento simpático e atencioso.

Veja mais informações no site da Turismo 4 patas, Clique AQUI

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

VOU DE TAXI – UBER PET E 99 TAXIS: APLICATIVOS PET FRIENLDY



E a “onda” pet friendly está se espalhando por todos os tipos de serviços e estabelecimentos. É muito legal saber que diversos restaurantes, shoppings, bares, e demais locais, estão abrindo suas portas para nos receber com nossos mascotes.

Nossa vontade é sair explorando por todos os cantos... Mas nem todo mundo tem carro, né? Ou, se a ideia for tomar uma cervejinha com os amigos, levando o dog a tiracolo, não dá para ir dirigindo (álcool + volante, não é uma combinação legal, lembra?!). Então, como nos locomovermos com nossos animais?

Pois é, a moda agora é o taxi pet friendly!!

Os dois maiores aplicativos de taxis disponíveis no mercado resolveram aderir e oferecer esse diferencial. Então, eu (Larissa Rios) e a nossa mascote, Alegria, fomos lá testar os serviços.

Há algum tempo, a empresa 99 Taxis já havia incluído o filtro “animais de estimação” dentre as seleções para você chamar um carro, mas pouco se ouviu falar sobre a novidade. Depois, foi a vez do Uber anunciar, aos quatro cantos, o Uber Pet. OK, duas opções ao alcance de um clique... ou dois.


                               Aplicativo 99 Taxis: Opção "Permite Animais"


Alegria, de co-pilota

Optei pela 99 Taxis para iniciarmos. No aplicativo, na seção de “opcionais”, você encontra o filtro “Permite Animais”. Não demorou quase nada para o carro estar à disposição na nossa porta. Mas, quando me aproximei com a Alegria, não teve como não notar a surpresa na expressão do motorista. Ok, ela é grande. Tá, ela é muito grande. Mas, não havia nenhuma informação sobre portes durante a utilização do aplicativo. Eu perguntei se ele não transportava animais de estimação, pois foi esse o filtro da minha solicitação. E ele respondeu que sim, mas que ela era grande e iria sujar o banco do carro, e sugeriu que eu trouxesse um pano ou toalha para forrar o banco. Respirei fundo e resisti à minha vontade de desistir da “missão”. O que foi muito bom, pois, diante da minha insistência (argumentei que não havia nenhuma informação no aplicativo sobre isso), ele muito educadamente, cedeu e só pediu que eu a colocasse no cantinho do banco, quietinha. Nem precisei de muito esforço, pois a Alegria é super acostumada a andar de carro e, normalmente, vai quietinha, deitada. Poucos minutos depois, o nosso motorista da vez já havia se rendido aos encantos da Alegria e ela seguia observando o trajeto com a cabeça encostada no ombro dele. E engatamos uma gostosa conversa sobre cães, sobre o meu trabalho na Turismo 4 Patas e o mercado pet friendly. Expliquei algumas coisinhas sobre o transporte animal e, quando nos deixou no nosso destino, ele não somente se preocupou com o local onde iriamos desembarcar, como também ajudou a Alegria a sair do carro, e ainda me disse que iria, dali, direto a uma pet shop comprar a capa para o banco do seu carro. Percebi que um pouquinho de informação e treinamento resolveriam. Porque boa vontade e carinho pelo que faz, ali tinha de sobra.
Aplicativo Uber: Opção UBER PET


"Nossa, mamys, você viu?! Ele abriu a porta pra mim!!"

No trajeto de volta, foi a vez de testarmos a UBER PET. Para utilizar, basta selecionar a opção “Uber Pet” no aplicativo. A tarifa do Uber Pet é a mesma do Uber Black. A expectativa era grande, confesso. Em aproximadamente 3 minutos, estava lá o carrão preto a postos. Nos aproximamos, e o motorista, muito bem vestido e educado, prontamente retirou a capa do porta-malas e forrou o banco traseiro. Capa novinha e limpinha, patrocinada pela parceria do aplicativo Uber com a marca Zeedog. Alias, como nova usuária do Uber Pet, utilizei o código de desconto anunciado pela Zee Dog para a primeira corrida e funcionou direitinho. Bom, nosso trajeto de volta foi um pouco mais demorado devido ao transito turbulento do horário. Mas a Alegria, depois de fazer amizade com o motorista e ganhar uns afagos dele, caiu no sono e só acordou na porta de casa, onde seu novo amigo fez questão de lhe abrir a porta, no esperado estilo (e bota estilo nisso) Uber de servir.
Essa vida de mascote cansa ehehhe

No final das contas, aprovamos os dois serviços. Sendo que, um pouquinho de investimento no treinamento e informação dos prestadores da 99 Taxis, seria muito bem-vindo. Nós demos a sorte de pegarmos um motorista legal que, superado o susto inicial, entrou no clima e se esforçou para nos dar um bom atendimento. Mas não sei se seria a mesma coisa com outro motorista. Com a Uber fica muito claro o padrão da qualidade no atendimento e que o prestador estava muito bem instruído.

Também acho que falta informação, sobre os portes e quantidades de animais aceitos. As regras gerais para uso dos serviços estão no site da UBER (mas poderiam estar mais visíveis nos aplicativos). Da 99 Taxis não encontramos.
(PS: Infelizmente o UBER retirou a opção UBER PET do aplicativo :-( Hoje, conseguimos encontrar alguns motoristas Uber que aceitam transportar animais, mas essa informação não consta oficialmente no aplicativo. Não sabemos o motivo da exclusão do serviço.)

De modo geral, determinam que  os animais devem ser acompanhados por um tutor e que, no caso de necessidade de limpeza do carro (decorrente de (urina, fezes, vômito, etc.), após utilização, os usuários deverão arcar com a taxa de limpeza. Isso não inclui pelos ou manchas nos vidros.

Ah, e as empresas também lembram, em seus regulamentos, que é de responsabilidade exclusiva do usuário garantir que os animais estejam devidamente presos/seguros durante a viagem. Mas em nenhum momento, algum dos motoristas solicitou, questionou ou ofereceu o uso do cinto de segurança animal. Portanto, lembre-se de levar o seu. Pets não devem ser transportados soltos dentro dos veículos. Cinto de segurança apropriado, cadeirinha ou caixas de transporte garantem uma viagem confortável e segura para todos, incluindo o seu mascote.  E lembramos que, além de tudo, isso configura infração no código de trânsito brasileiro.

Tabela comparativa dos itens avaliados (lembrando que a avaliação é baseada numa experiência pessoal, nossa, e de acordo com os serviços prestados neste dia.)


Ficamos muito felizes com mais essa opção de serviços pet friendly. Agora, pets e tutores têm ainda mais facilidade e acessibilidade para curtirem os passeios juntos, em todos os cantos da cidade.


Larissa Rios
www.turismo4patas.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SELO PET FRIENDLY PARA RESTAURANTES - BISTRÔ VEGANO “TROQUEI FRITAS POR SALADA”

      

Quem conhece e acompanha o trabalho da Turismo 4 Patas sabe que atuamos no mercado buscando sempre um crescimento sustentável do movimento pet friendly. Ou seja, atendemos ao público – que são os tutores de pets – levando indicações de locais onde seus mascotes são bem vindos e também informações que os conscientizem sobre a importância de educarmos nossos animais e sermos responsáveis pelo comportamento e conduta deles, especialmente quando frequentamos locais públicos, onde nem todos os frequentadores são pet lovers. Por outro lado, sabemos que é imprescindível o preparo e a qualificação dos locais que se dispõem a receber esse público, através do treinamento dos seus funcionários e/ou da adaptação dos seu serviços e estrutura. Desta forma, todo mundo convive e compartilha dos espaços em harmonia.

Essa é a proposta do SELO PET FRIENDLY da Turismo 4 Patas: preparar e qualificar estabelecimentos pet friendly mostrando para eles a diferença entre “aceitar e receber”.
Até agora, nosso Selo era concedido somente aos meios de hospedagem. Hotéis e pousadas que se adequaram aos critérios estabelecidos e cujos funcionários passaram por um treinamento com um representante da T4P.

O mercado pet friendly vem crescendo e a oferta de restaurantes e outros tipos de estabelecimentos acompanham essa expansão. Eles também precisam se preparar, pensei eu. E assim, surgiu o nosso SELO PET FRIENDLY para restaurantes. Com um processo bem mais simples do que os meios de hospedagem se submetem, mas não menos qualificado. Um estabelecimento que se dispõe a se certificar através de uma empresa especializada, mostra, antes de tudo, respeito pelo público que ele se propõe a receber. Isso mesmo, ele quer RECEBER! E com certeza fará isso com muito mais preparo, qualidade e segurança, pois aprenderá com a nossa experiência e nossos conhecimentos, que serão compartilhados através do nosso treinamento e consultoria constante.
 
                                                                                        Hospitalidade Animal  
 Expo Celebridade Vira Lata
                                                              Feira de Adoção Amiguinhos de São Chico    
                                                                                           Stand CatLand
 
Os "cãovidados"

E assim foi a estréia do nosso SELO para restaurantes: numa tarde animal, inaugurando o deck pet friendly do “Bistrô Troquei Fritas por Salada”. O restaurante oferece alimentos funcionais e vegetarianos, além de ter muitos produtos veganos e sem glúten. O cardápio conta com opções de café da manhã, almoço e jantar, além de lanches de pré e pós-treino. Oferece ainda geleias artesanais, chocolates funcionais, sucos naturais, salgados integrais e cafés, do tradicional espresso ao capuccino com leite tradicional ou vegetal. O deck frontal foi equipado com ganchos para segurar as guias dos pets, dispenser cata-cacas patrocinado pela Turismo 4 Patas e Keldog, lixeira exclusiva para dejetos animais e tigelas com água fresquinha. Sem falar na hospitalidade...ah, podem chegar, cães de qualquer porte são muito bem vindos nas mesas do deck!

A tarde teve direito ainda a stands da Ong celebridade ViraLata e Catland, animais para adoção do Abrigo Amiguinhos de São Chico, biscoitos Panela da Bela e organização da C2m Gestão da Hospitalidade. A academia Pro 120 Moema é o point.
 
Entrega do 1º SELO PET FRIENDLY da T4P para restaurantes no Brasil

                                          
 
Endereço: Praça Nossa Senhora Aparecida, 76, Moema  - São Paulo (SP)

Veja mais informações AQUI
 
oferece alimentos funcionais e vegetarianos, além de ter muitos produtos veganos e sem glúten. O cardápio conta com opções de café da manhã, almoço e jantar, além de lanches de pré e pós-treino. Oferece ainda geleias artesanais, chocolates funcionais, sucos naturais, salgados integrais e cafés, do tradicional espresso ao capuccino com leite tradicional ou vegetal

Larissa Rios
Turismóloga e Fundadora da Turismo 4 Patas

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

TEM CACHORRO NO SALÃO


Fiquei bem de recepcionista canina?
 
Tudo começou quando a Juliana Tsai, relações públicas do Headmasters, o mais luxuoso e moderno salão de beleza do bairro do Ipiranga (em São Paulo, capital), decidiu levar sua mascote Pi, uma cachorrinha da raça Maltês, para o trabalho.

O Headmasters pertence a 4 sócios, todos eles tutores e apaixonados por animais. Então, a ida da Pi para o trabalho, juntamente com sua dona, não causou nenhum estranhamento entre a equipe de funcionários. Tampouco causou reações adversas entre os clientes. Ao contrário! Aos pouquinhos, outros mascotes começaram a “dar o ar da graça” entre secadores, esmaltes e salas de depilação. E assim, sem nenhuma estratégia elaborada, o Headmasters tornou-se um salão de beleza pet friendly.

A equipe da Turismo 4 Patas recebeu o convite da Juliana para uma visita ao estabelecimento e, confesso que, em principio, encarei mais como um desafio do que uma simples visita, pois a ideia de levar um animal de estimação para um salão de beleza não me parecia muito adequada. E, desafio maior ainda, seria fazer essa visita com a nossa mascote Alegria, uma “pequenina” e serelepe Golden Retriever de quase 40 kg.

 Sala reservada, caso seja necessário. E a Juliana, rendida aos encantos da Alegria ;-)

Petiscos e kit de utilidades
 
De cara, o Headmasters já quebrou logo um tabu ainda muito presente (infelizmente) na maioria dos estabelecimentos que aceitam animais: lá, qualquer cães, de QUALQUER PORTE ou RAÇA, são muito bem-vindos. MESMO! O importante é que o animal seja comportado, dócil com outras pessoas e sociável com outros cães.  “Acreditamos e confiamos no bom-senso dos tutores”, me respondeu Juliana. E, segundo ela, nunca houve qualquer problema ou incidente por ali.

Vez ou outra, é verdade, alguma cliente menos chegada a animais deixa escapar uma expressão ou postura que indica o desconforto com a situação (normal! Nem todo mundo gosta de animais e há pessoas que têm medo. Todos devem ser respeitados) e, quando isso acontece, a equipe prontamente sugere para o animal e sua tutora alguma sala mais reservada, onde poderão ficar a vontade.
 "Deixa a minha mamys bem ainda mais bonita, tá tio?"
 
"Affff que soninho. Quando é a minha vez?!"

O animal pode ficar solto, se assim for de preferência e é bastante paparicado com petiscos, água fresquinha e muito carinho. Um kit com produtos chave como tapetinho higiênico, fraldas para cães e pó seca-xixi fica sempre a postos, caso seja necessária a utilização.

E, para minha surpresa, a Alegria se comportou muito bem. Ficou tranquila, deitada (pra não dizer, esparramada) no chão fresquinho do salão, enquanto o Maurício Kitahara (um dos sócios) cuidava dos meus cabelos. De vez em quando ia cumprimentar algumas clientes e voltava ao seu posto para receber carinhos. Ficamos ali por cerca de 1 hora e por todo tratamento que ela recebeu e qualidade do ambiente, ao contrario do que eu pensava, não foi uma experiência estressante ou entediante para ela.

Como sempre dizemos, para qualquer local a ser visitado com o seu pet, é preciso certificar-se de que o programa seja adequado ao perfil do seu animal. Tenha a certeza de que não colocará em risco a segurança e o bem-estar dele. Assim como também a segurança e o bem-estar de outros frequentadores. Eduque o seu mascote, o tenha sob controle e assuma uma dose de bom-senso. Desta forma, vocês poderão frequentar qualquer ambiente juntos... até mesmo um salão de beleza! ;-)
 Água fresquinha e muito carinho
 

Sobre o Estabelecimento:
Headmasters, o mais luxuoso e moderno salão de beleza do Ipiranga, busca trazer aos seus clientes o que há de melhor no mundo em tratamentos e cuidados para os cabelos.
Temos uma equipe de profissionais altamente qualificados, formados e especializados pelas mais conceituadas academias, sempre prontos para lhe atender e superar suas expectativas.
Trabalhamos em parceria somente com as mais renomadas marcas do mercado. L'oreal, Redken, Kérastase e Wella, sempre buscando excelentes resultados.

 
Com o Maurício Kitahara: Prontinhas!!!


Saiba mais sobre o Headmasters e sua politica Pet Friendly em nosso site. Clique Aqui

 

Larissa Rios

Turismo 4 Patas

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

AMOR NÃO TEM IDADE


 
Já estou com a fuça toda branquinha
 
Pois é, o amor não tem idade. Não tem tamanho, não tem cor, não tem religião, não tem fim. Pelo menos não deveria ter. Pelo menos, para mim, não tem.

Os anos passam. Passam rápido. Lembro, como se fosse ontem, de quando eu era uma bolinha de pelos...quando estava ainda em meio aos meus irmãozinhos caninos, quando vi minha dona pela primeira vez e a escolhi. Contei isso para vocês AQUI no blog, e parece que foi ontem que escrevi aquele texto. De lá pra cá, tanta coisa aconteceu. Tanta coisa eu vivi. E aprendi. E outras me neguei a aprender, por pura birra mesmo ehehhe

A idade avança, marca presença e, com ela, algumas coisas mudam. Todos os seres evoluem com o tempo, inclusive nós, caninos. Às vezes a idade nos traz coisas boas, experiência, maturidade, tranquilidade. Outras vezes, nos traz algumas penalidades físicas, doenças, limitações. É a regra do jogo, é natural da vida.

No auge dos meus 8 aninhos e mais alguns meses, eu já não sou mais aquela cachorra que topa qualquer parada. As vezes eu prefiro ficar na minha, tirando uma soneca mesmo. Já não posso me aventurar por qualquer trilha, meus passos não são mais tão seguros. São meio cambaleantes e, muitas vezes, manco bastante por conta das dores que a displasia e as artroses e artrites que a idade me trouxe. Já não sou mais tão tolerante, resmungo, dou broncas. Não corro enlouquecidamente atrás da bolinha jogada... até tento, mas não consigo. Necessito de cuidados especiais, alimentação especial, tratamentos e terapias que ocupam bastante o tempo da minha dona e dão uma certa desequilibrada na conta bancária dela.

Mas eu também me doei inteiramente, enquanto pude. Eu fui aquela que se enfiou no meio do mato, inúmeras vezes, para desbravar trilhas desconhecidas com ela. Eu fui a que a inspirou e motivou a criar e seguir em frente num projeto profissional de coração. Eu a acompanhei, inúmeras vezes, trote a trote, em suas corridas, porque ela precisava se exercitar... eu não, sempre fui esbelta eheheh. Eu me jogava, sem pestanejar, sem nem olhar de onde, quando ela atirava uma bolinha, só pra ver o seu sorriso no rosto. E fui eu quem lambeu suas lágrimas tantas vezes que a vi chorar. Eu tenho o dom, até hoje, e cada vez mais afinado, de tranquiliza-la somente com o olhar. E é com esse olhar que quero dizer para ela que, assim como eu fiz caninamente a minha parte, ela vem fazendo humanamente a sua. Retribuindo, com a mor e cuidado, todo amor e cuidado que eu dediquei a ela toda a minha vida. Que sou muito grata por ter encontrado uma dona como ela. Que, infelizmente, nem todos os meus “irmãos de pelos” têm a mesma sorte que eu... muitos, quando chegam a minha idade, são abandonados à própria sorte ou não recebem os cuidados necessários. Porque dá trabalho, porque tem custos ou porque os seus donos não estão a fim de lidar com isso. Eles não se atentam para o fato de que, um dia, também serão idosos, e, em suas devidas proporções (considerando a diferença entre humanos e animais) terão as mesmas necessidades de cuidados.

Hoje fiquei muito feliz quando minha dona me falou que assistiu o video “Novo Amor Velho”, idealizado pela Animália Fotografia de Animais, projeto que une fotografia de animais de estimação e produções audiovisuais voltadas a causa animal. O curta-documentário relata e explora o mundo dos cães que são descartados na rua porque ficaram "velhos demais", mas também conta como esses velhinhos são resgatados por mulheres maravilhosas, que dão amor e dignidade até o fim de suas vidinhas!



Pois é, a minha dona já tem a velhinha dela. Quem sabe você, que está lendo esse texto agora, não considera a possibilidade de ter um velhinho em sua vida também?


Velhinha e muito feliz!
 
 
Veja o Video “Novo Amor Velho” e se emocione!



  Para conhecer melhor o projeto Animalia, clique AQUI


  Cléo