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sexta-feira, 10 de março de 2017

BICHANOS NA ESTRADA


Viagem com gatos

Sempre que falamos em passeios e viagens com animais de estimação, o foco é para os cães. E, de fato, os cães ainda são em maior número do que os gatos, acompanhando seus tutores nas caminhadas pelas ruas, nos hotéis, restaurantes e demais estabelecimentos e locais pet friendly.


Isso se dá, primeiramente, ao temperamento natural dos bichanos. Temos que admitir que os gatos sempre foram um enigma para nós, humanos. Eles conseguem ser, ao mesmo tempo domésticos e selvagens, dóceis e ariscos, reservados e sociáveis. Convivem bem em família, mas não deixam de manter a sua individualidade.


Os gatos são mais independentes que os cães em relação aos humanos, é verdade. Mas não é certo estabelecer uma regra geral quanto a isso. Pois existem diversos fatores que podem influenciar essa relação, tornando-a mais próxima ou mais distante. Como, por exemplo, o período de sociabilização.  Entre a terceira e a sétima semanas de vida, o gato passa pelo período de sociabilização primária, que influencia profundamente no comportamento dele por toda a sua vida. As condições nas quais ele nasce e onde permanece com sua mãe (e os fatores que incidem também sobre ela, como alimentação, sono, etc) podem contribuir bastante neste processo de sociabilização do animal. Mas nós também podemos atuar apresentando-o e deixando-o ser acariciado e massageado por diversas pessoas e toques diferentes e apresentando-o a outros animais e brincadeiras. Sempre respeitando seus limites. É dentro dos limites que ele estabelece que se desenvolve a nossa interação.

Nós, da Turismo4 Patas, temos recebido muitas mensagens de tutores de gatinhos querendo saber sobre dicas e opções de viagens e lazer para seus bichanos os acompanharem. E, gradativamente, temos nos deparado com vários felinos curtindo a vida por ai, de mala e cuia.


Por isso, resolvemos pesquisar sobre o assunto e consultar a Dra Carol Rocha (CEO da Pet Anjo e especialista em comportamento animal) para trazer algumas informações importantes sobre o tema para vocês.

Segurança e bem-estar do bichano nas viagens




TURISMO 4 PATAS:  Considerando que os gatos são animais bastante sensíveis a mudanças bruscas de rotina e ambientes, que dicas você daria para quem deseja ter a companhia do seu gatinho nas viagens? 


DRA CAROL ROCHA: “Sim, os gatos são muito mais sensíveis à mudanças de espaço e rotina: são criaturas de hábito. A história evolutiva, de domesticação dos gatos, é mais recente do que dos cães, logo eles mantém ainda mais forte comportamentos/instintos dos antepassados de proteção, de guardar e marcar o território com seus odores e escondendo as fezes, de se esconder, de ter uma rotina previsível, etc.


É preciso garantir a segurança no transporte utilizando-se de caixas duras e que permitam que o gato gire e se levante dentro. A caixa deve ser presa com cinto de segurança no carro e coberta, preferencialmente, com um paninho com cheiro do tutor. Não esquecer de fazer a adaptação do gatinho à caixa de transporte pelo menos 2 meses antes da viagem, com bastantes petiscos, carinhos e elogios quando ele se aproxima e/ou entra na caixa.


Se a duração da viagem for menor inferior a 5 horas, não precisa tirar o gato da caixa de transporte. Mas se for mais longa, é recomendado fazer algumas paradas para ele beber água e usar a caixa de areia (sim, é preciso ter consigo uma caixa de areia). Mas, atenção: durante a parada, não tire o gato do carro, e não abra nenhuma porta ou janela - a não ser que o animal esteja realmente acostumado, e com guia e coleira!


Garanta uma plaquinha de identificação com nome e telefone, para o caso do seu bichinho fugir durante a viagem. Mas use uma que não faça barulho (diga não aos sininhos).


Para evitar enjoos ou vômitos, não alimente o gato pelo menos nas 3 horas antes da viagem. Alimente, claro, assim que chegar no local - ou se a viagem for muito longa e com paradas, nos intervalos em que parar.


Se a viagem for durante o verão, é obrigatório ar condicionado no veiculo de transporte.


Não esqueça toda a documentação e carteirinha de vacinação dele e certifique-se de que o hotel realmente aceita gatos.


Chegando ao local, antes de soltar o gatinho, inspecione cuidadosamente o quarto para garantir que não haja nada que possa machucar, assustar ou até intoxica-lo (alimentos, medicamentos, produtos de limpeza, móveis, sons, brinquedos…). Se não sentir que o quarto é seguro, na primeira noite organize os objetos do gatinho no banheiro para ele dormir lá.


Leve uma roupa sua, com seu cheiro, para colocar em cima da cama do gato.


Respeite o gosto e adaptação/limites do seu gato para escolher as atividades.



Aventuras com gatos

TURISMO 4 PATAS:  Gatos podem praticar atividades de ecoturismo e aventura como trilhas, rafting, etc?


DRA CAROL ROCHA: “Teoricamente sim, mas depende muito da personalidade e adaptação do animal. E não só a atividade em si, mas ao estresse da viagem, de haver outros animais ao redor, dos sons… se o gato foi adaptado desde as primeiras semanas de vida, passou por uma sociabilização adequada, com estes estímulos específicos, até a sétima/oitava semana de vida, sim! Mas se não, pode ser uma violência tão grande com o animal, causando um trauma que pode leva-lo ao óbito pelo estresse.”



TURISMO 4 PATAS:  Como treinar um gato para a vida social?

DRA CAROL ROCHA: “Gatos são animais extremamente inteligentes e podem sim ser adestrados para responderem a comandos básicos de obediência e mesmo adaptarem-se a passeios com guia e coleira. Desde que o treino seja feito de forma adequada, respeitando o bem-estar do animal e utilizando-se de recompensas bastante atraentes (eles são mais exigentes nos prêmios do que os cães).

Escolha uma coleira adequada para gatos, que seja realmente segura e não saia facilmente do seu corpo e uma guia que não seja flexível e nem muito longa. E faça uma adaptação aos poucos em casa, antes de sair para a rua.”



TURISMO 4 PATAS:  E quanto aos estabelecimentos pet friendly que decidem também abrir as suas portas para os bichanos, que tipo de providências especiais – além das que já consideram pelos cães – precisam tomar? É seguro um mesmo estabelecimento aceitar cães e gatos?


DRA CAROL ROCHA: “Estabelecimentos pet friendly devem estar atentos ao risco de aceitarem cães e gatos no mesmo espaço. Não somente pela questão de serem de espécies diferentes mas, principalmente, por serem de portes diferentes. Na possibilidade de acontecer algum incidente entre um cão e um gato, por exemplo, esse incidente pode ser muito mais grave do que entre dois cães. Então, no caso do estabelecimento decidir aceitar cães e gatos, deve estar muito bem atento às regras e providências de segurança como, por exemplo, estabelecer limite no porte dos cães ou determinar áreas exclusivas para circulação de cada tipo de animal.  Não vamos esquecer das telas nas janelas e varandas.”


Gandalf, o gato viajante


Para se inspirar, veja o Instagram do Gandalf, um gato viajante e aventureiro.



Pronto! Agora, se você quiser colocar as patinhas do seu gatinho na estrada, já sabe o que deve fazer e como se preparar. A Dra carol Rocha deu várias dicas legais e no site da Turismo 4 Patas vocês encontra diversos hotéis pet friendly pelo Brasil que aceitam gatinhos. Basta utilizar a nossa ferramenta de busca e colocar o filtro “gatos” na caixa de Animal. Lembrando SEMPRE de respeitar o temperamento e os limites do seu animal, ok ?



Boa viagem e bons passeios!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

VOU DE TAXI – UBER PET E 99 TAXIS: APLICATIVOS PET FRIENLDY



E a “onda” pet friendly está se espalhando por todos os tipos de serviços e estabelecimentos. É muito legal saber que diversos restaurantes, shoppings, bares, e demais locais, estão abrindo suas portas para nos receber com nossos mascotes.

Nossa vontade é sair explorando por todos os cantos... Mas nem todo mundo tem carro, né? Ou, se a ideia for tomar uma cervejinha com os amigos, levando o dog a tiracolo, não dá para ir dirigindo (álcool + volante, não é uma combinação legal, lembra?!). Então, como nos locomovermos com nossos animais?

Pois é, a moda agora é o taxi pet friendly!!

Os dois maiores aplicativos de taxis disponíveis no mercado resolveram aderir e oferecer esse diferencial. Então, eu (Larissa Rios) e a nossa mascote, Alegria, fomos lá testar os serviços.

Há algum tempo, a empresa 99 Taxis já havia incluído o filtro “animais de estimação” dentre as seleções para você chamar um carro, mas pouco se ouviu falar sobre a novidade. Depois, foi a vez do Uber anunciar, aos quatro cantos, o Uber Pet. OK, duas opções ao alcance de um clique... ou dois.


                               Aplicativo 99 Taxis: Opção "Permite Animais"


Alegria, de co-pilota

Optei pela 99 Taxis para iniciarmos. No aplicativo, na seção de “opcionais”, você encontra o filtro “Permite Animais”. Não demorou quase nada para o carro estar à disposição na nossa porta. Mas, quando me aproximei com a Alegria, não teve como não notar a surpresa na expressão do motorista. Ok, ela é grande. Tá, ela é muito grande. Mas, não havia nenhuma informação sobre portes durante a utilização do aplicativo. Eu perguntei se ele não transportava animais de estimação, pois foi esse o filtro da minha solicitação. E ele respondeu que sim, mas que ela era grande e iria sujar o banco do carro, e sugeriu que eu trouxesse um pano ou toalha para forrar o banco. Respirei fundo e resisti à minha vontade de desistir da “missão”. O que foi muito bom, pois, diante da minha insistência (argumentei que não havia nenhuma informação no aplicativo sobre isso), ele muito educadamente, cedeu e só pediu que eu a colocasse no cantinho do banco, quietinha. Nem precisei de muito esforço, pois a Alegria é super acostumada a andar de carro e, normalmente, vai quietinha, deitada. Poucos minutos depois, o nosso motorista da vez já havia se rendido aos encantos da Alegria e ela seguia observando o trajeto com a cabeça encostada no ombro dele. E engatamos uma gostosa conversa sobre cães, sobre o meu trabalho na Turismo 4 Patas e o mercado pet friendly. Expliquei algumas coisinhas sobre o transporte animal e, quando nos deixou no nosso destino, ele não somente se preocupou com o local onde iriamos desembarcar, como também ajudou a Alegria a sair do carro, e ainda me disse que iria, dali, direto a uma pet shop comprar a capa para o banco do seu carro. Percebi que um pouquinho de informação e treinamento resolveriam. Porque boa vontade e carinho pelo que faz, ali tinha de sobra.
Aplicativo Uber: Opção UBER PET


"Nossa, mamys, você viu?! Ele abriu a porta pra mim!!"

No trajeto de volta, foi a vez de testarmos a UBER PET. Para utilizar, basta selecionar a opção “Uber Pet” no aplicativo. A tarifa do Uber Pet é a mesma do Uber Black. A expectativa era grande, confesso. Em aproximadamente 3 minutos, estava lá o carrão preto a postos. Nos aproximamos, e o motorista, muito bem vestido e educado, prontamente retirou a capa do porta-malas e forrou o banco traseiro. Capa novinha e limpinha, patrocinada pela parceria do aplicativo Uber com a marca Zeedog. Alias, como nova usuária do Uber Pet, utilizei o código de desconto anunciado pela Zee Dog para a primeira corrida e funcionou direitinho. Bom, nosso trajeto de volta foi um pouco mais demorado devido ao transito turbulento do horário. Mas a Alegria, depois de fazer amizade com o motorista e ganhar uns afagos dele, caiu no sono e só acordou na porta de casa, onde seu novo amigo fez questão de lhe abrir a porta, no esperado estilo (e bota estilo nisso) Uber de servir.
Essa vida de mascote cansa ehehhe

No final das contas, aprovamos os dois serviços. Sendo que, um pouquinho de investimento no treinamento e informação dos prestadores da 99 Taxis, seria muito bem-vindo. Nós demos a sorte de pegarmos um motorista legal que, superado o susto inicial, entrou no clima e se esforçou para nos dar um bom atendimento. Mas não sei se seria a mesma coisa com outro motorista. Com a Uber fica muito claro o padrão da qualidade no atendimento e que o prestador estava muito bem instruído.

Também acho que falta informação, sobre os portes e quantidades de animais aceitos. As regras gerais para uso dos serviços estão no site da UBER (mas poderiam estar mais visíveis nos aplicativos). Da 99 Taxis não encontramos.
(PS: Infelizmente o UBER retirou a opção UBER PET do aplicativo :-( Hoje, conseguimos encontrar alguns motoristas Uber que aceitam transportar animais, mas essa informação não consta oficialmente no aplicativo. Não sabemos o motivo da exclusão do serviço.)

De modo geral, determinam que  os animais devem ser acompanhados por um tutor e que, no caso de necessidade de limpeza do carro (decorrente de (urina, fezes, vômito, etc.), após utilização, os usuários deverão arcar com a taxa de limpeza. Isso não inclui pelos ou manchas nos vidros.

Ah, e as empresas também lembram, em seus regulamentos, que é de responsabilidade exclusiva do usuário garantir que os animais estejam devidamente presos/seguros durante a viagem. Mas em nenhum momento, algum dos motoristas solicitou, questionou ou ofereceu o uso do cinto de segurança animal. Portanto, lembre-se de levar o seu. Pets não devem ser transportados soltos dentro dos veículos. Cinto de segurança apropriado, cadeirinha ou caixas de transporte garantem uma viagem confortável e segura para todos, incluindo o seu mascote.  E lembramos que, além de tudo, isso configura infração no código de trânsito brasileiro.

Tabela comparativa dos itens avaliados (lembrando que a avaliação é baseada numa experiência pessoal, nossa, e de acordo com os serviços prestados neste dia.)


Ficamos muito felizes com mais essa opção de serviços pet friendly. Agora, pets e tutores têm ainda mais facilidade e acessibilidade para curtirem os passeios juntos, em todos os cantos da cidade.


Larissa Rios
www.turismo4patas.com.br

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PELUDO MOTORIZADO


Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço
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Ôba!!!! Vamos andar de carro!!!! Se você possui um pet, muito provavelmente, alguma vez na vida dele, você teve que transportá-lo em um automóvel. Seja para irem dar um passeio ao parque, para uma consulta ao veterinário ou mesmo para uma aventura turística.

Esse é um tema bastante complexo porque envolve saúde, segurança e comportamento animal. Mas não precisa se assustar, pois com consciência e responsabilidade, você e o seu peludo poderão ter momentos muito divertidos sob 4 rodas. E, para ajudá-los a esclarecer todas as possíveis dúvidas, aqui vai um post especial sobre o tema, feito através de muitas pesquisas e experiências minhas....e olha que, com todo respeito, sou uma menina bem rodada!! Rssss

RELAÇÃO PET X AUTOMÓVEL

O primeiro ponto a avaliar é: “Qual a relação do seu pet com o automóvel?”. Pois é, antes de enfiar o seu bichinho dentro de um carro, observe se ele se sente confortável ou não, pois, a conseqüência deste ato impensado pode causar um trauma difícil de ser superado.

A grande maioria dos cães adora estar dentro de um carro. Eu, pessoalmente, ou melhor, caninamente, A-M-O andar de carro.....seja para ir à pracinha da esquina ou pegar a estrada desde Sampa até Porto Alegre, como já fizemos há cerca de 2 anos.

Para nós, pets, os carros são como tocas. Explico o nosso raciocínio: cães são animais sociais, que se sentem bem em grupo e que gostam de se abrigar em tocas. O carro, portanto, é para nós uma espécie de toca do grupo ao qual pertencemos (nossos donos, nossa família humana) e estar dentro dela é uma garantia de fazer parte desse grupo. Entendeu?

Bom, além disso, essa “toca ambulante” nos leva, na maioria das vezes, para lugares super legais como parques, destinos turísticos e passeios em geral que nos garantirão momentos divertidos. O resultado é uma combinação fantástica: estar perto de quem amamos, nos sentirmos protegidos dentro da toca e sermos transportados para muita diversão. Quer coisa melhor??

Mas, você sabia que nem todos os pets têm a mesma opinião? Alguns peludos têm verdadeiro pavor de automóveis!! Para estes, a toca lhes parece assustadora. Isso acontece quando o automóvel é associado a coisas ruins, como o medo e o enjôo.

Alguns peludos enxergam o carro como uma espécie de “toca que anda” ao lado de outros carros e caminhões – uma coisa realmente assustadora na visão dos cães.

Outros costumam ficar bastante enjoados durante as aventuras de automóvel, especialmente em viagens de longa duração. Mas não se preocupe, porque pode não ter nada a ver com a sua habilidade de dirigir. Mas pode ser que tenha....ahahaahaha...brincadeirinha.

A verdade é que os cães não foram feitos para andar em carros, não mais do que os humanos foram. Cães foram feitos para migrar, caminhando vários quilômetros por dia. Portanto, a experiência motorizada pode ser física e emocionalmente desordenada, sobretudo para cães jovens. O balanço e o movimento do veículo podem afetar o interior do ouvido, provocando náuseas e tontura. Quando isso acontece, o cão pode começar a sentir enjôo somente por entrar no automóvel, antes mesmo de o motor ser ligado. Fique atento aos sinais! Em alguns cães, a salivação em excesso é o único sinal de náusea por andar de carro e, pode ser ainda, o precursor do vômito.

Agora, a coisa fica ainda pior se os passeios de carro costumam levar o seu pet para programas não tão agradáveis (aos nossos olhos) como as visitas ao veterinário. Sendo assim, só de pensar em entrar no carro, muitos cães já ficam aborrecidos ou se desesperam porque aprenderam que essa não é uma experiência que termina bem.
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Pronto para o passeio
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VAMOS PASSEAR!!!

Seja qual for o motivo da aversão do seu pet pelos automóveis, você pode tornar a experiência de entrar no veículo menos traumática para o seu bichinho. Com carinho, paciência e algumas dicas a seguir:

- A escolha de um horário mais tranqüilo, com pouco trânsito e menos calor, para os passeios, ajuda a tranqüilizar o seu peludo durante o percurso.

- Caso note que o seu pet sofre com enjôos sempre que passeiam de carro, converse com um veterinário de sua confiança para a indicação do melhor paliativo. Existem medicamentos contra enjôos ou, ainda, a homeopatia é bastante indicada para estes casos.

- Uma dica importante é alimentar o animal apenas 2 ou 3 horas antes do passeio. E se for uma viagem, ainda que curta, evite alimentá-lo durante o percurso. Se a viagem for longa, ofereça alimentos leves como frutas e legumes, em pouca quantidade e várias doses ao longo do tempo de viagem. Mantenha o pet sempre hidratado. Cubos de gelo, se disponíveis, são uma ótima alternativa. Faça paradas a cada 2 horas para que o animal possa exercitar-se e fazer as suas necessidades.

- E, se ainda com todos estes cuidados, o bichinho vomitar, não o force a comer. Não desanime, muitos cães superam a náusea e acostumam-se com a sensação do movimento do carro.

- Para fazer o seu pet curtir andar de automóvel, você deve associar o passeio a algo prazeroso para o animal. Estimule-o a entrar no veículo com o motor ainda desligado, atraindo-o com petiscos e distraindo-o com brincadeiras e carinho. Quando estiverem dentro do carro, continue brincando com o cão, para que ele se sinta mais calmo e seguro lá dentro. Só depois ligue o motor, e continue com as brincadeiras e dando guloseimas para que ele não associe o barulho do carro funcionando a nada assustador. O próximo passo é você acelerar o motor. Repita os carinhos e petiscos e se o cão se mostrar tranqüilo, então, vá para a etapa final – buzinar. Novamente, repita a dica até perceber que está tudo bem e o cachorro não demonstrar mais medo ou muita agitação.

- Procure fazer o treino algumas vezes somente com o carro estacionado (de preferência numa garagem), uma vez ao dia, para o cão se habituar bem ao interior carro. Apenas saia para a rua quando ele já estiver bem nas etapas anteriores.

- Comece fazendo passeios curtos, por ruas com pouco barulho e pouco movimento. Sempre oferecendo petiscos e elogios. Gradativamente, arrisque percursos mais longos e vá para locais com transito mais intenso. E se você notar que seu cachorro voltou a ficar assustado, reinicie o treinamento desde a etapa do motor desligado.

- O resultado será muito melhor se, ao menos nos primeiros passeios, o destino final for algo divertido e prazeroso como umas voltinhas no parque ou encontro com amiguinhos.
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Apertem os cintos
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PRAZER SEM PERIGOS

Pronto!! O seu pet e os automóveis já são inseparáveis?? Que legal! Mas, para andar de carro com o seu mascote, é super importante ter consciência dos riscos envolvidos, situações de perigo e tomar alguns cuidados especiais para evitar acidentes. Afinal, estão em jogo a vida do seu pet, a sua e de outras pessoas.

- Soltinho, soltinho.....a la vonté

Um cachorro solto dentro do veículo pode pular de um lado para outro e facilmente se enroscar, entrar no meio das suas pernas, esbarrar no acelerador ou breque, entrar em baixo dos pedais e até mesmo diante de um estímulo irresistível, resolver pular pela janela!

Não é preciso dizer que esse comportamento é extremamente perigoso. Principalmente se o carro estiver em movimento ou em lugar bastante movimentado. Por isso, nunca permita que o seu cão salte pela janela do carro, nem de brincadeira, mesmo que o automóvel esteja dentro de um parque ou em situação totalmente segura. Pular pela janela é um hábito demasiadamente perigoso, que deve ser totalmente inibido.

Sem falar que, um pet movendo-se dentro de um automóvel, pode atrapalhar a condução e tirar a concentração do motorista e, numa fração de segundos, causar um acidente.

- Agressividade

Muitos cães, até mesmo alguns bastante dóceis, em determinados momentos manifestam agressividade quando estão dentro do carro. Isso é conseqüência do instinto de proteção natural. É provável que existam poucas coisas que sejam mais importantes para um cão proteger do que a “toca móvel” dele e o grupo que encontra-se no interior da sua “toca”.

E, dentro da “toca”, junto com o seu grupo e protegido por janelas, ele tem uma enorme sensação de segurança.
Normalmente, a agressividade se manifesta quando alguma pessoa se aproxima do carro. Mas, infelizmente, o ataque não ocorre somente contra o ladrão que te ameaça. Pode ocorrer também contra crianças pedindo dinheiro no farol ou contra um amigo que se aproxime para te cumprimentar, por exemplo.

Em alguns casos, pode ocorrer se alguém tenta tirar o cão desse espaço tão precioso para ele. Nesses momentos, até mesmo você corre o risco de ser mordido. Fique atento aos sinais de agressividade, não incentive tais comportamentos e, havendo gravidade ou fugindo do seu controle, consulte um profissional especializado em comportamento animal.

- Efeito estufa

Um automóvel deixado sob o sol, ainda que por pouco tempo, pode transformar-se numa verdadeira estufa ou sauna. Por isso, são mais comuns do que você possa imaginar, os casos de cães que morrem por hipertermia (calor excessivo) depois de terem sido trancados num automóvel estacionado.

Algumas pessoas chegam a se preocupar com a possibilidade de faltar ar para o cão dentro do carro, mas basta uma frestinha minúscula na janela para impedir que o problema aconteça, pois a vedação dos automóveis não é tão boa a ponto de não permitir nenhuma troca de ar. Mas, debaixo de um sol poderoso, nenhuma frestinha salvará o seu animal. Pior se houver vários cães dentro do carro.

E, mesmo um dia chuvoso pode virar um dia ensolarado em pouco tempo e as sombras mudam de lugar à medida que muda a posição do sol.

Por isso, o melhor é jamais deixar o seu mascote desatendido dentro de um veículo....anda que seja por alguns minutos.

- Guia e enforcador

Estes acessórios nunca devem ser usados sem supervisão, pois podem enroscar e até mesmo enforcar o seu animal. Esses tipos de acidente têm maior chance de acontecer no carro, principalmente com pets que se movimentam muito de um lado para o outro.

A recomendação é que, não havendo possibilidade de supervisioná-lo dentro do carro, retire a guia do seu animal. Mas mantenha a coleira, sempre com identificação do animal e contato do dono.
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Nem na carroceria, nem na janela
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SEGURANÇA A BORDO

Pois bem, TODOS os passageiros de um automóvel devem estar contidos durante uma viagem ou mesmo um simples passeio. E essa regra básica não exclui os pets!!!

É comum ver pessoas transportando animais com as cabeças para fora dos veículos ou até mesmo no colo dos motoristas. Deve ser muito gostoso ver-nos com o vento espalhando nossos pêlos....Mas, essa atitude, além de perigosa (se não estivermos devidamente contidos), vai contra as leis de trânsito.
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Eles são fofinhos, mas devemos evitar
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O transporte de animais no Brasil está regulamentado através da lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o novo Código de Trânsito Brasileiro. Dentre os artigos do novo Código, os seguintes regulamentam o assunto:
- O Art. 235 diz que conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados implica infração grave, penalidade com multa e retenção do veículo como medida administrativa. Enquadram-se também aqueles que conduzem seu cão pela guia dirigindo o automóvel com o intuito de exercitá-lo. Amarrar animais nas caçambas de pick-ups ou caminhonetes também está sujeito as penalidades descritas nesse artigo. O transporte em pick-ups deve ser feito com caixas transporte e com total segurança.
- O Art. 252 (II) diz que dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas implica infração média e penalidade com multa. Enquadram-se aqueles que transportam animais soltos no interior do veículo.
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Escandalizado? Tem gente que faz isso!!
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Além do prejuízo com as multas, os pontos somados à sua licença de motorista e a possível apreensão do seu veículo, imagine quanto não lhe custaria as despesas de uma colisão com outro automóvel, de um acidente com danos físicos ou a morte de alguém ou até mesmo do seu animal?
Um pet incontido não somente é um perigo, como também pode ser perigoso. Num acidente, este pet pode perfeitamete ser tranformado em um projétil. Para se ter uma idéia, numa colisão a menos de 50km por hora, um cão com cerca de 28kg, pode ser lançado contra um pára-brisa, o encosto de um banco de passageiro ou até mesmo contra outro passageiro gerando um impacto com uma força maior do que 540kg!!!! E, ainda que, milagrosamente, não se machuque durante o acidente, um cão solto e assustado, pode atrapalhar os trabalhos de resgate, atacar os socorristas ou mesmo fugir quando abrirem o carro.
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O resultado pode ser pior
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A seguir, algumas dicas de acessórios e instrumentos recomendados para o transporte animal. Escolha o que melhor se adequar ao seu pet, ao seu bolso e à rotina de passeios e viagens de vocês:
  • Caixa de transporte

    O ideal é transportar o seu animal numa caixa de transporte, mas nem todo cão gosta da idéia de viajar confinado. E nem todo dono gosta de ver o seu bichinho trancado numa caixa. Esse, por exemplo, é o nosso caso, meu e da minha dona.

    Eu gosto mesmo é de ir observando tudo e todos, registrando os acontecimentos nas ruas, admirando a paisagem...Mas, cá para nós, justiça seja feita, as caixas de transportes são seguras e podem ser bastante confortáveis. Vários “aumiguinhos” meus já me contaram isso e há até peludo que faz da caixa de transporte a sua casinha, desfrutando de belas noites de sono dentro dela.

    O importante é escolher uma caixa resistente e ventilada, com espaço suficiente para que o pet possa dar um giro de 360 graus. Mas cuidado para não exagerar no tamanho, pois ele pode se machucar caso haja algum movimento brusco durante o transporte. Também atente para fato de que as caixas maiores podem não caber em automóveis normais. Quanto ao aspecto da segurança, escolha uma caixa que possua alça para facilitar o transporte, trava de fechamento das portas e que não tenha peças soltas ou que se soltem facilmente.

Caixas de Transporte: resistentes, ventiladas e confortáveis

Alguns animais, inicialmente, podem se sentir mal ou ter medo da caixa de transporte. Por isso, é necessário um tempo de adaptação para que ele se familiarize com o novo espaço. O primeiro passo é fazê-lo entrar na caixa, sem forçá-lo a isso. Se ele demonstrar muito medo, recompense-o apenas por se aproximar dela. Diga "caixa!" e recompense seu pet. Faça-o chegar perto da caixa até colocar a cabeça dentro dela. Dê outra recompensa. Colocar petiscos dentro também ajuda. Quando ele entrar, feche a porta por cerca de um minuto. A cada dia repita a operação e, pouco a pouco, vá aumentando o tempo de permanência. Para deixar a caixa mais confortável, forre o interior com panos, jornais ou algum outro material absorvente.

É importante dizer que a caixa de transporte é a opção mais adequada para se transportar os felinos.

  • Grades de contenção

    São divisórias de metal, geralmente, fáceis de montar e desmontar, dobráveis, que, ao serem instaladas, limitam a circulação do animal dentro do automóvel.

    Existem modelos para o centro (entre os bancos dianteiros), os laterais, que impedem o cão que gosta de saltar pela janela, e ainda aqueles que restringem os cães à traseira de uma caminhonete ou de uma perua.

    Esse equipamento é prático, dá conforto ao cachorro e oferece uma interatividade a mais entre o dono e o animal. Porém, o motorista tem que estar ciente de que, se houver a necessidade de uma freada brusca, existe risco para a vida do animal, pois, na prática, o animal estará sendo transportado solto.

    E aqui voltamos ao artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro....

Grades de contenção: espaço com controvérsias

  • Cinto de segurança

    É o meu preferido!!! E da minha dona também. Como o cinto para os humanos, também protege o cachorro durante eventuais colisões ou freadas bruscas. Reduz o risco do seu mascote sair ferido em um acidente porque o mantém preso ao banco traseiro do carro, não havendo hipótese de que ele seja projetado numa provável colisão. O uso do cinto possui ainda a vantagem de evitar que o animal distraia o motorista já que limita a circulação do peludo no interior do veículo. Seu peludo vai poder ficar sentado ou deitado no banco, com todo o conforto, mas não poderá passar para o banco da frente, nem pular pela janela. Assim você poderá dirigir muito mais tranquilo sabendo que seu cão está seguro, protegido e dentro da lei. E ele se sentirá mais seguro enquanto viaja, especialmente quando forem necessárias curvas e manobras rápidas.

Cinto de segurança: peitoral+guia adaptada

Existem diversos modelos de cinto de segurança, mas o mais adequado é o conjunto “peitoral + guia com lingueta adaptadora”. Você pode utilizar qualquer tipo de peitoral - se for acolchoado, melhor, pois diminui o atrito e é mais confortável. Acoplado ao peitoral, você coloca a guia que possui um mosquetão numa ponta, para prender no peitoral e uma lingüeta na outra ponta, que se encaixa perfeitamente no sistema do cinto de segurança do automóvel.

Tão confortável que dá até para tirar uma sonequinha...

Portanto, faça com que o seu mascote se sinta feliz dentro de um automóvel, escolha o acessório que melhor se adéqüe ao seu uso e ao perfil seu animal e bom passeio!! Mas lembre-se: consciência, responsabilidade, segurança e conforto.

Fontes:
Bicho Amigo (Alexandre Rossi), Manual do Pet Viajante (Portal Turismo 4 Patas), “Cão que ladra não morde”: 101 Questões Curiosas sobra o Comportamento Canino ( Marty Becker e Gina Spadafori, Editora Globo) .

DICAS DA CLÉO

Grades de contenção:
Doggie Blockers
Kamasa Peças
Tubline

Cintos de Segurança:
Pet Lock BRACANNES
Protege-Cão
Confort Cão

Caixas de Transporte:
Caominhando (locação e venda)
Pet Tour