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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

RONCO DO BUGIO: HOSPEDAGEM PET FRIENDLY SUPER PREMIUM

Pensa num lugar...


Pensa num lugar onde a sua recepção é digna de uma majestade. Pensa que, durante a sua estadia, muitos mimos serão destinados a você. Pensou?! Agora multiplica isso por 2. Multiplicou?! Não, pera, ainda não acabou! Agora imagina todo esse tratamento VIP estendido também para o seu pet. SIM, o seu mascote não somente é aceito como seu companheiro nessa hospedagem, mas também é tratado como um rei.

Não, eu não estou sonhando, nem surtando. Nem você. Esse lugar pet friendly existe e se chama RONCO DO BUGIO – Pouso e Gastronomia.

Localizada no município de Piedade (SP), a cerca de 110km de distância da capital paulista,  a pousada faz parte do seleto grupo de estabelecimentos do Roteiro de Charme e tem como principal proposta te desconectar do mundo lá fora e te colocar numa verdadeira imersão em meio à natureza, sem abrir mão do conforto, da experiência gastronômica e do requinte.

Pode morar aqui?

Conforto em todos os detalhes

Hospitalidade para humanos e animais

Kit para Hospedagem Pet

Espaço para explorar é o que não falta
Suite 11: nossa morada estilo caipira chique com quintal privativo

Pra relaxar

São 15 suítes, todas com estilo e estrutura exclusivos que promovem uma experiência singular de hospedagem com muito conforto e privacidade. Quase sempre, estão ocupadas por hóspedes acompanhados de seus mascotes.

Eu e a Alegria fomos convidadas a passar 24hs lá e aproveitarmos para reavaliar os critérios que levaram a Ronco do Bugio a receber o SELO PET FRIENDLY CATEGORIA SUPER PREMIUM da Turismo 4 Patas em 2013 e mantê-lo até hoje.

Ficamos hospedadas na suíte 11. Com cerca de 80m2, a estrutura e sua decoração super cuidadosa e original lembra as casas paulistanas de antigamente, fazendo com que o hóspede viaje no tempo e relembre a época em que São Paulo era uma vila e a vida mais sossegada. Bom, como eu não sou nascida em São Paulo, não tenho muitas referências da tal época mas foi bem interessante ter contato com esses detalhes culturais. Detalhes, aliás, são o ponto forte no atendimento e nos serviços do Ronco do Bugio... A começar pelo aparelhinho que exala um cheirinho gostoso de citronela por todo o ambiente do quarto, a porçãozinha de mousse de chocolate deixada com uma cartinha de boas-vindas do chef e o kit pet que esperava a Alegria com toalhas, manta, biscoitos, saquinhos para dejetos, um lindo comedouro e container para armazenar a sua alimentação, se necessário. Lá fora, um quintal delicioso e totalmente cercado para que pudéssemos desfrutar de mais momentos de relaxamento juntas.

Todas as suítes possuem quintais cercados para segurança dos pets. E eles, os hóspedes pets, são considerados em cada cuidado, em cada espaço em cada serviço. Podem circular livremente por toda a gigantesca área verde do hotel, exceto em áreas comuns como dentro do restaurante ou na piscina dos humanos. Mas, podem acompanhar seus tutores durante as refeições, em um dos salões ou nas mesas que ficam na gostosa varanda. E sempre recebem um mimo (mais um!). Em uma das minhas refeições, Alegria ganhou um potinho com água e pedrinhas de gelo e, no café da manhã, uma porção de frutas cortadinhas só para ela.

Agua fresquinha e rede na sombra
São Francisco dá as boas-vindas e toda a decoração também


Slow e confort food: pra comer com a boca e os olhos

Até a Alegria ganhou refeições
 
Sim, eles nos acompanham à mesa

Um dos lados do deck da piscina humana é pet friendly e seu mascote pode ficar do seu ladinho enquanto você curte um banho de sol ou uma leitura na espreguiçadeira. Mas se ele quiser nadar, é só passar pelo portãozinho de madeira ali próximo e encontrarão uma piscininha natural só para os pets!! Não é demais?! Se vocês derem sorte, como nós, ainda poderão encontrar a Flor, uma simpática Golden Retriever, que, em alguns finais de semana, faz as honras da casa como mascote do hotel.

Da piscina para a experiência gastronômica, no restaurante do Ronco (que também atende ao público externo, mediante reserva), a culinária alia técnicas contemporâneas ao estilo slow e confort food que traz à nossa mesa pratos deliciosos e lindos. Para comer com a boca e os olhos. Não teve um prato que eu pedisse que repetisse a decoração. E os sabores... hummmm.

Piscina para humanos com deck pet friendly

Deck Pet Friendly
Piscina natural exclusiva para os pets


A mascote, Flor, fez as honras da casa. Ou melhor, da piscina.

Bom, mas e a parte da aventura, Larissa?! Claro que não poderia ficar de fora. Teve aventura, sim!

Você pode escolher uma das diversas trilhas que percorrem a mata Atlântica, desde o roteiro de meia hora até uma pequena cachoeira até três horas de duração. Pode escolher ir a pé ou de bike. Como quiser. Há sempre um guia a postos para te acompanhar.

Fizemos uma trilha de aproximadamente 3 horas, no total, onde passamos por trechos de mata fechada, fizemos uma parada na cachoeira e seguimos até o mirante. No caminho, uma pausa para contribuirmos com uma das muitas ações de sustentabilidade que o Ronco do Bugio mantém para minimizar o impacto ambiental.  O projeto de neutralização do carbono, foi referenciado pela ONU como uma das melhores práticas no turismo sustentável e propõe aos hóspedes plantarem uma árvore como forma de neutralizar a sua estadia. Com isso, muitos trechos da mata local já foram reflorestados. Nós plantamos o nosso pé de Pitanga.

Trilha e Plantio de árvore

Simbora

Cachoeira


Mais trilha!
Alguns desafios de leve...para chegar na melhor parte

Mirante!!!

Curtindo o visual com nosso guia e companheiros de aventura!

A trilha pode ser considerada de nível intermediário. Não é longa mas é de terreno irregular e com muitas inclinações, por isso, talvez não indicada para todas as pessoas e pets. Avalie antes se você e o seu mascote possuem resistência e capacidade física. Do contrário, desfrutem dos muitos outros espaços disponíveis para caminhadas em meio à natureza. Nós conseguimos chegar até o mirante e fomos presenteadas com um visual deslumbrante. Valeu a pena, mas custou um pouquinho.

De lá de cima, conseguimos ter a real idéia da essência desse lugar. A acolhida está em todas as suas formas. Na maneira como a mata abraça as construções da propriedade; na forma como os animais convivem pacificamente, sejam os moradores locais ou os visitantes pets; no cuidado em preservar e recuperar a natureza; no respeito ao utilizar os recursos naturais que são empregados nos materiais de higiene e limpeza, na decoração ou no preparo dos alimentos; no fomento da empregabilidade na região; no carinho dispensado aos seus hóspedes, humanos e caninos. É a hospitalidade pet friendly no nível máximo. Categoria Super Premium com louvor. ;-)

Para voltar pra casa com esse visual na lembrança.



Larissa Rios
Turismóloga, Fundadora da Turismo 4 Patas e especialista em Hospitalidade Animal




EXPEDIÇÃO PET FRIENDLY T4P

Agradecimento: Ronco do Bugio – Pouso e Gastronomia
Apoios: Dog´S Care, Pet Delicia, Preserva Mundi
Patrocínio: Megamazon





VEJA NOSSO VÍDEO




terça-feira, 9 de abril de 2013

Peregrina de 4 Patas


Cléo: Tudo bem, Tia Dalila, antes de tudo, me conta um pouquinho sobre a sua matilha...digo, família...quem são os integrantes?

Dalila: Oi Cléo, tudo maravilhoso. Nossa matilha/família é constituída de três lindos anjos peludinhos que me tiram da rotina diariamente, me proporcionam momentos de descontração e relaxamento, alem de receberem o “papai” todos os dias balançando o corpo não a cauda. São eles: Pepper a mais velha e professora dos demais, com 8 anos, da raça Border Collie, depois vem a Pet que é minha cão terapeuta com 5 anos, uma linda SRD e por ultimo, o Tiquinho um muleke muito carinhoso, com 1 ano e 5 meses, ele é um daqueles príncipes SRD.

 
Dalila e sua matilha
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Cléo: Sei que você costuma viajar com eles....pra onde já foram?

Dalila: Sim viajamos juntos sempre que é possível, quando não ficam na casa da “vovó” J. A Pepper por praticar agility viaja mais vezes para as competições, sempre que possível Pet e Tiquinho vão torcer pela irmãzona. Nossos roteiros são campo, praia e cidades históricas.

Cléo: Ah, Tia, ouvi falar que a Pepper já te acompanhou numa tal de “peregrinação”. E verdade??!! Como é isso??

Dalila: Cléo, sempre sonhei em fazer o Caminho de Santiago. Quanto a Pepper chegou queria que ela fosse comigo, mas o “papai” dela não deixou, ele não aprova viajar com animais em aviões, como ele viaja muito a serviço, sabe que para os humanos o avião já é desconfortável, imagina para ela que tem que viajar em um compartimento onde não poderá ver ou sentir as pessoas que a protegem. Então comecei a fazer romarias e leva-la, foram três romarias como aquecimento e depois o Caminho do Sol.

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Cléo: Hummm...e porque outros cães não participaram?

Dalila: Na verdade Cléo acho que nenhum outro dono de cão pensou em fazer peregrinação em companhia de seu peludo. Por isso só a Pepper foi. Espero que depois desta nossa experiência, outros pensem e planejem bem, digo bem, por que é necessário um bom preparo, não só físico como de estrutura e acompanhamento. É necessário levantar todos os riscos que podem ocorrer quando se tem um companheiro que difere dos demais, a situação é totalmente diferente. A atenção, respeito e cuidados são redobrados.

Cléo: Me conta como foram os preparativos para essa viagem?

Dalila: Inicialmente pesquisei os caminhos que eu conseguiria iniciar e terminar, pois a Pepper com certeza faria com as patas nas costas J. Depois de definido qual caminho iria realizar, contatei os organizadores para saber como deveria proceder levando a Pepper. Isso há dois anos, pois sempre recebia desculpas de que os pousos não aceitam cães, que os demais peregrinos se incomodam em dividir os pousos com um cão, os dormitórios são conjuntos. Mas com o passar dos anos e a maior aceitação de cães em hotéis, restaurantes, shoppings e espaços comum, consegui convencer os organizadores a deixar a Pepper participar. Não posso deixar de citar que o Portal contribuiu muito para que hoje nossos peludos possam ter maior participação junto a nós.

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Cléo: E, o fato de levar a Pepper com você, causou algum problema?

Dalila: Sim, no inicio os pousos relutaram em aceitar um cão, um deles não abriu precedentes, foi o único dia que nos separamos dos demais peregrinos. Depois precisamos aguardar um grupo que aceitasse realizar o caminho na companhia de um cão. E por ultimo os organizadores estavam muito preocupados, no caminho há muitos cães soltos.

Cléo: E o que os outros “peregrinos humanos” acharam de ter a companhia de uma “peregrina de 4 patas”?

Dalila: Não preciso disser que a Pepper foi o centro de tudo e todos. Na noite que antecede ao inicio do Caminho, há uma reunião onde os peregrinos recebem as credencias, o colar símbolo do caminho e orientações, já neste momento a Pepper recebeu petiscos enviados pela esposa de um dos peregrinos, não preciso disser que eles são amantes de cães. Depois a cada pouso que chegávamos todos aguardavam ansiosos para conhecer o cão que acompanhava aquele grupo. Sobre os peregrinos do grupo, sem comentário, todos muito amáveis e solícitos.

Cléo: Ahhhh, tô adorando!!! Conta mais sobre essa jornada?? Quem sabe consigo convencer a minha mamys a ir também....

Cléo: Como a Pepper se comportou?

Dalila: Devo disser que ela foi uma lady selvagem J. Fez o caminho buscando sempre um acesso aos rios que atravessavam o caminho, afinal foram 11 dias de jornada, com temperatura que variaram de 6 °C a 35°C. Adorava caminhar acompanhando o peregrino que a presenteou com petisco no primeiro dia. Uma companheirona.

 
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Cléo: Foi preciso algum preparo fisíco especial antes da Pepper encarar essa caminhada?

Dalila: Cléo, a Pepper é como você um cão autleta. Alem de te acompanhar na maioria dos eventos do Portal, Ela pratica agility e caminha por uma hora de três a quatro vezes por semana . Sempre brinco com ela jogando bola ou frisbee para ela correr e pegar, ela não gosta de ficar parada, é ligada no 220, coisa da raça.

Cléo: Quais foram os cuidados que você teve com ela durante o percurso?

Dalila: Devido o caminho ser na maioria percorrido em área rural, o numero de cães soltos nas propriedades é enorme, sem contar os que vivem pelas ruas das cidades que cruzam o caminho. Minha preocupação era que ela fosse aceita pelos cães por onde passávamos. Como tenho um pouco de experiência com cães sempre me antecipava me impondo como líder da matilha, assim os demais cães se aproximavam faziam o reconhecimento canino como você sabe, assim todos tomavam seu curso.

Cléo: E o que a Pepper levou na bagagem?

Dalila: Este foi o tópico que mais me preocupei. Inicialmente porque eu quem teria que carregar o peso extra. Imagine que o peso da tua mochila para longas caminhadas não pode exceder a 10% do teu peso. Minha mochila deveria pesar 6 kilos, a minha tinha 11 kilos, pois tinha a ração , tapetinho onde ela dorme, toalha, sapatinhos caso tivesse que caminhar em solo muito quente ou que fosse prejudicar as almofadinhas dela, capa de chuva, petisco, estojo de primeiro socorros, medicamentos e muita água, devido não possuir moradias pelo percurso tínhamos que nos abastecer de água para podermos cruzar cada etapa. Levava água para beber e para poder esfriar o corpo da Pepper na ausência de rios ou riachos.

Agora tia Dalila, quero trocar alguns latidos com a Pepper...

Cléo: Pepper, tô morrendo de invejaaaaaaaaaaaaa...me conta, o que você achou dessa “Auventura”?

Pepper: Cléo você sabe que quando estamos com nossos donos tudo é maravilhoso, eles pensam muito em nós, buscam sempre o melhor, audoro muito ser uma cachorra aventureira. Adorei conhecer humanos que compartilham com minha dona o amor e carinho aos animais.

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Cléo: Do que você mais gostou durante o percurso?

Pepper: Além da companhia de minha dona e dos demais peregrinos adorei os rios, havia muitos rios atravessando o caminho, pude me refrescar e brincar. Cléo...esse caminho é do Sol mesmo, muuiiito quente.

Cléo: E o que você menos gostou?

Pepper: Na verdade não havia nada de que eu não gostasse, fui carinhosamente tratada pelos peregrinos, era sempre a atenção entre eles, quando chegava aos pousos todos ficavam ansiosos em me conhecer, pois a noticia de que havia um cão entre os peregrinos aguçou a curiosidade de todos. O que pegava mesmo era os dias de muito Sol quando saiamos mais tarde, mas nada como um riozinho para esquecer o calor insuportável.

Cléo: Você encontrou algum outro “peregrino de 4 patas” no caminho?

Pepper: Cãogrino mesmo não. Eu fui praticamente a primeira cãogrina a realizar o caminho. Digo praticamente porque soube que há alguns anos uma família fez este caminho com o cão deles, mas com carro de apoio. Sei que sou a primeira cãogrina que recebeu a Credencial, Colar símbolo do caminho e Aras Solis, certificado de realização do Caminho do Sol.

Cléo: Você já fez outras peregrinações, né?

Pepper: Sim, antes desta peregrinação fiz três romarias, de Aruja a Aparecida.

Cléo: Então, me conta um pouquinho sobre suas experiências anteriores....

Pepper: Romaria é diferente de Peregrinação. Na Romaria minha dona vai em cima de um animal enorme de quatro patas, é bem gostoso também, posso correr mais pois o grande animal de quatro patas anda mais rápido e eu fico mais livre para ir e voltar para onde quero. Inclusive na primeira Romaria por desconhecer os locais acabei correndo e saltitando de tanta alegria por um pasto, que acabei caindo dentro de um poço, ainda bem que sabia nadar, fui resgatada com certo sufoco pois o danado do poço era fundo.

Cléo: De qual você gostou mais?

Pepper: Sabe Cléo, são situações diferentes, ambas tem seus sabores. Acredito que peregrinar é se descobrir, saber quais são seus limites e espaços. O desconhecido surge com mais frequência, auauauau fui muito fundo heim. Na Romaria embora a distancia seja longa, o período é mais curto, o que nos leva a dividir menos as experiências e sentimentos.

Uauu, isso é que eu chamo de um cachorro ativo...você é “das minhas” mesmo hehe...Parabéns, Pepper!!!
Mas, deixa em tirar mais uma dúvidas com a Tia Dalila..

Cléo: Tia, você pretende continuar fazendo essas jornadas com a Pepper? Já está planejando a próxima? Fiquei interessadíssima....ahahahaha

Dalila: Oi Cléo, espero que sim. Agora que já me preparei irei fazer o Caminho de Santiago, estarei por lá nos meses de Maio e Junho. Quando retornar quero fazer o Caminho dos Anjos, se tudo correr bem a Pepper será novamente minha cãopanheira.

Junto com os “Peregrinos Humanos”
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Cléo: Para você, quais as principais diferenças na sua experiência em peregrinações - antes da Pepper e depois da Pepper?

Dalila: Cléo, foi uma experiência muito rica fazer esta peregrinação com ela. Aprendi muito, especialmente a observar e entender os limites de todos, independente de ser um humano ou um animal. Com ela pude sentir a diferença de fazer algo que você quer , e algo que você impõe. A Pepper estava lá imposta por mim, e em momento algum ela deixou de realizar o meu desejo. Houve um momento em que me perguntei, o que estou fazendo aqui? Olhei para ela e pensei, se estou me questionando sobre isso, imagine ela. Nessa hora a tomei nos braços, dei um forte abraço e agradeci a Deus por dela comigo num momento tão especial, a partir deste momento o caminho pareceu mais leve. Há coisas que não sabemos como explicar, essa foi uma delas.

Cléo: E quais conselhos você daria para as pessoas que querem seguir o seu exemplo?

Dalila: Respeitar tudo e todos quando você deseja realizar algo. Se for algo muito diferente a atenção e busca por informações deve ser redobrada. Entendo que assim abrimos oportunidades para que outros possam realizar o mesmo sonho, quem sabe melhor. Outro quesito que foi muito importante, é ter boa base de conhecimento e treinamento com o comportamento dos cães. Auxiliou muito a controlar as situações dos encontros e reconhecimentos, evitando acidentes e maiores stress. Tenho para mim que, você deve realizar tudo o que você deseja, desde que não prejudique algo ou alguém. Cuidado com a saúde, tanto do cão como tua, é primordial. Agora o mais importante, teu cão tem que ser bem ligado a você, alem de muito obediente.

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Valeu, Tia Dalila e Pepper!!! Com certeza vocês são um grande exemplo....viu, mamys??? E ai, vamos peregrinar, matilha??!!!

domingo, 5 de agosto de 2012

PASTOREANDO

 

Patas na Trilha 30 (5)

Humm…cheiro de mato e minha bolinha: oásis rural!!

A gente ouve falar que São Paulo é uma “selva de pedras”….Bom, depende muito do ponto de vista de cada um e do seu estilo de vida, né? Euzinha, por exemplo, tenho o privilégio de morar perto do Parque Ibirapuera e passear lá quase todas as manhãs…então, vivo cercada de árvores. Sem falar que meu duríssimo trabalho de “ consultora de viagens e aventuras caninas”…de vez em quando – quase sempre, tenho que percorrer trilhas ecológicas….ai, que vida de cão!!! Eheheheh

Quem mora em São Paulo não precisa necessariamente ir tão longe para estar em contato com a natureza. E, para provar isso, lá estávamos nós, na estrada a caminho da cidade de Mogi das Cruzes (SP), para o nosso “Patas na Trilha 30”.

Pouco mais de 1 hora depois, chegávamos à Fazenda 5 Pedras, um verdadeiro oásis rural em meio à cidade.

Patas na Trilha 30 (34_1) (2) Patas na Trilha 30 (268)

Bartholomeu (Cocker Spaniel) & Lana (SRD)

Patas na Trilha 30 (282!) (1)Patas na Trilha 30 (83_1) (2)

Chopp & Zeca (Goldens Retrievers)

Patas na Trilha 30 (179) Patas na Trilha 30 (117)

Plug, Mel & Tai (Goldens Retrievers)

Patas na Trilha 30 (14) Patas na Trilha 30 (32)

Renoir e Chika (Dachshunds)

Patas na Trilha 30 (28)Patas na Trilha 30 (29)

Jung & Marie Louise (Dachshunds)

Patas na Trilha 30 (16) Patas na Trilha 30 (57)

Reginha & Kika (SRDs)

Patas na Trilha 30 (112) Patas na Trilha 30 (10)

Frederico & Tiquinho (SRDs)

Patas na Trilha 30 (15) Patas na Trilha 30 (4)

Nina & Pety (SRDs)

Patas na Trilha 30 (21) Patas na Trilha 30 (128)

Kiara & Cacau (SRDs)

Patas na Trilha 30 (115) Patas na Trilha 30 (34)

Chloe (SRD) & Xica (Yorkshire)

Patas na Trilha 30 (110) Patas na Trilha 30 (42)

Sansão (Labrador Retriever) & Kennya (Maltês);

Patas na Trilha 30 (100) Patas na Trilha 30 (27)

Joaquim (Labrador Retriever) & Charlie (Bulldog Francês)

Patas na Trilha 30 (12)Patas na Trilha 30 (6)

Sissi e Sayuri (Poodles) & Pepper (Border Collie)

Patas na Trilha 30 (102) Patas na Trilha 30 (154)

Luna (Doberman) & JeLo (Terranova)

Patas na Trilha 30 (107) Patas na Trilha 30 (34_1) (3)

Theo & Roger (Schnauzers)

O simpático tio Athayde fez questão de me ajudar a recepcionar os nossos trilheiros da vez: Bartholomeu (Cocker Spaniel Inglês); Chopp, Zeca, Plug, Mel e Tai (Goldens Retrievers); Lana, Reginha, Kika, Kiara, Cacau, Nina, Pety, Tiquinho, Chloe e Frederico (SRDs); JeLo (Terranova); Roger e Theo (Schnauzers); Renoir, Jung, Marie Louise e Chika (Dachshunds); Sansão e Joaquim (Labradores Retrievers); Luna (Doberman); Charlie (Bulldog Francês); Pepper (Border Collie); Xica (Yorkshire); Kennya (Maltês); Sissi e Sayuri (Poodles)

O grupo era grande, assim como a nossa expectativa para explorar esse novo roteiro do Portal Turismo 4 patas.

Mas antes de pôr as patinhas na trilha, conhecemos melhor o espaço que o tio Atahyde está carinhosamente adaptando para receber eventos como competições de agility, treinamentos de cães de guarda e as aventuras do Portal Turismo 4 Patas, claro! Além disso, o centro Cinófilo Fazenda 5 Pedras é respeitadíssimo enquanto criador da raça Doberman e também oferece hospedagem canina. O tio Athayde está empolgadíssimo e super empenhado em estruturar o seu espaço para receber cada vez mais grupos e, no que depender de nós, aquelas trilhas serão muito bem aproveitadas….ôh, se vão!!!

Patas na Trilha 30 (45)

Prontos?!

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Então, simboraaaaa!!!

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Na frente, os independentes…..

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…atrás, os que não desgrudam.

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Vai, bate logo essa foto!!!

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E lá vamos, pelo pasto!

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Pit Stop para banho de lama….ahhhhh

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Integrados com a paisagem!

Então, hora de partir….como o percurso da vez seria feito todo o tempo sob o sol, nada melhor do que começarmos com uma paradinha estratégica no lago para refrescar. O problema é que a “paradinha” não poderia se estender muito, já que estávamos apenas no início da nossa caminhada. Mas, quem conseguia tirar aqueles peludos de dentro d´água??!!!

Algum tempo depois de uma boa negociação (sim, com garantias de que voltaríamos, claro!!), seguimos o caminho. Nossa caminhada percorria basicamente os pastos da Fazenda. Seguimos em meio à vegetação, subindo as colinas rumo ao mirante que nos reservava uma vista surpresa. Mas eis que, no meio do caminho, nos deparamos com um grupo considerável de moradores locais: vacas à vistaaaaa!!!!!

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Epa, que tal uma pausinha refrescante?!

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Pra mergulhar

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Pra descansar

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Para explorar

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Para brincar….

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E vamos continuar!!!

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Vamos……

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…vamos….

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…vamooooooosss!!!!

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Que tal uma foto???

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Cada um ao seu ritmo

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E alguns beeeeem acelerados…eheheheh

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Morro acima…pedindo pra passar…

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Uau!!! Olha onde nós estamos chegando…..

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Que visual!!!

Não, não era para que elas estivessem ali, é verdade. Imagino que, para elas, nós é que estávamos no lugar errado…eu diria, talvez, na hora errada. Ok, o imprevisto estava ali e tínhamos que enfrentá-lo, soluciona-lo, superá-lo…e foi o que fizemos!!! O Tio “baiano” (adestrador) logo tomou a dianteira do grupo tentando desviar o caminho das vacas….e nossa equipe fazia o mesmo, buscando manter nossos trilheiros seguros.

Tá bem, foi um momento um tanto tenso…afinal, ver um rebanho correndo morro abaixo, em nossa direcção, é algo bastante assustador. Pelo menos para a maior parte do grupo….não para o pequeno Jung que, incorporou a personalidade de cão pastor ao seu corpitcho de Daschund…..Mas, passado o susto, entre cães, humanos e vacas, salvaram-se todos….ufa!!! Só não deu para registrar o momento em imagens….ehehehe

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Morro acima??!!

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É claro, ora bolas!!!

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Essa momento é que não podíamos deixar de registrar….

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Não meeeesssmo!!!!

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A paisagem é espetacular…..

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…mas o laguinho lá embaixo…hummmm

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Ok, último click e vamos voltar!

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Morro abaixoooooo!!!

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E lá estávamos nós….de volta ao lago!

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Uhuhuhuhuhuhuhuuu!!!!!

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Que farra!!!

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Todos acabam se contagiando, inclusive os donos!!

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E eu, com a minha bolinha, claro!!

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Mas sempre disputadíssima…grrrrrrr

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Tem nada não. Eu sei compartilhar e todo mundo fica deliz!!!

Chegando ao mirante, nos deparamos com um visual de deixar bocas e fuças abertas!!! Lógico que os clics das máquinas fotográficas dispararam….mas o que eu avistava mesmo era o laguinho lá embaixo, esperando por nós…..hora de voltar e nadar mais um pouquinho, até não poder mais!!!

Patas na Trilha 30 (211)

Eu adoreeeeiiii!!!

 

Clique Aqui e veja mais fotos deste evento na Galeria do Flickr do Portal

 

Fotos: Minha dona, Larissa Rios (Turismo 4 Patas), Tia Katia Fiori, Tia Kelly Lomonaco, Tia Nara Amaral, Tio Ricardo Amaral, Tia Lila Wang Mui, Tia Dalila Pereira, Tia Marcia Bordon e Tia Dayana Aparecida Silvestrini

 

Veja também o vídeo do Tio Ricardo Amaral e do Zeca             

Zeca no Patas na Trilha 30. Video: Ricardo Amaral

 

Apoios:

Centro Cinófilo Fazenda 5 Pedras

Frontline

Dog´s Care

Keldog

Núcleo Pet

 

OBS: Não é permitida a utilização, reprodução ou cópia – total ou parcial – de texto e imagens deste post, sem autorização prévia do autor.