segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O PARQUE FARROUPILHA

Parque Farroupilha
Agora apresento o Parque Farroupilha: o mais antigo, o mais popular e o mais típico parque porto-alegrense!!!

Também conhecido como “Parque da Redenção”, foi criado em 1935 e fica bem próximo ao centro da cidade, entre os bairros Bom Fim e Cidade Baixa, no polígono formado pelas avenidas José Bonifácio, João Pessoa, Engenheiro Luiz Englert, Setembrina e Osvaldo Aranha.

A história do Parque Farroupilha se confunde com a própria história da cidade de Porto Alegre. Recebeu muitos nomes, que ajudam a entender como ele se tornou um dos mais importantes parques urbanos do país. Sua trajetória testemunhou as mais diversas manifestações políticas, culturais e populares. Uma das mais significantes foi quando serviu de cenário ao importante movimento pela libertação dos escravos, sendo denominado de “Campo da Redenção” e registrando a significativa vitória da luta abolicionista local, que resultou na redenção de centenas de escravos um ano antes da libertação dos sexagenários e quatro antes da libertação geral do país. Esse nome permanece na memória dos porto-alegrenses até hoje. No entanto, no dia 19 de setembro de 1935 o Campo da Redenção recebeu a denominação de “Parque Farroupilha”, através do Decreto Municipal em comemoração aos cem anos da Revolução Farroupilha, ocorrida em 1935.


Monumento e pórtico de entrada

Por estas e outras razões, o Parque Farroupilha é um patrimônio ambiental de Porto Alegre e parte indissociável das histórias de cada citadino que o escolhe nas horas de descanso, seja para praticar esportes ou simplesmente tomar um chimarrão com a família.

Após muitas transformações e ampliações, atingiu a área de 40 hectares. Em toda a sua extensão, encontram-se cerca de 45 monumentos e diversas atrações e serviços para todas as idades. Os mais de 4 milhões de visitantes que passam por lá todos os anos contam com opções de lazer como: 5 áreas de recreação infantil, parquinho, trenzinho, mini-zôo, orquidário, aluguel de bicicletas, canchas esportivas, aparelhos de ginástica, trilhas para caminhadas e corridas, pista de atletismo, etc.

Lago e pedalinho

O charme do cenário fica por conta do lago, em forma de uma elipse alongada, cujas margens são vegetadas por plantas pantanosas - maricás, chorões, corticeiras – e que serve de habitat para carpas e tartarugas. Ao longo do lago pode-se passear de pedalinho, namorar ou contemplar o canto e as brincadeiras dos sabiás, bem-te-vis, anus-pretos e outras aves que se abrigam no imenso verde do Parque Farroupilha. Alguns preferem dar um mergulho, como foi o caso de um enorme Labrador negro que se aventurou em uma tarde em que eu passeava por lá.

A infra-estrutura do parque conta com segurança 24 horas, Posto da Brigada Militar, container para coleta seletiva de lixo seco, cafeteria (Café do Lago), Posto de Informações, Auditório Araújo Vianna e Estádio Gal. Ramiro Souto.

O Parque e sua administração também cumprem o seu papel através de algumas ações de caráter ambiental e social. A empresa permissionária dos pedalinhos, por exemplo, desenvolveu uma campanha de divulgação sobre a alimentação dos peixes, através de cartazes em torno do lago com os dizeres: "Alimente corretamente os peixes e tartarugas." Junto aos pedalinhos também pode ser adquirida ração para dar aos peixes, evitando assim que as pessoas atirem alimentos ao lago. Também foram criados os programas de educação ecológica – “Conhecendo o Parque Farroupilha” - destinado principalmente às crianças e aos adolescentes e o de “Trabalho Prisional” – através de um convênio com a Superintendência de Serviços Penitenciários onde presos em regime semi-aberto são empregados no Parque. Além disso, há a “Prestação de Serviço a Comunidade” – onde réus condenados pela Justiça Federal por crimes ambientais são encaminhados para a prestação de serviços de manutenção e funcionamento do parque.

E no que se refere à proteção animal, em 2001 foi fundado o grupo “Movimento Gatos da Redenção”. O grupo nasceu da reunião de pessoas que alimentavam os gatos que perambulavam pelo parque e que se mostraram contrárias às soluções encontradas na época, pela administração do parque e pela Prefeitura de Porto Alegre, para controlar a superpopulação de felinos no local. Havendo inclusive relatos de voluntários antigos de que os animais eram colocados num saco e atirados no Guaíba (principal lago da cidade). Com a formação do grupo, a administração do Parque passa a ter uma nova postura, reconhecendo e respeitando o trabalho dos voluntários e apoiando as ações do grupo. A partir daí o grupo conseguiu firmar convênio com uma Pet Shop para a realização de campanhas de castração e programas de adoção. O sucesso foi tanto que hoje o número de felinos em todo o parque passou de 300 para 63. As ações se expandiram e agora são realizadas no parque, todos os fins de semana, Feiras de Adoção não somente para gatos mas também para cães.

Brique da Redenção: uma versão para o sábado e outra para o domingo

Mas, a atração principal mesmo é o famoso “Brique da Redenção”. Uma mistura de feira livre, mercado e exposição de artesanatos que acontece todos os domingos a partir das 09:00 horas. Ali mesmo, ao lado do parque, mais precisamente ao longo de toda a Avenida José Bonifácio, encontram-se dezenas de barracas que oferecem todo o tipo de produtos, desde artesanato, artes plásticas, alimentação, roupas, acessórios, livros, discos, decoração e antigüidades. Tem até para pets!!! Você pode encontrar roupinhas, caminhas, mantinhas e muito mais. A avenida fica repleta de pessoas passeando, conversando, tomando chimarrão e desfilando com seus cães.

O sucesso do Brique da Redenção fez com que surgisse uma versão para os sábados: o “Brique de Sábado”, claro!!! O “Brique de Sábado” acontece no mesmo local, mas com uma estrutura diferente do seu célebre modelo de domingo. Durante o período da manhã a avenida fica dividida, metade com a Feira Ecológica e a outra metade com a Feira de Artesanato. A partir das 13:00 horas, a Feira Ecológica cede lugar para outras barracas de artesanato. Ficando assim a Feira de Artesanato ao longo de toda a avenida.

Tanto sucesso, como é o caso do parque, também gera problemas e algumas polêmicas. Uma das polêmicas que já existe há alguns anos e que vez por outra volta à tona fica por conta do possível cercamento do parque (lembra do Parque Germânia?). Muita gente se opõe ao cercamento do parque, pelas mais variadas razões. Existem opiniões muito fortes de que se deva primeiro exaurir todos os demais recursos, partindo-se para o cercamento apenas como última solução. Por outro lado, alguns jornalistas e políticos promovem a necessidade de que o parque venha a ser fechado à noite, para que possa durante o dia revelar todo o seu esplendor cuidadosamente preservado. E alguns fatos vêm reforçar a tese de que cercar o Parque Farroupilha pode significar, entre outras coisas, menor custo do que manter um policiamento ostensivo.

Em 2003 houve o saqueamento de várias placas de bronze de quase todos os monumentos existentes no parque. O que, segundo dados oficiais, deixou para a administração um prejuízo de R$ 15 mil por monumento. Ainda há relatos de que, na praça onde as crianças brincam, os mendigos defecam durante a noite e que também são encontrados preservativos masculinos no local. Além disso, está registrado um aumento da marginalidade em seu entorno já que o local facilita o consumo e tráfico de drogas, além de outros crimes.

Acredita-se que, a exemplo dos principais parques europeus e brasileiros (o Parque Ibirapuera, em São Paulo, é cercado!!), a solução de cercar o parque venha facilitar a sua administração diminuindo os custos com a sua manutenção e inclusive proporcionando um melhor desenvolvimento das suas árvores. E você, o que acha?

Cercado ou aberto, o Parque Farroupilha é a opção número 1 escolhida pela maioria dos porto-alegrenses para seu passeio familiar de domingo. Eu também gosto, apesar de concorda que são necessários alguns reforços especialmente na parte da limpeza e da segurança.

No final, acabei mergulhando no laguinho chinês. Mas juro que foi sem querer....

DICA DA CLÉO

PARQUE FARROUPILHA (REDENÇÃO)

Endereço: Avenida Osvaldo Aranha, s/nº - Centro. Porto Alegre /RS
Telefone: (51) 3286-4458
Horário: Livre
Entrada: Grátis
Estacionamento: Possui
Informações:
www.aredencao.com.br
Outros Sites relacionados: www.briquedaredencao.com.br
www.briquedesabado.com.br
www.fotolog.com/gatosreden

domingo, 2 de dezembro de 2007

PRIMEIRA VEZ NUM HOTELZINHO


Morro da Tapera
,
Os meus donos (e acredito que os de vocês também) gostariam de poder contar com a minha companhia em todas as viagens. Afinal de contas, além de ser uma ótima companheira de aventuras, alegre e divertida, sou uma consultora de viagens (e um pouco convencida, confesso!!). O meu trabalho é viajar o máximo possível, experimentar destinos, roteiros e hospedagens para poder dividir com vocês as minhas experiências e incentivar os seus donos a fazerem como os meus.

Mas, infelizmente, sabemos que nem sempre isso é possível. Por diversas razões: porque o destino não é adequado, porque não encontramos hospedagem que aceite pets, porque o tipo de viagem não permite (pode ser a trabalho ou estudo) ou até mesmo por motivo de saúde (doença, velhice ou gravidez).

Nesse caso, se vamos ficar, os nossos donos têm três opções consideráveis:
- Deixar-nos em nossa casa sob os cuidados de algum amigo, parente, vizinho ou profissional de confiança;
- Deixar-nos na casa de algum amigo, parente, vizinho ou profissional de confiança;
- Hospedar-nos em algum hotelzinho para pets.

Para mim outras possibilidades, como por exemplo deixar-nos em casa sozinhos e por conta própria até eles voltarem ou, ainda pior, simplesmente abandonar-nos na rua, estão fora de cogitação. Se isso acontecer, troque de dono pois ele não te merece!!!!

Bom, desta vez, eu não pude acompanhar os meus donos na viagem (espero que isso não se repita muitas vezes!!) e a opção escolhida foi o hotelzinho para pets.

Pausa para informações úteis (o meu Blog também é utilidade pública!!)

Como escolher um hotelzinho para o seu pet

Se você vai viajar, não pode levar o seu pet, não tem ninguém de confiança com quem deixá-lo e a sua opção é o hotelzinho para pets, preste bem atenção a estas dicas antes de entregar o seu mascote à mercê da falta de cuidados e de acomodação em espaços inadequados:

- Faça uma pesquisa sobre as opções existentes na sua região. Não se restrinja à Internet ou publicidade comercial. Peça indicações ao veterinário do seu pet, aos amigos, aos vizinhos e aos proprietários de pets que você conhece.
- As vezes o barato pode sair caro!! Cuidado com preços excessivamente baixos em relação à concorrência.
- Visite pessoalmente os estabelecimentos pré-selecionados. Faça uma inspeção mesmo. Entre, observe, pergunte e, se possível, peça o contato de outros clientes e fale com eles.
- Se possível, leve o seu pet com você para esta primeira visita. Assim você dará a ele a chance de se familiarizar aos poucos com o local antes que vá para ficar um tempo maior; também poderá observar a reação do seu pet e ver se ele se sente bem e confortável no local; e, poderá avaliar o trato que as pessoas darão ao seu bichinho e deixar que eles também avaliem o seu pet.
- Verifique se o seu pet ficará em canil e, nesse caso, se terá algum tempo livre, para correr à vontade; se o hotelzinho recebe muitos animais; se o espaço é suficiente para a quantidade de animais que recebe; se tem funcionários ou responsáveis suficientes para dar conta dos bichinhos; qual rotina será aplicada (passeios, brincadeiras, exercícios, alimentação, higiene, etc) e de que forma (se os animais são separados em grupos, se têm supervisão integral, etc); se os funcionários ou responsáveis têm formação, treinamento e experiência adequados; e se os animais têm atendimento/supervisão médica.
- Uma vez escolhido o hotelzinho, coloque na bagagem do seu pet os itens pessoais necessários e recomendados para uma melhor adaptação dele ao “lar temporário”: ração (caso não esteja incluída na diária), caminha, manta, brinquedos preferidos, petiscos, escova para pêlos, recipientes para água e ração, alguma peça de roupa com o seu cheiro, etc.
- Explique detalhadamente os hábitos e as necessidades do animal àqueles que serão responsáveis pelo seu pet durante a estadia dele (se necessário escreva). Também é importante informar sobre o temperamento e o comportamento dele em relação aos outros animais, aos brinquedos dele, à possibilidade de ser alimentado em grupo, o que gosta, o que não gosta e quaisquer outras observações que julgue importantes e que ajude a cuidar melhor do seu mascote durante a sua ausência.
- E, por último, peça notícias frequentes sobre o seu pet através de e-mails ou telefonemas. Você pode estar longe, mas não se ausente da vida dele.


Voltando ao meu hotelzinho…

A minha dona fez uma vasta pesquisa sobre os hotéis para pets existentes na cidade de Porto Alegre e não havia muitos. Se fosse em São Paulo, seria mais fácil. Mas, de posse das informações sobre aqueles que ela pré-selecionou, seguiu-se uma maratona de visitas e inspeções. Claro, o lugar que iria me acolher durante alguns dias, a kilômetros de distância das vistas dos meus donos, tinha que ser muito bem escolhido segundo alguns critérios básicos: higiene, segurança, atenção, respeito, cuidado, espaço, profissionalismo e carinho. Não necessariamente nesta ordem, mas necessariamente nestes quesitos.

E o escolhido foi a “Pousada da Tapera”. Um hotelzinho com cara de fazendinha, localizado na encosta do Morro da Tapera, zona Sul de Porto Alegre. O Morro da Tapera tem 252 metros, do seu cume permite uma vista de 360 graus da cidade e, por isso, é um dos locais escolhidos para a prática de atividades de ecoturismo. A “Pousada da Tapera” é uma hospedagem diferenciada: não tem tratadores ou funcionários. Lá os proprietários, Marcus e Cláudia, cuidam pessoalmente de tudo, principalmente dos hóspedes. Isso dá a impressão, para os nossos donos, de que estão nos deixando com algum amigo ou parente.

Canis - solarium e interior - e área de lazer

Os canis são acomodações individuais com área total de 8m², divididos em parte coberta (com iluminação, estrado de madeira e local para alimentação e água) e solárium, devidamente murado e gradeado. A esterilização dos canis é feita diariamente com vassoura de fogo.

Os hóspedes são soltos para se exercitarem, no mínimo três vezes ao dia, quando aproveitam para passearem e se entregarem às brincadeiras ao ar livre. A área destina para esses momentos de liberdade mede cerca de 1.000m², é toda cercada para a nossa segurança e também arborizada e gramada. Uma delícia de combinação entre ar puro, natureza e traquinagens!!! Parece até “férias no campo”…ahahaha

Toda suja de lama, quem resiste??

Ainda assim, seria a minha, ou melhor, a nossa primeira vez. A minha primeira vez num hotelzinho para pets e a primeira vez em que os meus donos me confiariam aos cuidados de alguém que não eles mesmos. Sei exatamente todos os medos e receios que passavam pela cabeça deles (especialmente da minha dona - ela transmitia através do olhar). Será que vou chorar muito? Será que vão me cobrir com a minha mantinha caso faça frio? Será que vou apanhar chuva ou vou saber me abrigar na parte interna do canil? Será que vou ficar doente? Será que vou ter água disponível todo o tempo? Será que vão me dar a minha comidinha nos horários certos? E os outros cãezinhos, vão gostar de mim? Vou me dar bem e brincar com eles? Será, será, será?????

Brincadeiras com as novas companheiras

Medo e insegurança. Sentimentos naturais quando amamos alguém, não é mesmo? Principalmente quando a ocasião envolve uma separação, ainda que temporária e breve. Entregar alguém ou algo valioso aos cuidados de outro exige responsabilidade e confiança na escolha. E, o que podemos dizer é que a escolha foi mais do que acertada!!!

É claro que, os primeiros momentos são sempre um pouco difíceis, como toda adaptação. Mas, uma vez adaptada, todo o carinho e atenção com que fui tratada fizeram com que me sentisse completamente “em casa”. E o tratamento especial não foi dedicado somente à mim. O Marcus e a Cláudia enviavam por e-mail quase que diariamente notícias e fotos minhas aos meus donos, fazendo com que apagassem as preocupações e minimizassem as saudades. E por falar em saudades, eu até choraminguei um pouco quando voltei à vida normal. Agora, quando os meus donos viajarem e não puderem me levar, é óbvio que preferiria acompanhá-los mas também não vou me importar de voltar à minha “colônia de férias”……


Livre e feliz, na "colônia de férias"!!

DICA DA CLÉO

POUSADA DA TAPERA

Onde: Morro da Tapera – Porto Alegre / RS
Telefone: (51) 8424.4268
Site:
www.pousadadatapera.cjb.net

O PARQUE GERMÂNIA

O laguinho do Parque Germânia

Hoje fomos conhecer mais um parque de Porto Alegre, o Parque Germânia. Eu gostei bastante e acho que os meus donos também. Passou a ser, a partir dai, o nosso local de passeio preferido em Porto Alegre. Mas notamos que não é muito frequentado pelos porto-alegrenses. Na verdade, nos pareceu até meio vazio. É claro que gostamos, porque assim posso sempre correr solta (não é oficialmente permitido!!!) e mais à vontade. Por outro lado nos questionamos porque as pessoas ainda não o frequentam. Será que não descobriram?

Inaugurado há pouco mais de 1 ano, no dia em que a cidade comemorava seus 234 anos, o Parque Germânia (ou Parque Alemanha, como era inicialmente chamado) está inserido no bairro Jardim Europa, Zona Norte de Porto Alegre. Nas suas imediações estão os bairros Chácara das Pedras, Três Figueiras, Vila Jardim, Vila Ipiranga, Passos d’Areia e Cristo Redentor, além dos shoppings Iguatemi e Bourbon Country.


Infra estrutura do parque e construções crescentes à sua volta

A construção do Parque Germânia é resultado de uma compensação ambiental às obras do loteamento Germânia, estabelecida pela secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). O espaço foi construído dentro dos padrões ambientais estabelecidos pela lei e que fazem de Porto Alegre uma cidade modelo em educação ambiental.

Sua inauguração marcou uma decisão histórica para os parques da cidade de Porto Alegre: a votação de um projeto, de autoria do vereador Ibsen Pinheiro, que possibilita o cercamento dos parques. Na época, já existiam várias outras praças da cidade cercadas e, com isso, a comprovação do que já é secularmente claro para os europeus: é impossível preservar os parques e praças de uso público e enriquecer os seus equipamentos e instalações sem cercá-los. Se não protegê-los, eles serão deteriorados.

Cerca de 40% dos 15 hectares de área do Parque Germânia são fechados por período integral, para preservação de um grande bosque e uma mini-floresta fabulosa à qual só é permitida a visitação com acompanhamento de guias que orientam as trilhas.


Brincar com o meu dadinho, esticar as patinhas e relaxar...legal!

Com matas nativas de espécies vegetais como cerejeiras, figueiras e pitangueiras integradas às áreas de lazer, o parque conta com quadras poliesportivas, quadras de tênis, playground, pistas de caminhada e corrida, chafariz, canchas de bocha, churrasqueiras (claro, para os gaúchos não poderia faltar!!) e lago artificial. Bonito e bem organizado, ofereçe uma infra-estrutura completa com sanitários, bancos cor de laranja (adoro laranja!!) espalhados por toda a extensão do parque e lixeiras de para coleta seletiva de lixo seco e orgânico. O local ainda conta com segurança 24 horas, através da Brigada Militar, da Guarda Municipal e de seguranças particulares. À entrada, um monumento homenageia a imigração alemã no Rio Grande do Sul.

Na minha humilde opinião de frequentadora canina de parques, considero um grande exemplo e modelo a ser imitado para outros parques e praças não somente em Porto Alegre mas em todas as cidades brasileiras. Limpo, organizado, bonito, protegido e ainda por cima ambientalmente correto…Porque não imitá-lo? E porque não frequentá-lo?


Eu e a minha nova amiguinha

DICA DA CLÉO

PARQUE GERMÂNIA

Endereço: Avenida General Barreto Viana, 3035, Jardim Europa
Porto Alegre / RS
Horário: das 06:00 às 24 hs
Entrada: Grátis
Estacionamento: 105 vagas
Informações:
www.hagah.com.br

sábado, 1 de dezembro de 2007

O PARCÃO

Parque Moinhos de Vento: Parcão

“Bá”, já estamos devidamente instalados em Porto Alegre!!! Deu pra perceber, né? Aqui é “tribom”!!!

Bem perto da nossa casa tem uma pracinha com parquinho de criança e um gramado bem legal onde posso correr, brincar com o meu dadinho (sim, ele veio na minha bagagem, claro!!!!) e começar a estabelecer novas relações de amizade. Durante a semana, é lá nessa pracinha que me divirto com a minha dona. Mas, nos fins-de-semana, quando temos a companhia do meu dono, aproveitamos para explorar novos territórios. E, claro, que não posso deixar de dividir estas minhas novas descobertas com vocês.

Como já havia dito, Porto Alegre está entre as cidades mais arborizadas do mundo com mais de um milhão de árvores, reserva biológica, 409 praças e 09 parques urbanos. Um deles é o Parque Moinhos de Vento. E foi nele que comecei a minha expedição aos parques e de POA.

Enquanto nós brincamos, os donos preparam o chimarrão.

Carinhosamente chamado de “Parcão”, o Parque Moinhos de Vento está localizado no bairro que lhe empresta o nome e, na verdade, é como e fosse o mais bem frequentado dos nossos Ibirapueras – paulistanamente falando.

O bairro Moinhos de Vento é um dos mais sofisticados da cidade, possuindo diversos locais de lazer e entretenimento. É também onde se encontra o Moinhos Shopping, considerado um dos mais elegantes da cidade por oferecer lojas de marcas famosas e restaurantes tradicionais, além de uma unidade do SAT - Serviço de Atenção ao Turista. Para a noite, dispõe de diversas opções de bares, restaurantes e casas noturnas bastante requintados nas ruas Padre Chagas, Fernando Gomes (também chamada de “Calçada da Fama”) e Av. Goethe. O “Parcão” tem destaque como atracão imperdível do bairro.

Construído no local onde antigamente situava-se o Hipódromo da capital, sua conclusão ocorreu em 1974. Possui 115 mil m2 e oferece infra-estrutura esportiva com campo de futebol, quadras de tênis, cancha de bocha, aparelhos de ginástica, pista de patinação, quadras polivalentes e pistas de atletismo de 400m, de 650m e de 1.100m. Para a criançada oferece equipamentos de recreação infantil (incluso para crianças portadoras de necessidades especiais) e uma biblioteca infantil, com 1000 títulos, voltada sobretudo à literatura ecológica.

A sede administrativa do Parque foi construída sob a forma de um moinho de vento artificial onde uma mini-cascata possibilita o favorecimento da vida aquática para a fauna composta por tartarugas, gansos, marrecos e peixes. O moinho é uma dos antigos moinhos de vento açorianos que existiam na região já que, nos primórdios de Porto Alegre, o bairro era uma zona rural onde se plantava trigo, que era moído em moinhos de vento semelhantes ao lá existente.

É lá que acontece, há dois anos, o evento anual “Parada Pet”. Mais que um encontro, a Parada Pet é uma grande confraternização entre todos os públicos que amam animais de estimação, dedicando-lhes respeito e atenção. Durante o evento acontecem diversas atividades ao longo do dia como desfiles e concursos, além de uma caminhada. Tudo realizado em dupla, os PETS e seus donos, que participam mediante inscrição.


Eu, completando a paisagem do Moinho.

DICA DA CLÉO

PARQUE MOINHOS DE VENTO (PARCÃO)

Endereço: Rua Comendador Caminha, S/N. Na verdade, é contornado pelas ruas 24 de Outubro, Mostardeiro, Comendador Caminha, Quintino Bocaiúva e cortado pela Av. Goethe. Bairro: Moinhos de Vento. Cidade: Porto Alegre /RS.

Telefone: (51) 3332-1021.
Horário: Todos os dias, livre.
Entrada: Grátis.
Estacionamento: Grátis.
Recursos: Acesso a portadores de deficiência (banheiros adaptados) e Internet WiFi.
Informações: www.riogrande.com.br/turismo/palegre_parques_parcao
www.paradapet.com.br

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

VOU PRA PORTO ALEGRE, TCHAU!


Porto Alegre sob as margens do Guaíba

Estamos no mês de Agosto e o meu faro aponta que vêm aí algumas mudanças. Vejo os meu donos um pouco agitados, recolhendo coisas e carregando caixas por todo lado. Acordamos bem cedinho e estamos de partida para um passeio. Ôba, adoro passeios!! Especialmente os de fins-de-semana, quando estamos todos reunidos: eu, minha dona e o meu dono. Mas, esse passeio foi muito mais longo do que eu imaginava.

Antes mesmo de partirmos, a minha dona me ofereceu umas gotinhas que, segundo ela, foram receitadas pela Tia Patty (veterinária) e pouco tempo depois eu senti bastante sono. Não adormeci, mas confesso que já não conseguia acompanhar o ritmo do vai-e-vem deles, ao carregarem as coisas para o carro, com a mesma intensidade. Queria mesmo era chegar logo nesse parque que, pelo volume de tralhas que carregávamos, prometia ser um belo programa de final de semana.

Todos devidamente embarcados no carro (eu, inclusive, com o meu cinto de segurança), partimos. Sob o efeito das tais “gotinhas”, cochilo vai, cochilo vem, e nada de chegarmos no tal parque. De vez em quando parávamos em algum posto de gasolina ou restaurante à beira da estrada e meus donos tratavam de me oferecer água, me dar um tempo para os “alívios naturais” e exercitar um pouquinho. Sempre sonolenta, mas consciente. Em algum momento, lembrei que não tomei o meu café-da-manhã. Mas nem reclamei muito porque a minha dona, durante a viagem, me ofereceu algumas frutinhas e ossinhos.

Aquele passeio estava realmente demorado e foi então que percebi o porquê das gotinhas receitadas pela Tia Patty. Era para que eu pudesse relaxar durante o percurso e não ficasse estressada por passar tanto tempo dentro do carro. A minha dona não queria que eu “apagasse” por completo mas que ficasse relaxada o suficiente para me manter calma e paciente e não enjoasse com os solavancos da estrada. Por outro lado, queria que eu estivesse ativa o suficiente para poder aproveitar as paradas para dar uma esticada nas patinhas. Perfeito!!! Mas isso só foi possível porque as “gotinhas” foram administradas sob a orientação de um profissional responsável (no meu caso a Tia Patty). Se algum dia você for para algum passeio assim tão demorado como o meu, peça para os seus donos também consultarem uma “Tia Patty” antes de lhe oferecerem qualquer “relaxante”.

Sedar ou não sedar?

Pausa para explicação científica (o meu Blog também é saúde!!)

Uso do sedativo

O uso de medicamentos para o transporte do animal pode ser uma opção, mas essa necessidade precisa ser avaliada individualmente por um profissional competente e sua aplicação feita com cautela. De preferência, antes de tudo, devem ser realizados exames específicos para avaliar o estado de saúde do animal e a sua reação à droga. Também devem ser levados em conta alguns fatores acerca da viagem (meio de transporte, duração, etc). Depois disso tudo, o médico veterinário irá atestar se o animal poderá ou não ser sedado, qual a droga recomendada e a forma de utilização.
As viagens aéreas são as mais delicadas. Algumas companhias exigem que o animal seja sedado. Outras apenas recomendam para trechos longos ou, em último caso, se for um animal agressivo. O fato é que o uso de sedativos, em geral, não é recomendado para viagens aéreas devido aos efeitos imprevisíveis que podem ser provocados pela altitude do vôo. Esse fator é gravado se recordarmos que, durante o período do vôo, enquanto estiver sedado, o animal não terá a devida monitoração.

Existem alguns cães que reagem rápido ao efeito do sedativo, outros não. Isto pode conduzir o proprietário a um excesso de sedação, o que pode ser muito perigoso.
O principal efeito colateral no uso desses medicamentos é a hipotensão (pressão arterial baixa), que pode produzir sintomas como tontura e desmaios. Outros efeitos colaterais possíveis são: catalepsia (perda do movimento voluntário), taquicardia reflexa (aumento da freqüência cardíaca), hipotermia (diminuição excessiva da temperatura corporal) e diminuição da freqüência respiratória. Além disso, os sedativos podem ser contra indicados ou utilizados com extrema cautela no caso de animais com histórico de epilepsia (desencadeia mais facilmente a convulsão), comprometimento hepático ou renal, doenças cardíacas, desordens respiratórias, debilitação acentuada ou sob severas condições de estresse como, por exemplo, calor ou frio excessivo, fadiga, etc. Também não são indicados em fêmeas gestantes.

Saiba ainda que, os animais braquicefálicos (de focinhos achatados) podem apresentar síncope ou choque e conseqüente braquicardia (diminuição da frequência cardíaca) após a administração destas drogas, devido à maior sensibilidade respiratória.

Mas, tudo isso pode ser evitado ou perfeitamente controlado se, não havendo a opção de viajar sem sedar o seu animal, o uso do sedativo for devidamente recomendado e orientado por um médico veterinário.

Dentre algumas dicas que podem ajudar no uso adequado do sedativo estão:
- Administrar o medicamente pelo menos 30 minutos antes de você sair de casa. Assim o seu pet sentirá os efeitos ainda em local conhecido e, caso ocorra alguma alteração anormal, você terá tempo de perceber e tomar as medidas necessárias.
- Não dar água e comida pelo menos 1 hora antes de sair de casa.

Se o uso do sedativo não for obrigatório, converse com o veterinário sobre a possibilidade de substitui-lo por uma medicação anti-náusea ou, ainda, procure alternativas como Florais de Bach e Homeopatia.

O mais importante é NUNCA esquecer que um sedativo NÃO PODE e NÃO DEVE ser administrado sem a orientação de um médico veterinário de confiança. Desta forma, você não ficará preocupado o tempo todo e poderá aproveitar melhor a viagem na companhia do seu pet.

Fonte: Diversos.


Bom, voltando ao nosso interminável passeio de carro, o certo é que lá pelas tantas da noite (sim, saímos de casa ao raiar do dia e com o céu escuro ainda estávamos na estrada) chegamos ao tal parque. Segundo ouvi a minha dona falar, chama-se Porto Alegre. Ué, mas Porto Alegre não é uma cidade???? Sim, o “passeio” acabou por se revelar uma “mudança de endereço”: de São Paulo para Porto Alegre. Segundo também ouvi falar, o plano inicial era pararmos para dormir no meio do caminho mas, para que eu não me agitasse muito tendo voltar a pegar a estrada no dia seguinte (e ter que tomar as gotinhas novamente), resolveram fazer todo o percurso no mesmo dia e já nos instalarmos em nossa nova casa. Temporária, é verdade (também ouvi falar isso!), pois voltaremos a São Paulo no início do ano que vem. Mas, o fato é que este será o nosso lar pelos próximos 5 meses, pelo menos. Vou sentir saudades da agitação de Sampa, do Parque Ibirapuera e dos amiguinhos de lá. Mas também me agrada a idéia de explorar novos ares, descobrir novos parques e pracinhas, fazer novos amiguinhos….E, quando voltar, ter muitas aventuras para contar. Afinal, se não tivesse esse espírito aventureiro não poderia ser uma “viajante 4 patas”, não é mesmo?!

Explicação cultural (o meu Blog também é cultura!!)

Bandeira: Símbolo da "Nação Rio Grandense" - Vista aérea de POA

Sobre Porto Alegre

Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, é uma metrópole com localização privilegiada ao sul da América Latina. Ponto estratégico dentro do Mercosul, é o centro geográfico das principais rotas do Cone Sul, estando eqüidistante tanto de Buenos Aires e de Montevidéu, quanto de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para quem chega em terras gaúchas Porto Alegre é a porta de entrada para os principais atrativos turísticos da região. A capital dos gaúchos está interligada às rodovias federais BR-290 e BR-116, permitindo a conexão com os demais estados brasileiros e também com o Uruguai e a Argentina.

É a maior região metropolitana do sul do país, com cerca de 4,1 milhões de pessoas (2006). Na capital gaúcha residem atualmente (2007) 1,42 milhão de pessoas, sendo a décima cidade mais populosa do Brasil de acordo com dados do IBGE.

Dizem que Porto Alegre tem o corpo de uma metrópole, o espírito cosmopolita e a alma de uma província. A cidade está dividida em 76 bairros, que têm como ponto concêntrico o Centro Histórico, junto ao Guaíba. Quem nas ruas de Porto Alegre circula, espanta-se com a perenidade de sua vegetação, de seus morros e lago; deleita-se com a perdurância de seus prédios históricos - guardiões de memórias - e admira-se com a frequência dos encontros nas calçadas. Agrega-se a esse cenário, onde o tempo parece ter parado, o vai-e-vem acelerado da cidade; a arquitetura ícone da modernidade e a heterogeneidade cultural - atributos da estética dos grandes centros urbanos.

Importante centro econômico e comercial, dentre os seus mais variados títulos e conquistas, Porto Alegre foi eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos anos de 1996, 1998 e 2002 a Metrópole nº 1 em qualidade de vida do Brasil. E os porto-alegrenses orgulham-se disso.

O “way-of-life” porto-alegrense também passa pela convivência com muitos parques e praças, e com ruas muito arborizadas. POA (como é carinhosamente chamada) está entre as cidades mais arborizadas do mundo, com mais de um milhão de árvores, 409 praças, reserva biológica, nove parques urbanos e a maior concentração de pássaros do país. Para se ter uma idéia, cada habitante da cidade tem direito a, aproximadamente, 17m² de área verde. Os parques e jardins da cidade guardam árvores centenárias, espécies vegetais exóticas e nativas do RS e do Brasil, e são espaços de sociabilidades e encontros, com equipamentos de lazer e recreação variados que convidam seu uso. Os parques mais frequentados pelos porto-alegrenses são o Parque Moinhos de Vento (ou Parcão), o Parque Farroupilha (ou Redenção) e o Parque Marinha do Brasil. Mas, sobre eles, falaremos mais adiante.

Estátua do Lacador - Mercado Público - Usina do Gasômetro

Além disso, Porto Alegre caracteriza-se por ser uma cidade alegre, hospitaleira e culturalmente ativa. Possui uma excelente estrutura para sediar eventos de todos os tipos. A culinária reúne a gastronomia étnica e típica, com destaque para as churrascarias. E também possui um ótimo comércio, sendo o Centro e Moinhos de Vento os bairros principais para compras.

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.


Cuidado: Frágil!!

Dica da Cléo

Mudança à vista

Na natureza, os cães se mudam o tempo todo. Não há nada de que gostem mais que explorar um novo ambiente. Mas o modo como os humanos se mudam, não é natural para os cães. Quando o dono está se preparando para mudar de casa ou apartamento, o cão não sabe que vão migrar para um novo território, mas ele sempre percebe que algo muito diferente está para acontecer. Primeiro percebe que tudo com o que estava familiarizado, lhe tirado. Depois sente todas as energias conflitantes que os humanos colocam nesse ato de mudança – o entusiasmo, a tensão, o estresse, a tristeza. Enquanto os humanos andam dentro da casa, pensando que vão sentir saudades dos vizinhos e o quanto foram felizes ali, o cão só percebe que algo de muito ruim está para acontecer. Depois disso, ele é colocado num carro, num avião ou num compartimento fechado. E não sabe para onde está indo. Quando chegam à nova casa e vazia, ele é solto e todos esperam que seja o primeiro a se adaptar!!


Mudanças podem ser uma experiência bastante estressante para os humanos. Imagine então para os pets! Os pets são particularmente afetados pela mudança de casa, uma vez que, de repente, os lugares, sons e cheiros são diferentes e tudo deixa de ser “familiar”. Alguns pets logo se habituam mas, para outros, pode levar algumas semanas para que se sintam novamente “em casa”.

Alguns cuidados e prevenções podem ajudar a tornar esse processo de adaptação um pouco menos desgastante para o mascote e seu proprietário:
- Antes de mais, assegure-se de que o novo lar é adequado para um pet viver seguro e confortável.
- Planeje todos os detalhes da mudança com suficiente antecedência para que as providencias necessárias sejam tomadas sem tumultos.
- Se vivem próximos ao local para onde vão se mudar, o ideal seria levar o pet para dar umas voltas pela nova zona antes mesmo de se mudarem. Os cães são muito sensíveis a novos ambientes. Assim, quando o dia da mudança chegar, já perceberá que conhece o local.
- Procure manter o pet alheio aos processos de “embarque e desembarque” de volumes (caixas, malas, etc). Ou seja, se possível, feche-o num cômodo com alguns itens pessoais (brinquedo, ossinho, etc) para que não seja contagiado pelo nervosismo durante o transporte das bagagens.
- Assim que chegarem à nova morada, leve o pet para um passeio. Este passeio não servirá apenas para cansá-lo mas também para ajustá-lo ao ambiente desconhecido. O passeio vai fazer bem ao animal e vai ajudá-lo a livrar-se do estresse de um dia de mudança. Esse passeio o fará compreender que vocês migraram para um novo território e tornará essa transição um acontecimento mais natural.
- Depois do passeio, alimente-o e mostre-lhe a casa nova, um cómodo por vez. Não permita que ele passeie pela casa sozinho. Se ele explorar antes, ele se tornará o dominante do lugar.

Não esqueça: Os cães não são peças de mobília!!! Não podem simplesmente serem encaixotados e levados de um lado para o outro esperando que não se deixem afetar por isso. As mudanças são estressantes para humanos e mais ainda para os pets. Eles vêm tudo o lhes era familiar desaparecer, sentem que os donos estão nervosos mas não conseguem entender o porquê. Tente ser paciente com o seu pet, não é fácil para ele também. Com paciência, amor e dedicação logo vocês estarão desfrutando da nova vida.

Fonte: “O Encantador de Cães”, de Cesar Millan.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O DADINHO

Até algum tempo atrás eu nem ligava para essas brincadeiras que todo mundo acha que todo cachorro adora, tipo “buscar a bola” ou “correr atrás do graveto”, etc. Eu gostava mesmo era de brincar de “luta” com os meus amiguinhos, rolar na grama e trocar mordidelas (sem intenção de machucar). Mas, um belo dia, durante um passeio no parque, eis que me deparo com um objeto ainda desconhecido mas, no mínimo, curioso: um dadinho.

Isso mesmo, nada mais era do que um brinquedo em forma de um dado (ou cubo, se preferir) feito de borracha. O que ele tinha de diferente?


Gostoso de morder!!

Bom, para começar, o dadinho é maciço. Ou seja, não é daqueles brinquedos de borracha que são ocos por dentro e têm furinho ou apitos. Ele é todinho preenchido de borracha, pesadinho, duro o suficiente para aguentar mordidas e macio o suficiente para não machucar e ser gostoso de se morder. E o que me deixou tão interessada? É que, talvez por ser maciço, ao ser lançado o dadinho “quica” feito um louco, sem direção certa, dificultando a captura. Isso mesmo, a captura. Essa coisa de sair pulando de forma imprevisível, desperta o instinto caçador dos cães, como se fosse uma presa a ser perseguida. Entendeu agora porque ele é tão atrativo????
Pois é, o dadinho desse dia pertencia a uma amiguinha do parque, a Luna – uma goldenzinha quase da minha idade. Mas eu fiquei tão enfeitiçada que os meus donos resolveram comprar um para mim também.
Pronto: mudou a minha vida radicalmente!!!! Foi a partir daí que encorporei por completo o “espírito retriever”.


Uma verdadeira Retriever!!

Pausa para a explicação histórica/cultural (o meu Blog também é cultura!!!):

Significados para “Retriever”

Segundo o Glossário Babylon, no contexto geral, a palavra significa:
“Devolução; mecanismo; retriever (raça de cachorro)”

Ainda segundo o Babylon, especificamente para os cães:
“Retriever é uma subdivisão funcional do grupo de raças número 8 da espécie canina, conforme reconhecimento da Fédération Cynologique Internationale (FCI), Clube Português de Canicultura (CPC) e Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), que designa os cães cobradores de caça.”

Para complementar, o Dicionário KingHost de Lingua Portuguesa conceitua Retriever em quanto:
“s.m. (pal. ing.) Cão de caça de qualquer uma das diversas raças que têm pelagem espessa. Usados para apanhar caça abatida mesmo na água, esses cães resistem a temperaturas muito baixas e são famosos pelo faro e pela agilidade (ex., o Golden Retriever)”

Os “Retrievers”

Segundo a nomenclatura oficial da Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), as raças pertencentes ao sub-grupo dos Retrievers são:


Nova Scotia Duck Tolling Retriever (Canadá) - Chesapeake Bay Retriever(U.S.A) - Curly Coated Retriever (Grã Bretanha)

Flat Coated Retriever (Grã Bretanha) - Labrador Retriever (Grã Bretanha) - Golden Retriever (Grã Bretanha)

Sobre o Golden Retriever

Golden Retriever é uma raça de cães de origem britânica. Em inglês seu nome significa: Golden - dourado - Retriever - o que recupera.
A origem do Golden retriever é descrita em duas versões. Uma delas, e talvez a mais ingênua, sobre a possível origem do Golden, é que ele seria fruto do cruzamento de cães ingleses com um cão dourado, trazido por um circo russo. Porém, a mais certa é que o Golden Retriever foi desenvolvido na Escócia, a partir da metade do século 19, pelo lorde Sir Dudley Majoribanks (Lord Tweedmouth), com o objetivo de obter uma raça caçadora de aves selvagens, em terra e água.
No Kennel Clube de Londres, pode-se encontrar o Livro de Criação do lord Tweedmouth onde ele faz referências aos primeiros cruzamentos e ninhadas de Retrievers e ao desenvolvimento da linhagem entre os anos de 1868 e 1890. Em 1913, o Kennel Clube de Londres registrou pela primeira vez, separadamente, a denominação de “Retrievers” (golden, yelow). E nos EUA, a raça foi reconhecida pelo American Kennel Club em 1932.
O Golden Retriever é um cão favorecido por grande e destacada inteligência. Apesar de pertencer a uma raça de grande porte, tem um temperamento bastante gentil e amigo. É indicado para companhia por possuir uma resistência muito grande, ser extremamente afetivo e mostrar-se muito paciente inclusive com crianças e idosos.
Como foi criado para trabalhar na caça, trazendo-a para seu hundler, será sempre um “apanhador” de objetos e fará disso uma prática para “presentear” e agradar seus donos.
Por suas características excelentes, tem sido usado como guia de cegos, em tratamentos terapêuticos e como cães farejadores para descoberta de narcóticos.
Também aparece freqüentemente em comerciais e anúncios e é uma das raças "preferidas" dos veterinários.
Adapta-se ao estilo de vida dos proprietários e pode ser facilmente mantido em apartamentos, desde que diariamente exercitado. Não costuma latir muito, a não ser para alertar sobre a presença de intrusos. Mas nunca espere que um Golden Retriever se torne um cão de guarda, pois basta poucos minutos para tornar-se amigo de qualquer desconhecido! Como todo retriever, ele adora nadar e possivelmente não resistirá a um lago ou piscina. Ele também se adapta muito bem com outros cães e animais. Por essas características, é atualmente a segunda raça em número de filhotes registrados no Japão, terceiro na Inglaterra e quarta nos EUA, sendo que no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos anos.
Possuir um Golden Retriever é desfrutar do prazer da companhia de um cão que, tratado com amor, atenção e disciplina lhe pagará com confiança, afeto e companheirismo. Um verdadeiro amigo.

Saiba mais sobre o Golden Retriever

• Antes de receber o nome Golden Retriever a raça foi conhecida como Russian Retriever, Yellow Retriever e Golden Flat-Coat.
• A palavra Retriever foi designada pelo fato de serem animais caçadores, assim, significa trazer algo, no caso: a caça.
• Devido a sua índole boa e inteligência aguçada, o Golden é utilizado no exterior como guia de cégos, "Sniffer dog", cão farejador utilizado pela polícia do narcotráfico americana e como "Rescue dog", utilizado em resgates de emergências.
• No Reino Unido a tonalidade de pêlo mais popular é a dourada bem clarinha, já nos EUA a predominante é a mais escura.
• Entre os Golden Retrievers, os machos são tão amorosos quanto as fêmeas, mas são maiores e mais pesados.
• Adoram passear de carro e ficam ansiosos para saltar para o banco de trás.
• O Golden é um cão de caça, criado por sua habilidade de buscar a caça.
• Adoram nadar e lhe trazer algo que os mande buscar.

FONTES:
www.peterwhite.com.br e Wikipédia, a enciclopédia livre.


Agora que você já sabe o que significa “espírito Retriever”, voltamos ao que me interessa: meu dadinho!!

O meu mais novo e inseparável companheiro passou a ser um dadinho cor-de-rosa. Também passou a ser acessório imprescindível nos nossos passeios. Na mochila preta que a minha dona sempre carrega, sei que há saquinhos plásticos para recolher os meus dejetos, a minha garrafinha de água, alguns petiscos, a escovinha que ela usa para me pentear enquanto estou distraída e, agora, claro, o meu dadinho!!!! Quando a gente chega ao parque ou pracinha, eu logo me sento à sua frente e trato de olhá-la bem dentro dos olhos para que pegue a mensagem: “E ai, já chegamos, pode jogar o meu dadinho agora??”.

_____Tá bom, já se divertiu??_____________Toca aqui parceira e joga bem longe!!

É um brinquedo multifuncional: faço exercício físico, mental e ainda, de quebra, ao morder o dadinho acabo por massagear a minha gengiva e fortalecer a minha mandíbula.
Continuo gostando de brincar com os meus amiguinhos. Mas confesso que, prefiro mesmo é correr a trás do meu dadinho e trazê-lo de volta, como uma legítima retriever, para os meus donos tornarem a atirá-lo, cada vez mais longe e saltitante.

É meu e ninguém tasca!!!