quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O PRIMEIRO PASSEIO

A primeira vez que saí para um passeio oficial (já com o programa de vacinas devidamente completo) fomos numa coisa que eles chamavam de “carro” até uma outra coisa que chamam de “pet shop” para comprar algo conhecido como ”coleira” que, na situação atual (o passeio) exigia combinação com uma tal de “guia”. Pronto, lá estava eu a ser apresentada ao “mundo lá fora” !!!!

No carro, achei muito divertido ir no banco traseiro (atenção, os meus donos ainda não sabiam que, além de perigoso, é proibido!!!) vendo tudo e todos passarem por mim com uma certa velocidade (ou será que eu é que estava passando por eles??) que, as vezes, era difícil acompanhar. O vento invadia o interior do carro através das frestas das janelas abertas e eu tentava, inutilmente, abocanhá-lo. Os meus donos se deliciavam com as minhas descobertas desajeitadas. E eu parecia estar com um sorriso estampado no focinho.

Na pet shop, o legal mesmo foi ser empurrada no carrinho de compras (opa, já estou mandando ver no vocabulário!!). As pessoas ficavam paralisadas com a minha demonstração de fofura.

Enfim, depois das compras, chegamos ao local do passeio. Escolhemos uma pracinha perto de casa, onde não havia muitos cães….algo leve, para começar. Mas, no momento em que descemos do carro e os meus donos me colocaram a coleira e a guia…..empaquei!!!! Isso mesmo, não queria me mover de jeito nenhum. Achei muito estranho ter aquela coisa presa ao meu pescoço e o meu dono a me puxar na outra extremidade. Ah, que é isso, achei que o tal “passeio” fosse outra coisa!!!

Bom, depois de alguns momentos de revolta, rebelião e muita birra eles conseguiram me convencer de que seria mais correto e, consequentemente, mais seguro que, durante o meu passeio eu me deixasse conduzir pela guia. Logo percebi que o passeio também me reservava algumas oportunidades de, em locais adequados, poder correr livremente.

Neste primeiro passeio fiz alguns amiguinhos mas ainda foi uma tentativa bem tímida de socialização. Na maior parte do tempo eu preferia mesmo era ficar bem grudadinha nos meus donos e brincar com eles. Esse comportamento é normal, tudo era novidade…. Novos sons, novos cheiros, novas pessoas, a terra, as folhas…..novas descobertas.


Olha como sou feliz!!!!

APRENDENDO OS COMANDOS BÁSICOS

Até já faço pose de modelo.

Antes mesmo de completar 2 meses de idade, a minha dona começou a me ensinar alguns truques e comandos básicos de obediência. Eu ainda não tinha terminado o programa de vacinas, por isso, não podia sair para passear na rua e nem ter contato com outros cães. Era arriscado pois, não estava totalmente protegida e poderia pegar alguma doença.

Tanto tempo “presa” num apartamento acabava dando algum tédio, então tínhamos que ser criativas para fazer com que o tempo passasse mais rápido e logo eu pudesse dar as minhas voltinhas e descobrir o mundo “lá fora”.

Como costuma ser muito comum em todos os filhotes, eu era muito viva e inteligente. Queria mostrar aos meus donos que era capaz de realizar o que desejavam, ficava na expectativa para receber os comandos e mais ainda para receber a recompensa no final. Mas o mais gratificante para mim era ver a satisfação deles com o meu desenvolvimento expressada através de um sorriso bobo estampado na cara.

Em apenas dois dias eu já fazia o “senta”, o “dá a pata” e estava quase num perfeito “deita”. E, é claro que, essa prática diária dos comandos não serviu somente para que eu aprendesse a fazer truques bonitinhos. Além de ajudar a exercitar a minha capacidade de atenção e disciplina, foi muito importante para estabelecer uma relação cada vez mais próxima entre mim e os meus donos. Foi essencial para fortalecer a posição deles enquanto líderes da nossa matilha e assim conquistarem o meu respeito. E, consequentemente, todos os nossos (meus) probleminhas de comportamento (naturais aos filhotes) acabaram por se resolverem naturalmente.

Clique na imagem e aguarde carregar o vídeo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A ADAPTAÇÃO À UMA NOVA VIDA

Eu, a minha caminha e os meus brinquedos

Achei a minha nova casa muito bonita. Havia um enxoval lindo à minha espera com caminha e muitos brinquedos. Mas tudo ainda era desconhecido. Os meus donos trataram logo de me ensinar as regras e limites da casa. O problema é que era muita coisa para um só dia. Mas eu prometi, para mim mesma, que ia me esforçar.

De qualquer forma, foi muito difícil passar a minha primeira noite sem o cheirinho da minha mãe e o calor dos meus irmãos. Apesar dos esforços deles para tentar amenizar o choque, eu chorei um pouquinho porque tinha muitas saudades.

No dia seguinte, já estava bastante adaptada. Ainda chorei um pouquinho na hora de dormir mas, confesso, foi pura manha. Estava gostando daquela atenção especial mas, os meus donos não são bobos e logo descobriram a minha estratégia…rssss

Eu sou terrível!!!!

A partir daí, sentindo-me totalmente em casa (e dona da casa!!) comecei a colocar as “patinhas de fora”. Sabe aquelas demonstrações de energia acumulada das quais só os filhotes são capazes? Puxei o rolo do papel higiénico, virei o saco da ração, mordia tudo e todos que se aproximavam, fiz xixi e cocô no lugar errado….enfim, estava deixando os meus donos enlouquecidos!!!!

Um anjinho ?!!??

Depois, quando estava cansada de tanto aprontar, fazia uma carinha de quem não tinha idéia do que estava acontecendo e dormia o sono dos justos. Quem poderia resistir???

Eles então resolveram colocar em prática os ensinamentos adquiridos através de muita leitura em livros e sites especializados em comportamento animal (veja nas minhas indicações do lado esquerdo). Utilizaram algumas técnicas e lançaram mão até de algumas “armas especiais” indicadas, principalmente, no livro “Adestramento Inteligente”, do Alexandre Rossi, que virou a “Bíblia” deles mesmo antes de me levarem para casa. Aos poucos, a coisa começou a dar resultados e os problemas começaram a desaparecer. Eu me esforçava cada vez mais para aprender e eles me recompensavam com guloseimas (apropriadas para pets), brincadeiras e muito carinho. Precisávamos superar estas dificuldades, afinal, nós nos amamos!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

INTRODUÇÃO



Os meus pais, Fluke e Mel Eu, com 25 dias, no primeiro encontro com a minha dona
Vou tentar resumir um pouco da minha história que, ainda é pequena mas já cheia de aventuras para contar.
Nasci no dia 02 de Janeiro de 2007 juntamente com meus 11 irmãozinhos!!! Sou paulista, de Santo André.
Minha mãe, MEL, uma Golden adolescente, encontrava-se no auge do seu 1º aninho e com os hormônios em erupção por conta o seu 1º cio. Ela não resistiu aos encantos do meu pai, FLUKE, que, cá pra nós, é um Golden muito gato. Ahahaha. O fato é que ela fugiu do local onde fora restrita para que não ocorresse o que acabou ocorrendo e literalmente atacou o meu pai. Resultado: uma ninhada de 12 Goldens muito fofos!!!!


 

A minha dona sendo, literalmente, atacada....rsssss




Com apenas 25 dias de vida, conheci a minha dona. Ela foi visitar a ninhada e nós quase a devoramos…rssss. Desde o começo, mostrei que ”não vim ao mundo apenas de passagem”. Notava-se que eu tinha uma certa tendência para a liderança ou que, pelo menos, não costumava “ficar por baixo”. Não mesmo. Muitas vezes até dormia por cima dos meus irmãos, era mais quentinho. Quando a minha dona se aproximou, tratei logo de expressar a minha simpatia e de despertar a dela. Foi amor à primeira lambida. Não que os meus irmãozinhos não fossem lindos mas, modéstia à parte, eu tenho o meu charme especial.


Eu e um dos meus irmãozinhos
Após a minha iniciação ao programa de vacinas, pude ir para a minha nova casa. Quando a minha dona foi me buscar, fiquei um pouquinho triste por deixar os meus irmãos. Mas sabia que eu seria feliz na minha nova vida e rezava para que eles tivessem a mesma sorte.